
sábado, 22 de dezembro de 2007
Das Bier Weiss

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Entrevista com Leonardo Botto

oBIERcevando - Os nome "mitológicos" ( Thor, vidua, Dama do lago, etc ) de suas cervejas, como surgem, tem relação com a cerveja?
Leonardo Botto - Sempre busco conciliar o nome com algumas das características da cerveja e com quem quero homenagear. A Thor, por exemplo, é uma cerveja do estilo doppelbock (Bode duplo ou dois bodes), originário da Alemanha. É uma cerveja encorpada, forte, com 9% de álcool. Por sua vez, Thor é personagem da mitologia nórdica germânica, respondendo por filho de Odin, e conhecido por sua força. Foi Thor o responsável por roubar do gigante Hymir um enorme caldeirão, com o qual seria feita grande quantidade de cerveja e hidromel para os deuses. Thor tinha ainda uma carruagem puxada por dois bodes, de nomes Tanngnost e Tanngrisni.
Vidua Nigra significa viúva negra em latim, e usei este nome pra designar uma oatmeal stout, de coloração negra como a aranha. O nome viúva-negra vem do fato de que logo após a
oBIERcevando - sempre gostou de cerveja, ou teve aquela fase que, o que vier eu bebo?
LB - Sempre gostei de cerveja, que é a única bebida alcoólica que bebo.
oBIERcevando - Qual a principal leitura para um Homebrew?
LB - Existem alguns livros legais, alguns até possíveis de serem baixados pela internet, mas na grande maioria livros de consulta. Recomendo a leitura do The Brew Master’s Bible, How to Brew, Designing Great Beers, entre outros. Todos são bem legais, mas o mais importante é a troca de experiências, seja através do Orkut, sites espalhados pela rede, ou com amigos cervejeiros.

oBIERcevando - É difícil fazer cerveja caseira, qual a pior dificuldade?
LB - Não, definitivamente não é difícil. O processo é trabalhoso e acho que este é o maior empecilho. Outras dificuldades são a obtenção de bons insumos, equipamentos, sanitização destes e espaço.
LB - Você fazer sua bebida da forma como quiser, suprindo um pouco o abandono do mercado brasileiro às cervejas de qualidade, dos mais variados estilos. Para muitos é uma loucura se gastar tanto empenho na elaboração de uma cerveja, visto que se pode comprá-las em qualquer esquina e sem trabalho, mas o simples fato de você fazer já é mágico e compensador. A cerveja é uma bebida social, agregadora, desde sempre envolvida em cultos religiosos, comemorações, oferendas a deuses, entre outros predicativos, e, de uma forma ou de outra, destinando ela aos nossos amigos e familiares é como se os cultuássemos. Volta aqui a questão da importância da qualidade, uma vez que a cerveja simboliza nós mesmos, como se fizéssemos parte da bebida, e ninguém gosta de mostrar seus defeitos, certo?
LB - Ainda são bem poucos os fornecedores, mas estes começam a dar sinais de preocupação conosco, com nossas necessidades, aumentando a oferta de possibilidades para a prática do nosso querido hobby. Mesmo assim ainda temos que recorrer com certa freqüência a importações de equipamentos e insumos, principalmente da Argentina e Estados Unidos.
oBIERcevando - Como surgiu a ACervA Carioca?
LB - Surgiu de reiterados encontros de cervejeiros caseiros aqui do Rio, onde as cervejas degustadas eram as nossas. Inicialmente objetivava apenas um intercâmbio de experiências e conhecimentos, mas com o fortalecimento das amizades começamos a vislumbrar compras conjuntas de matérias primas e equipamentos, maiores encontros e concursos.

