segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Colorado Demoiselle e Serra do Conduru Vintage 80%


Uma tendência mundial já é notável e não tem volta, o “artesanal” cada vez ganha mais status e reconhecimento, após um período aonde as indústrias é quem produziam nossos bens de consumo, pequenos produtores, alguns ainda familiares, estão mantendo uma opção de produtos diferenciados no mercado, os produtos artesanais.
Nota-se no azeite, vinho, pão, queijos e mais recentemente no Brasil as cervejas, estas que tanto proporcionam alegria com novidades e aprendizados, e hoje trago mais um produto que se diferencia pela sua qualidade e acompanhamento no preparo, os Chocolates Nugali.
Localizada na cidade catarinense de Pomerode, que fica aproximadamente a 22km de Blumenau, a Nugali é uma das poucas marcas do Brasil que realmente fabrica seu próprio chocolate. Trabalhando do cacau ao produto final, podendo daí garantir qualidade, exclusividade nas formulações e processos.
O casamento então era mais do que certo com uma boa cerveja. Por possuir uma variedade de chocolates, optei por escolher um dos seus melhores produtos, o Serra do Conduru Vintage 80%. Este chocolate é produzido com cacau cultivado na Fazenda São Pedro, nos sopés da Serra do Conduru na Bahia. As características dos frutos usados em sua composição e sua torra suave resultam em um sabor único, permitindo um teor de 80% de cacau, o mais alto produzido no Brasil, e devido a esta alta concentração e seu cuidadoso preparo permite uma prazerosa degustação, em que diferentes aroma e paladares se revelem gradualmente.
A cerveja escolhida foi a Colorado Demoiselle, cerveja elaborada a partir da parceria do Ricardo Rosa e a Cervejaria de Ribeirão Preto, é uma cerveja que em um primeiro momento surpreende pelo aroma e gosto de café muito destacado, estas impressões tive quando tomei os primeiros testes, neste exemplar já percebi uma diminuição no “café” equilibrando mais o conjunto e trouxe mais sabores “além” café.
O Demoiselle foi criado por Santos Dumont depois do 14 Bis, em francês Demoiselle significa “libélula”, o “avião” teve este nome por lembrar uma. Ele voou pela primeira vez em 1907 e foi sofrendo ajustes até 1909. O nome da cerveja relembra a ligação de Dumont com a cidade de Ribeirão Preto e também com o café, já que a família de Santos Dumont possuía fazendas na região, e provavelmente os custos na criação do Demoiselle foram pagos com capital proveniente da produção cafeeira.
Dois bons produtos artesanais juntos, o chocolate tem consistência firme e boa adstringência, com considerado amargor, contém sutil doçura e sabor persistente na boca, ao degustar a Demoiselle ambos misturam-se e se perdem, fica difícil identificar qual é qual tamanha a sintonia, a torrefação presente na cerveja completa o leve torrado presente no chocolate, o ligeiro amargor da cerveja é completado pelo amargor do chocolate, o café se mistura ao doce, uma parceria muito boa e prazerosa. Fica no paladar depois, ligeiras lembranças de chocolate e do café. Vale a pena fazer esta parceria.
Mais informações:

9 comentários:

Anônimo disse...

Já degustei a Demoiselle, mas essa combinação deve ser fantástica!

Paulo Feijão disse...

Caro,

Realmente vale muito a pena. Obrigado pela visita.

Jean disse...

Prezado Feijão,

Saborear um dos dois (só a cerveja ou só o chocolate), já deve ser bom demais...
Os dois é covardia, não?
Diante dos valiosos produtos, não é mais prazeroso degustá-los separadamente? Não se aproveitaria mais do sabor de cada um?

Um abraço,

Jean Claudi.

Paulo Feijão disse...

Estimado Jean,

Entendo perfeitamente seu ponto de vista e concordo que não há necessidade de degustar os dois juntos.Com certeza você tem uma ótima experiência degustando os produtos separados, ambos são ricos em sabores e aromas.
Porém acredito que "juntando" os dois produtos, você acaba criando uma terceira impressão, sensação sobre eles.
Poderia se questionar o porque de tomar uma boa cerveja com um bom prato de comida se ambos já respondem por si só, o intuito é criar harmonizações para que em determinados momentos possa se juntar a força tanto da bebida, quando do alimento. Agradeço a visita e obrigado pelo comentário.

Abraços

Jean disse...

Prezado Feijão,

Eu entendo o motivo da harmonização, mas, às vezes, pinta aquela dúvida, pricipalmente quando os produtos são nobres ou com muito sabor. Me pergunto: o que está harmonizando com o quê?
Sou eu quem lhe agradece pela aula!

Um abraço,

Jean Claudi.

Marco Zimmermann disse...

Feijão!
Excelente idéia de harmonização. Sou fã dos chocolates da Nugali faz um bom tempo, e a Demoiselle é realmente muito boa.
Aliás, chocolate e cerveja foi a minha primeira harmonização "inconsciente", quando ainda nem conhecia este conceito, há vários anos atrás...
Abraços!
Marco Zimmermann

Paulo Feijão disse...

Jean,

Agora sim entendi sua pergunta rsrsrs. Particularmente, acredito que quando você estabelece a bebida e o alimento, entende-se que a bebida harmoniza com o alimento e o alimento com a bebida, talvez em casos específicos tenha um complemento da bebida no alimento realçando sabores, ai arrisco dizer que a bebida harmonizou com o alimento. Um ótimo questionamento que dá boas rodadas de conversa.

Marco,

Realmente chocolate e cerveja tem bons aspectos em comum, vale a pena esta parceria.

Abraços e obrigado pelo visita.

Rodrigo disse...

Olá Feijão,
Obrigado por nos receber na festa e por apresentar a algumas pessoas das cervejarias.
Quanto a este post, segui o seu conselho e quando fui a Pomerode fiz questão de comprar o chocolate.
Valeu a dica!

Rodrigo Campos e Glícia.
Fortaleza - CE

Paulo Feijão disse...

Oi Rodrigo,

Cara foi uma satisfação imensa pode conhece-los, que pena que foi rápida sua passagem por aqui, mas obrigado pela simpatia, quando precisar estamos as ordens.

Legal que a dica está ajudando.

Abraços