
Semana passada a cervejaria ZeHn Bier de Brusque iniciou um trabalho exclusivo para a cidade de Blumenau, inaugurou um novo ponto de vendas, com disque entrega na cidade.



Ontem tive o prazer de conversar pessoalmente com duas figuras que hoje são conhecidas nacionalmente no cenário Homebrew, são eles: Ivan Guilherme Steinbach e o primo Diogo Zuge vencedores do II Concurso Mestre Cervejeiro da Eisenbahn, o estilo escolhido para este concurso foi o Robust Porter.
Ivan e Diogo depois da produção no bar da Eisenbahn.
oBIERcevando - É melhor produzir cerveja em casa ou em uma fábrica?
- Oude Geuze Boon: Fermentação espontânea e maturação de 2 anos em barris de carvalho.
- Geuze Mariage Parfait: Híbrido da seleção dos melhores barris com lambics pelo mestre cervejeiro. A mistura da Mariage Parfait é constituída por 90% de lambic com pelo menos dois anos, cerca de 5% de cerveja com mais de de 3 anos e 5% com lambic jovens, que fornecem açúcares fermentáveis e carbonatação, esta foi um dos exemplares degustados abaixo.

- Faro Perte Totale: 50% lambic “velha” e 50% de lambic “jovem” com a adição de açúcar e especiarias.
- Kriek Boon: Mais uma cerveja de fermentação espontânea, elaborada a partir de novas e antigas lambics, como as outras matura em barris de carvalho, são utilizadas 240 gramas de cerejas por litro de cerveja. É adicionada cereja em barris com no mínimo 6 meses de fermentação/maturação, utilizando o processo de maceração. Este método é conhecido na cultura do vinho e exige que a fruta seja adicionada inteira, no momento da fermentação da cerveja (fase fria).
- Oude Kriek Boon: Utiliza os mesmos métodos das outras cervejas, porém leva 300 gramas por litro de cerejas e tem segunda fermentação na garrafa.
- Framboise Boon: Mais uma cerveja de fermentação espontânea, elaborada a partir de novas e antigas lambics e matura em barris de carvalho, são utilizadas 250 gramas de framboesa por litro de cerveja.
- Cerveja Devils: é uma cerveja escura, rementendo as cervejas produzidas em abadia, utiliza maltes especiais, açúcar mascavo e 2 tipos de lúpulo aromático.
Segue abaixo os dois estilos recém aportados no Brasil, vale a pena aprofundar o conhecimento neste estilo tipicamente belga.
Cerveja: Kriek Boon
Apresentação: Garrafa 375ml.
Tipo: Fruit Lambic
Álcool: 4%
Cor: Rubi, limpa, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Cereja, doce, ligeiramente ácido, notas azedas.
Paladar: Médio corpo, boa carbonatação, frisante, doce, leve azedo, notas acidas, sensação residual azeda e ligeiramente doce.
Comentário: Cerveja com final persistente, seu dulçor é equilibrado com as notas azedas e ácidas do estilo, bom exemplar, merece um repeteco, porém acompanhando um doce, como uma torta de queijo coberta com amoras.