Em janeiro de 2006 éramos apenas sete cervejeiros reunidos, mas a cada novo encontro outros cervejeiros se juntavam a nós, muito devido aos cursos de produção do pessoal da Confraria do Marquês, e nossos objetivos foram crescendo. Em Outubro de 2006 fundamos a ACervA Carioca com 21 associados, já marcando pra meados de dezembro do mesmo ano nosso primeiro concurso, ventilado já há alguns meses atrás.
oBIERcevando - Quais as principais propostas e o futuro da ACerva Carioca?
LB - Nossa próxima meta é montarmos nossa sede, com uma cervejaria escola acoplada. Será uma sede social e instrutiva voltada para cultura da cerveja e da amizade, onde os cervejeiros que não dispuserem das mínimas condições para o fabrico possam solucionar o entrave, produzindo suas cervejas.
Outra coisa muito importante pro cenário brasileiro de cervejas, que merece destaque e que é meio pra um dos nossos objetivos, é a criação de outras associações de cervejeiros caseiros, como a ACervA Mineira e a Paulista, e a recém chegado ao grupo Acerva Gaúcha, além de outras nascituras, como a de Santa Catarina. Independentemente do nome adotado por cada qual delas, sendo os fins os mesmos, unidos fortaleceremos nacionalmente o movimento de resgate da esquecida cultura cervejeira, proporcionando a todos nós cada dia melhores cervejas, com a valorização da qualidade da bebida em detrimento da quantidade.
Sendo assim, numa espécie de “descentralização cervejeira”, a idéia é criarmos a ACervA do Brasil, ou brasileira, que ficaria responsável pela organização do grande, itinerante e anual concurso nacional de cervejas, ficando as ACervAs regionais incumbidas de promover encontros menores, mais voltadas pros seus membros e pro crescimento local da cultura cervejeira.
oBIERcevando - O segundo concurso de cervejas artesanais, organizado pela ACervA Carioca foi um sucesso, ano que vem podemos esperar mais?
LB - Tem tudo pra ser um novo sucesso. O III Concurso Nacional de Cervejas Artesanais deverá ocorrer no final do primeiro semestre em São Paulo, iniciando o rodízio dos Estados. Se mantiver o pique de crescimento, temo pelo futuro da Ambev, hehehehe.
oBIERcevando - Temos hoje praticamente 4 escolar cervejeiras, alemã, belga, inglesa, e a recém criada americana, qual você se identifica mais, e por que?
LB - Pela ordem, identifico-me mais com a alemã, depois com a inglesa, belga e americana, embora goste de todas. A razão desta identificação que é difícil dizer, pois até poderia alegar que é herança da minha bisavó materna, de procedência germânica e que fazia c
oBIERcevando - O que falta no Brasil para termos um cultura cervejeira forte e consistente, na sua opinião?
LB - Maior diversidade de tipos de cervejas nas prateleiras dos mercados; melhores preços (menos impostos, menor margem de lucro); valorização da qualidade da cerveja em detrimento da quantidade; doutrinação dos consumidores, até hoje ainda ignorantes quanto ao que se esperar de uma cerveja, que pensam existir dois tipos: a clara e a escura, ou a leve e a forte.
Recentemente estive participando junto do Edu de um evento gastronômico em Parati, que comentei contigo, e não raro ouvimos de chefs conceituados que cerveja não casa com nenhum prato. Talvez falem isso movido por um preconceito arraigado nas cervejas comerciais mais comuns, que ainda hoje monopolizam as gôndolas dos supermercados. Precisamos expor tais pessoas às cervejas de qualidade, ensinando-os sobre estilos e usos, permitindo captarem o todo oferecido pelas bebidas.
LB - A minha expectativa era de ganhar, mas na hora da escolha, de qual cerveja eu iria inscrever no concurso fiquei em dúvida, perguntei para diversos amigos e conhecidos o que achavam, com certeza na minha opinião iria a Thor, uma doppelbock maravilhosa, minha preferida, mas depois de muito pensar e ouvir dos amigos mandei a Dama do Lago, uma Belgian Dark Ale, e sinceramente era uma das minhas ccervejas que não acreditava no seu potencial neste concurso, ainda mais depois que vi as pesquisas do dataBOB que o título talvez ficasse pelo Sul, estava acreditando apenas que subiria ao podium, talvez com um bronze, fiquei na expectativa, mas foi uma inexplicável surpresa.

LB - Não muda muita coisa não, fico extremamente feliz com o reconhecimento, a alegria que foi proporcionada por esta vitória, isso é claro, pois se trata de um concurso nacional, de uma micro, porém uma grande cervejaria, uma referência, e poder fazer algo junto com eles sem dúvida é emocionante.
oBIERcevando - E agora, as pessoas irão cair de cabeça no Lago, ou melhor na Dama do Lago, sua cerveja campeã?
LB - Risos, eu espero que sim, a cerveja é bem equilibrada, saborosa, e junto vem todo um trabalho de pesquisa e procura dos ingredientes certos para deixar ela bem feita, acho que juntando tudo isso ela será bem aceita, e também desde quando pai fala mal do filho, risos.
LB - Essa é fácil, as cervejas caseiras dos amigos.
Mais informações no site: Botto Bier
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Pale Ale Whitehead
Os três proprietários, Alexandre Carminati, João Carlos Kerber e José Otávio Kerber, são responsáveis por todo o processo de fabricação e distribuição da cerveja.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Aniversário da Cervejaria Das Bier

E no dia 15/12 a festa no Bar da fábrica começa a partir das 15:00h, serão montadas tendas visando aumentar o número de lugares para acomodar e recepcionar bem os visitantes, a cervejaria estará atendendo normalmente com música típica alemã durante todo o dia.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Eisenbahn e Choperia Expresso
É uma triste realidade, mas não se paga uma microcervejaria apenas com cervejas especiais. Cabe a quem bebe privilegiar estilos diversos do pilsen para tentar mudar esse quadro um dia. Se de fato produzirem uma pilsen mais suave, por exemplo, para bancar as especiais a R$ 2,99 e R$ 3,59, assino embaixo..."
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Cerveja Iguana
Esta cerveja sempre me despertou certa curiosidade, pois me recordo bem nas inúmeras vezes que pude ir ao Frangó, fazia questão de sentar em uma mesa, logo de frente ao corredor da entrada do bar, perto dos banheiros na parte térrea, e ficava "namorando" a memorável decoração sobre cerveja que o bar possui, e lá na parede acima da cristaleira, onde ficam os 'souvenirs' do bar a venda, tem um placa decorativa da cerveja Iguana, e sempre me perguntei o porque de eu não conseguir toma-la, achava o nome interessante e seu logotipo de bom gosto, deixando curioso sobre o líquido, não é que em mais um viagem, o nobre cunhado, conseguiu a dita, e que agora descrevo as minhas impressões.
Cerveja: Iguana
Tipo: Pilsen
Alcool: 5%
Cor: Dourada, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração.
Aroma: Pouco aroma, sente-se bem leve o aroma de cereais.
Paladar: Cerveja ligeira, médio a baixo corpo, bem carbonatada, baixo amargor, sensação residual leve malte.
Comentário: Outra argentina, veio na mala, de todas as pilsen de grande escala produzidas na Argentina que pude tomar, esta foi a que menos despertou interesse, pouco sabor, sendo bem "refrescante", leve demais, um outro ponto negativo vai para o aroma praticamente inesistente.
Pois é, acho que a placa decorativa realmente é bonita.
domingo, 25 de novembro de 2007
Último Gole

Dessa forma, disponibilizarão no site www.agraria.com.br/agromalte algumas receitas de cerveja para diversificar e promover o interesse por essa arte de fabricar cervejas.
A cada semana o site trará uma receita diferente, com os melhores produtos para as melhores cervejas. Essa semana a receita em destaque é a de Cerveja de Trigo Clara.
Acompanhe semanalmente as receitas e quem sabe não lhe motiva a produzir uma boa cerveja em casa!

Dado Bier BIG
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Entrevista com Micael Eckert da Cerveja Coruja
A Cerveja Coruja é fabricada em Teutônia no Rio Grande do Sul. A garrafa por si só, já tem o diferencial, ela é como um frasco de remédio antigo, não tem rótulo adesivado, leva um processo onde é silkado o logo direto no vidro.
A novidade é que em breve será lançanda a Extra viva em garrafas de 500ml. buscando atender aos consumidores que querem menor quantidade e boa qualidade. As cervejas Coruja não são pasteurizadas, por isso são chamadas de "cerveja viva".