Cerveja: Boon Oude Geuze Mariage Parfait
Apresentação: Garrafa 375ml.
Tipo: Geuze
Álcool: 8%
Cor: Alaranjada, dourada, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Frutado (laranja, uva), leve doce, azedo, madeira, complexo.
Paladar: Bom corpo, cítrico, azedo equilibrado, ácida, adstringente, leve doce, sensação residual seca, ácida.
Comentário: Cerveja com alto teor alcoólico, porém muito bem inserido no conjunto, lembra bastante um bom vinho branco, é uma cerveja que ou a ame ou a odeie, o gosto pessoal de cada um determina. Só não deve deixar de degusta-la porque dizem que é ruim, tente identificar características que agradem ao seu paladar, vale lembrar que são cervejas únicas no mundo.
Mais informações: Bier & Wein
Para começar o jantar foi servido um Creme de batata típico da Vestefália com queijo fresco, manjerona e chips de batata salsa junto da Baden Baden Cristal. Fazer a harmonização entre um creme e uma cerveja é um tanto arriscado, devido ambos serem líquidos, foi complicado imaginar que ambos poderiam harmonizar e para isto foi orientado que diferente dos outros pratos, a cerveja fosse bebida antes do creme, este possuía consistência levemente pastosa, oleosa e tempero leves. A cerveja deixava no paladar uma sensação com notas maltadas e leve amargor, ao receber o creme a cerveja realçava a consistência do prato e deixava ao final agradável residual de queijo misturado com uma sensação de massa, pão.
Além disto o leve amargor da cerveja acrescentava mais um “tempero” ao creme e também deixava o paladar “seco” para receber o prato, fiquei bem espantado com o resultado, mas não achei a melhor harmonização da noite.
Depois do creme foi servido um Ravióli de presunto e espinafre à moda da Bavária acompanhado do bom e velho chucrute, a cerveja escolhida foi a Baden Baden Golden Ale, que leva canela em sua receita.
O prato apresentava leve acidez acompanhado de certo dulçor do chucrute que junto a Golden casaram perfeitamente, um realçando o outro, os toques frutados, notas de canela da cerveja acrescentaram bastante ao prato, junto ao Ravióli a cerveja se comportou bem quebrando um pouco o salgado e fazendo belo par com a massa, a cerveja conseguiu destacar ainda mais o prato, esta foi uma das melhores harmonizações da noite.
O terceiro prato foi a Gelatina de Frango e Spätzle de castanha de caju ao molho estragão, a cerveja foi a recém lançada Weiss, que pude degustar aqui. O prato apresentava pouco tempero e quando se degustava a cerveja apenas com o Spätzle tínhamos um final muito bom, remetendo a notas de trigo, massa, pão e leve residual adocicado, uma delicia.
Junto ao frango era bem interessante pois a cerveja literalmente explodia com sua alta carbonatação, parecendo que seu sabor ia sobressair sobre o do frango, mero engano, pois ao final o prato demonstrava suas características também e depois disto o paladar ficava limpo, esperando outra “garfada”, muito boa também esta harmonização.
Interessante que a Beer Sommelier Kathia Zanatta, que estava em nossa mesa é a “mãe” desta cerveja, foi ela quem elaborou a receita da Baden Baden Weiss, fiquei lisonjeado com a notícia e de poder felicitar pessoalmente o bom trabalho realizado.
A Baden Weiss só chegou a tempo para o evento, pois o Luciano, que é Gerente de Canais Especiais do Grupo Schincariol, para a região Sul e reside no RS trouxe no avião as 120 garrafas necessárias para o evento, detalhe foi a negociação que teve que ser feita para aceitarem tal carga e o valor a ser pago de excesso de peso, mas valeu a pena.
Veio em seguida a Carne Bovina recheada com champignon ao molho de tomilho com batata croquete junto da Baden Baden Bock. A carne tinha notas levemente tostadas que casou perfeitamente com a torrefação da cerveja e a gordura da carne, apesar de ser quebrada pelo álcool, ainda se aliava ao leve dulçor residual da cerveja e deixava uma sintonia deliciosa. A batata croquete junto da Bock criavam um terceiro sabor, pois não sabia aonde começava um e terminava outro, também uma combinação perfeita. Para mim esta foi a melhor harmonização da noite, valendo um repeteco.
E por ultimo para fechar com chave de ouro recebemos um Doce de maça com cassis, chocolate e cereja junto da Baden Baden Tripel, que já pude degustar aqui, a sobremesa por ser doce, só poderia casar muito bem com a cerveja, que apresenta também boas notas doces, quentes e maltadas, e claro alto teor alcoólico.
Foi também uma boa harmonização com um acrescentado ao outro, apesar de ser uma harmonização por semelhança a sobremesa oferecia ainda mais “sabores” a cerveja que por ser levemente licorosa cobria como uma “calda” o prato, além claro, de trazer calor a harmonização devido seu alto teor alcoólico, muito boa harmonização.
Isso demonstra que a cerveja, cada vez mais, solidifica seu caminho de chegar a mais pessoas, educando a grande maioria do público que cerveja não é quantidade e sim qualidade, um evento digno e com diversos elogios a serem feitos a Kathia, ao Luciano e a toda equipe do Restaurante Figueira que trabalhou perfeitamente em sintonia com a idéia do evento, em breve mais detalhes sobre este novo “point’ cervejeiro do Brasil.
Particularmente acho que chocolate é uma das melhores invenções do homem, digo uma, pois outra com certeza é a cerveja, agora imagine estes dois juntos?
A Cervejaria Zehn Bier de Brusque, Santa Catarina, em breve estará colocando mais três produtos no mercado, lançarão um Pilsen Extra que pude degustar e deixou boas impressões devido a sua bela cor, álcool, corpo, amargor mais pronunciados, o amargor não é agressivo, entretanto é bem presente no paladar.
Fantasiados de cerveja, manifestantes protestam próximo ao Parlamento britânico contra o plano de aumentar os impostos sobre a cerveja. O protesto foi organizado pela Associação das fábricas de cerveja e dos pubs britânicos (BBPA). No quarto trimestre de 2008, as vendas totais de cerveja no Reino Unido caíram 8,3% em relação ao mesmo período de 2007. (Foto: Reprodução/Telegraph)
Cerveja: Palm
Cerveja: Palm
Apresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Belgian Pale Ale
Álcool: 7,5%
Cor: Cobre, limpa, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Lúpulo, leve frutado, condimentado, ligeiras notas doces.
Paladar: Médio corpo, malte, lúpulo fino, levemente frutada, quente, álcool, sensação residual quente, ligeiramente doce, apimentado.
Comentário: Boa cerveja, melhor opção que sua “irmã”, apresenta personalidade principalmente devido ao seu alto teor alcoólico que acrescenta calorosas impressões no paladar.