Micael Eckert - Isso começou em 2000 quando estava fazendo meu TCC em Arq. e Urb. Meu projeto era um Núcleo de Apoio à Agroindústria. Haviam seis módulos identificados com a produção e cultura local (Vale do Taquari-RS). Entre eles um de cervejaria, para poder projetar uma escola-indústria tive que aprender mais sobre cada um dos cursos a oferecer. Então visitei várias cervejarias para poder entender bem o funcionamento e o espaço necessário.
Foi então que conheci o Sr. Ovídio em Teutônia e fizemos uma grande amizade. Após a conclusão do curso, trabalhei como arquiteto em Porto Alegre, mas sempre testando minhas "apartament biers". Fazia cerveja em casa desde criança com meu avô. Inclusive tinha uma que substituía em parte o lúpulo por erva mate e ficou muito famosa na faculdade - A Chimarreja. O Rafa, hoje meu sócio na Coruja, também é arquiteto e sempre conversávamos sobre um dia fazer cerveja. Certo dia em 2003 decidimos ver se haveria possibilidade de criarmos uma cerveja para alguém fazer para a gente. Lembrei do Ovídio e depois de um ano e meio de desenvolvimento da marca e produto lançamos a Coruja cerveja viva em 12 de setembro de 2004.
oBIERcevando - As garrafas de "remédio" que são acondicionadas a Coruja, não confundem as pessoas?
M.E - Não tenho os dados certos, mas acreditamos que existam vinte e poucas micro cervejarias em funcionamento.
Fica muito difícil trabalhar desta forma, pois ainda temos que criar mercado para nossas cervejas. As pessoas ainda precisam ser apresentadas a esse mundo novo da cerveja.
M.E - Montamos isso em parceria com o Sady num primeiro momento. Existia a idéia de resgate histórico do cervejismo do passado que aos poucos se perde com a morte de ícones dessa arte que levam consigo muito conhecimento.
Depois procuramos o local. O Studio Clio tem tudo a ver com o projeto. Promove cultura, boa gastronomia, arte...
Vejo como mais uma forma de divulgarmos esse novo momento cervejeiro que estamos vivendo. Sempre com boas cervejas, acompanhamentos numa referência à harmonização e um bom bate papo como se estivéssemos numa boa mesa de bar. E com certeza a idéia itinerante já foi alvo de nossas conversas, entretanto o custo para fazer um evento legal em outros lugares ainda inviabiliza fazer, mas quem sabe um dia...

M.E - É viabilizar a pasteurização. Estamos em teste e sabemos que é um processo difícil. Queremos aperfeiçoar nossa administração e monitorar bem nosso produto para conferir mais padrão e qualidade à Coruja.
Poderia citar como sugestão, além da Coruja em Teutônia, a Schmitt em Porto Alegre, a Abadessa em Capela de Santana, a Prost Bier em Estrela, a Ijuhy em Ijuí, a Farol em Canela, entre outras...
Também não poderia faltar falar com o pessoal das HomeBrews para tentar uma visitação. E também conhecer e tomar os diversos estilos produzidos.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Liefmans FrambozenBier

Liefmans Oud Bruin em janeiro com 5% álcool e Liefmans Goudenband mais complexa e maior graduação alcoólica com 8%, conhecida também como “cerveja de guarda”, pois ficando acondicionada corretamente pode durar mais de 25 anos, dois exemplos das inúmeras qualidades da cervejaria. Há também Liefmans Kriek, uma cerveja da cereja, com seus gosto e sabor frutado, produzida uma vez por ano na altura da colheita da cereja, uma cerveja macia e intensa, de cor avermelhada.
Tive a oportunidade de tomar uma FrambozenBier produzida em 2005, dentre as outras, é a cerveja de menor produção na fábrica, preparada baseada na colheita da Framboesa que são adicionadas a Liefmans Goudenband, que lhe dá um sabor acentuado da fruta.
Cerveja: Liefmans FrambozenBier
Tipo: Fruitbeer.
Apresentação: Garrafa 375ml.
Álcool: 4,5%
Espuma: Boa formação, média a alta duração.
Cor: Vermelho escuro, brilhante, limpo.
Aroma: Frutas vermelhas, framboesa, lúpulo, cítrico.
Paladar: Abre-se na boca ao dar um gole, leve acidez, notas adocicadas da fruta, médio corpo, sensação residual complexa, equilibrada entre o gosto da fruta, acidez e pelo leve amargor.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Último Gole

A Cervejaria do Gordo na realidade é uma casa de shows localizada em Guaratinguetá, mas que resolveu fabricar sua própria cerveja, uma cerveja pura sem aditivos e com sabor diferenciado, para isso adquiriu os equipamentos da MecBier da cidade de Pompéia, interior de SP, e conta com o Mestre-Cervejeiro Celso Ehtnig, formado na Alemanha e 35 anos trabalhando com o nobre líquido, a proposta é interessante, o equipamento bom, e um cervejeiro experiente, só esperamos que a cerveja faça jus a tantas qualidades.

E como informado anteriormente, houve a votação para saber qual estilo que nós consumidores, gostaríamos que a cervejaria produzisse para o aniversário, e depois para ficar em linha, e a grande vencedora foi:
1º - Weissbier
2º - Pale Ale
3º - IPA
4º - Bock
Assim que tiver os detalhes da festa, comunico a todos para prestigiar o nobre evento.
sábado, 10 de novembro de 2007
Cerveja Coruja
Espuma: Boa formação, média duração.
Paladar: Malte, fermento, notas lupuladas, médio corpo.
Comentário: Detalhe ao abrir a garrafa, a pressão fez a "tampa voar longe, no paladar é bom o equilibrio entre os ingredientes, se sente notas lupuldas ao final, o malte lhe confere um bom corpo, e há notas levementes doces, provavelmente devido ao residual. Proposta muito interessante, e com novidades em breve.
Compra:
Por enquanto por não ser pasteurizada, é vendida em Porto Alegre, e cidades próximas, mas em breve estará em alguns pontos fora do RS.
Informações:
http://www.cervejacoruja.com.br/ o site em breve será reformulado trazendo mais detalhes da cervejaria.
sábado, 3 de novembro de 2007
Weizenland

quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Brewmascot Pale Ale

sábado, 27 de outubro de 2007
Último Gole

quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Entrevista com Eduardo Arantes da Cervejaria Bruge

A cidade também exibe uma nota fiscal muito interessante, emitida em 02 de abril de 1969, três meses e meio antes do homem chegar à lua pela primeira vez a bordo da Apolo 11. Segundo este documento, foram embarcadas para Cabo Kennedy, a pedido da NASA, 100 dúzias de garrafas com 500 ml contendo água mineral de Águas de Lindóia. Pessoas que trabalharam na empresa engarrafadora naquela época confirmam a história e acrescentam que a água enviada foi retirada da Fonte Santa Filomena, que ainda jorra. O site da NASA comprova que a cápsula Eagle, onde os astronautas Neil A. Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins fizeram a viagem, possuía dois reservatórios para água, mas não especifica com qual água eles foram abastecidos. Os motivos que teriam levado a NASA a escolher a água mineral de Águas de Lindóia são a baixa acidez e rápida absorção pelo organismo.

A cervejaria fundada em 1987 por Itamar Coelho, um aviador aposentado que em suas viagens, encantou-se com a arte cervejeira e decidiu fazer sua própria cerveja.No inicio a cerveja foi batizada como Cerveja D'KAZA e assim ficou até1996, e depois disso alguns problemas de saúde afastaram Itamar da atividade, com isto seu filho Eduardo Arantes, que foi morar na Europa durante um período, resolveu aperfeiçoar seus conhecimentos cervejeiros, passados pelo Pai, e daí dar continuidade ao trabalho iniciado. No ano de 2004 nasceu a Cervejaria Bruge, com o conceito de fazer uma cerveja natural, isenta de adjuntos e aditivos químicos, sem injeção de gás, refermentada na própria garrafa e elaborada somente com a água mineral da estância Águas de Lindóia.
Nos próximos posts uma degustação com as cervejas produzidas pela Bruge, abaixo uma entrevista com o Eduardo Arantes, proprietário e cervejeiro, que com sua habitual simpatia, cedeu este tempo ao oBIERcevando, degustem-a sem moderação.

oBIERcevando - A cervejaria inicialmente tinha o nome D’Kaza, fundada pelo seu Pai, como foi a relação pai e filho dentro da cervejaria, quem ensinava mais, quem pesquisava mais, ou então quem gostava mais do precioso líquido? E nos conte o porque do nome ter mudado para Bruge.
oBIERcevando - Qual análise que a Bruge tem do mercado de cervejas especiais nacional, e na sua opinião, o que fazer para aumentá-lo?
E.A - O mercado de cervejas especiais caminha lentamente para um futuro promissor, este segmento precisa realmente ser explorado, divulgado, acredito que blogs como o oBIERcevando tem contribuído bastante, assim como bares e casas especializadas têm investido cada dia mais em cervejas especiais, quanto mais divulgação melhor.
oBIERcevando - A água da cidade onde fica instalada a cervejaria, Águas de Lindóia, realmente faz a diferença na produção da cerveja?
E.A - Nossa água é imprescindível para a produção, a Bruge é totalmente elaborada com a água mineral, e isso a deixa mais leve e mais digestiva.

E.A - Água mineral, maltes diversos, lúpulos de amargor e aromático, fermento Ale. A Stout foi desenvolvida por meu pai, a bitter ale e a ale por mim.
oBIERcevando - Fale um pouco sobre os três estilos produzidos, como foi definida a produção de cada um dos estilos?
E.A - Mantivemos a receita da Stout D’kaza, uma cerveja encorpada, aroma frutado, amargor suave e um leve toque adocicado no final, desenvolvemos a Ale, uma cerveja refrescante, frutada e com bom equilíbrio entre maltes e lúpulos. Em Julho lançamos a Bitter Ale, uma cerveja forte, acobreada e de amargor mais acentuado.
oBIERcevando - Em que regiões do Brasil, é possível encontrar a Cerveja Bruge?
E.A - Atualmente as cervejas Bruge podem ser encontradas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná.
oBIERcevando - Apesar dos cursos na Bélgica, dois dos estilos de cerveja da Bruge não são belgas, qual sua principal referência de escola no mundo cervejeiro, belga, inglês, alemão ou o novo americano?
E.A - Nossa formação é belga, porém, desenvolvemos cervejas inglesas por perceber uma necessidade do mercado em ter esses estilos também diferenciados.
oBIERcevando - A alta tributação do Brasil está pegando as microcervejarias em cheio,está travando ainda mais o mercado de crescer?
E.A - Os altos impostos cobrados para microcervejarias realmente impedem o seu crescimento, é preciso uma revisão e maior apoio por parte do governo para investimentos
oBIERcevando - Este ano tivemos a Brasil Brau, principal feira do setor cervejeiro na América Latina, apesar do grande número de expositores, ainda é difícil conseguir equipamentos, pessoas treinadas, ou até mesmo matéria prima para produzir cerveja no Brasil?
E.A - Infelizmente o Brasil ainda não oferece muitas opções em insumos eequipamentos aos pequenos empreendedores, e isso dificulta muito o surgimento de empresas.
oBIERcevando - Quais são os planos futuros da cervejaria?
E.A - O lançamento de outros estilos de cervejas, a construção de uma área aqui na fábrica para degustação e harmonização gastronômica e a expansão das vendas para o Norte e Nordeste.
oBIERcevando - A pergunta de praxe, qual cerveja que você goste, além da Bruge, poderia ou gostaria de estar tomando agora?
E.A - Uma Straffe Hendrik, espetacular cerveja belga
Mais informações no site: http://www.bruge.com.br/
Além do site da Cervejaria, é possível comprar pelo site do CervejasNet
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Cerveja Schneider Fuerte
Relançada em 2001, a Cerveja Schneider trouxe uma nova comunicação, contrariando a comunicação estereotipada sobre cerveja na Argentina, dando foco a essência da marca, do produto, e de sua receita diferenciada das outras. Com isto conseguiu se posicionar no mercado fortemente, a marca foi a que mais cresceu nos últimos anos. Atualmente é produzida em uma planta cervejeira em Santa fé aonde é elaborada segundo normas de qualidade certificadas segundo o HACCP, sistema que assegura o controle de qualidade em cada uma das etapas de seu processo de produção. Além da "Fuerte", integram a família, Schneider Rubia e Schneider Negra.
A Schneider Fuerte foi lançada este ano, com a proposta de ser uma das cervejas mais fortes do mercado. De sabor mais intenso e mais corpo que as tradicionais, Schneider Fuerte é uma cerveja estilo lager, tipo oktoberfest, que tivemos a oportunidade de tomar, neste tempo de Oktoberfest, segue impressões.
Cerveja: Schneider
Tipo: Oktoberfestbier
Apresentação: Garrafa de 1 litro.
Álcool: 6%
Cor: Cobre, brilhante.
Espuma: Boa formação, e boa duração, fixando no copo.
Aroma: Malte, lúpulo, notas doces, pão.
Paladar: Médio corpo, malte, bom amargor, sensação residual com leve adstringência.
Comentário: Uma Argentina “comercial” interessante, pois apresenta bela cor, bom aroma, entretanto para o estilo o amargor se destacou mais que os outros ingredientes.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Brahma Red
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Último Gole

Kaiser Bock
E Blumenau por si só ostenta o título de Capital Nacional da Cerveja, entretanto a dificuldade em encontrar a Kaiser Bock por aqui foi imensa, desnecessária, incrível que nos poucos pontos de venda que encontrei poucos mesmo, como três postos de gasolina e dois mercados de bairro, a alegação é que não tem muita saída, por isso compram pouco, mas incrível é que em uma semana acabou tudo, restando apenas em um posto de gasolina algumas latinhas na geladeira, daí a surpresa maior, de que não seria mais comercializada, pois sua produção já havia encerrado, frustrante e decepcionante o trabalho desenvolvido com a Kaiser Bock nos pontos de venda, aqui na região do Vale do Itajaí, espero que ano que vem não venham com a desculpa que pela baixa procura, deixarão de produzir, é necessário fazer um trabalho maior de divulgação e distribuição com ela, desabafei!
Festa e Novidades
O Vale do Itajaí está se tornando o berço das cervejarias, estamos em plena época de Oktoberfest, a festa só confirma o potencial da região com as microcervejarias presentes no pavilhão 1, muitas, mas muitas pessoas mesmo, estiveram por pelos pavilhões, neste último final de semana que foi prolongado, as pessoas tem procurado muito as microcervejarias e com isso podem conhecer as 16 cervejas diferentes produzidas, e com este público enorme na festa, uma das microcervejarias chegou a vender 17.000 l. de chopp em uma noite.
E só para confirmar a vocação cervejeira do Vale, em breve teremos novidades, está para vir mais um cervejaria na região, por enquanto só sabemos que será em Jaraguá do Sul, o nome ainda é um mistério, e sua localização também, mas com certeza em breve teremos notícias ou se não vamos atrás para descobrir mais este tesouro no vale, que venha logo e seja bem vinda. Em breve mais detalhes.
Festa 2
Por falar em festa, este final de semana tive a ilustre visita dos confrades Edu Passarelli e o Botto, com suas respectivas senhoras, muito papo, descontração, cerveja, e que cervejas, logo um post sobre as cervejas degustadas e produzidas por eles, além da visita as micro cervejarias da região, muita festa na Oktoberfest, uma satisfação imensa em recebê-los.
Festa3
Para fechar o final de semana bem, estavamos eu, Botto e o Emerson gerente e sócio da Das Bier na Oktoberfest, tomando o chopp Braunes Ale da Das Bier, que sofreu alguns ajustes na formulação e resultou em um chopp saboroso, no paladar há um delicioso amargor presente, sensação residual levemente torrado com notas lupuladas, espuma cremosa, e não é que conversa vai, conversa vem, quando descobrimos que a Brahma na noite anterior havia lançado especialmente para a Oktoberfest o Brahma Red, um chopp tipo Ale com caracaterísticas frutadas, sensação residual levemente frutado, com notas de lúpulo, de corpo leve e cor acobreada, logo um post sobre este lançamento.
Cervejaria Schmitt
A Cervejaria Schmitt de Porto Alegre, do nosso companheiro Gustavo lançou sua versão da La Brunette, uma cerveja tipo Stout, maravilhosa, em garrafas de 750 ml. e todas as cervejas da Schmitt passam por uma segunda fermentação dentro da garrafa, dando características especiais e únicas à cerveja, foram feitas apenas 150 garrafas como um “teste”, e não se sabe ainda se serão comercializadas nesta embalagem, entretanto as garrafas de 355ml ou Long Neck continuam sendo vendidas normalmente, as garrafas de 750ml. e Long Neck podem ser encontradas a venda no site do Cervejasnet, e também no próprio site da Cervejaria Schmitt
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Cervejaria Heimat

O Imigrante alemão, Paul Nuber trouxe em 1932, da Alemanha, de sua cidade natal Lindau, a sua receita de cerveja artesanal. Seus amigos traziam os ingredientes da Europa e a cevada era malteada em casa.
A receita passou de pai para filho, mas depois que Paul morreu, ela ficou esquecida.
Com o surgimento das cervejarias na região do vale do Itajai, Georg Nuber, neto de Paul, decidiu resgatar o ensinamento deixado pelo avô e oferecê-lo ao público. Resgatou a receita e resolveu fabricar a cerveja. Georg não é mestre cervejeiro e não tem experiência em nenhuma grande fábrica do ramo, apenas tinha lembranças da cerveja feita em casa pelo avô e entusiasmado fez o curso de cervejeiro no Senai de Vassouras – RJ.
Atualmente a Heimat produz dois tipos de chopp o Pilsen e o Porter.
Sua capacidade de produção iniciou com 6 mil litros e hoje ampliou as instalações, aumentando a produção para 30 mil litros por mês.
No momento não há bar na fábrica, está sendo iniciadas as obras para a construção do bar, mas visitas são agendadas e os visitantes podem conhecer toda a fábrica, provar o chopp direto de um tanque e conhecer um pouco do processo de fabricação.

A Heimat está com seus dois tipos de chopp disponíveis no pavilhão 1 da Vila Germância, na Oktoberfest 2007.
Bairro Tapajós
Indaial – SC - Brasil
Contatos: (47) 3333-1793
choppheimat@choppheimat.com.br
http://www.choppheimat.com.br/
sábado, 6 de outubro de 2007
24º Oktoberfest de Blumenau

Por conseqüência das guerras e pela epidemia de cólera, a Oktoberfest Alemã deixou de realizar-se 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros.
O sucesso da Oktoberfest consolidou-se na terceira edição e tornou-se necessário a construção de mais um pavilhão e a utilização do ginásio de esportes Sebastião da Cruz - o Galegão - para abrigar os turistas vindos de várias partes do Brasil, principalmente da região Sudeste, e também de países vizinhos. O evento acabou fazendo de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro.
Houve a execução dos hinos nacionais do Brasil e da Alemanha, e logo após, a hora mais esperada: a sangria do 1º barril. E foi diferente dos anos anteriores, inspirado na Oktoberfest de Villa General Belgrano, na Argentina, o chopp jorra e banha a todos que estão ali à espera, há quem goste, outros, porém preferem ver o líquido molhando a garganta apenas.
Além da patrocinadora oficial da festa, a Brahma, cinco cervejarias artesanais estão no pavilhão 1 são elas: as locais Eisenbahn, Bierland e Wunderbier, a Heimat da cidade vizinha Indaial, e a Zehn Bier, de Brusque.
Espaço da Brahma, o "Brahmagarten" onde são comercializadas as cervejas importadas.
O setor 1 do Parque Vila Germânica está destinado as cervejarias artesanais e os setores 2 e 3 a Brahma, onde estão sendo vendidos chopes pilsen e Brahma black.
E além de tudo isso a “Brahma” prestigia o evento trazendo o lançamento das cervejas importadas do grupo Inbev para o Brasil, vieram as seguintes novidades, as belgas Leffe em duas versões a Blond e a Brune, a Belle Vue Kriek, que vem dividindo opiniões por ser uma cerveja bem diferenciada, é unânime que todos adoraram a cerveja, pela sua história e diferencial, mas também, por enquanto, é unânime todos dizerem que tomariam apenas uma, por ter notas doces, mais do que uma se tornaria enjoativa. E também a Hoegaarden na versão wit beer.
As alemãs Franziscaner nas três versões Hefe Weizen, Kristall Weizen (Cerveja de trigo filtrada) e a versão Dunkel Weizen. A Lowenbrau veio com sua versão Oktoberfest Bier, e a Spaten também com a Oktoberfest Bier.
Não tem como não participar de uma festa desta, e no decorrer da festa, comentarei mais sobre, e olha que é apenas o terceiro dia.
Preço das Cervejas Importadas
Belle-Vue Kriek - R$ 5.00 - Bélgica - 375ml
Leffe Blonde - R$ 5.00 - Bélgica - 375ml
Leffe Brown - R$ 5.00 - Bélgica - 330ml
Hoegarden White - R$ 5.00 - Bélgica - 330ml
Löwenbräu Oktoberfest - R$ 7.00 - Alemanha - 500ml
Spaten Muenchen - R$ 7.00 - Alemanha - 500ml
Spaten Oktobefest - R$ 7.00 - Alemanha - 500ml
Franziskaner Weisbier - R$ 7.00 - Alemanha - 500ml
Franziskaner Dark Weisbier - R$ 7.00 - Alemanha - 500ml
Franziskaner Weisbier Keer - R$ 7.00 - Alemanha - 500ml
No primeiro e no último dia da festa, a entrada é franca. Nos outros dias, o valor do ingresso está a R$5,00 ou R$10,00, depende do dia da semana e estudante paga meia entrada.