Comentário: Boa cerveja, tanto no paladar, quanto no aroma se percebe uma verdadeira “salada de frutas tropicais” vinda da boa base de lúpulos. Começa com toques adocicados vindos do malte, passeia pelos sabores do lúpulo, para terminar com um agradável amargor, deixando um persistente e agradável sabor no palato.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
American IPA - Cervejaria Davok
Comentário: Boa cerveja, tanto no paladar, quanto no aroma se percebe uma verdadeira “salada de frutas tropicais” vinda da boa base de lúpulos. Começa com toques adocicados vindos do malte, passeia pelos sabores do lúpulo, para terminar com um agradável amargor, deixando um persistente e agradável sabor no palato.
terça-feira, 13 de março de 2012
Bamberg Kölsch
No ano de 1302 a empresa cervejeira "Zum Leysten" foi fundada na Rua Eigelstein, onde fica hoje a Pravatbrauerei Gaffel Becker e Cia, fabricante da Gaffel Kölsch, conhecida mundialmente e importada para o Brasil. Na Idade Média, Eigelstein tornou-se então uma das ruas com maior concentração de cervejarias em Colonia. Isto pode ter sido, devido ao grande número de alunos estudando no vizinho "Bursen" (antigo nome alemão para instituto de estudos).
A existência de uma fábrica de cerveja neste endereço é comprovada pelo fato de a casa ter sido identificada como uma fábrica de malte num velho mapa da cidade. "Zum Leysten" foi a primeira cervejaria ali, em uma constante expansão da indústria cervejeira a cerca da Rua Eigelstein, um total de 18 cervejarias foram registradas nas imediações no ano de 1838.
Houve 44 cervejarias nas proximidades, incluindo as áreas circundantes. Apesar do número de fábricas de cerveja ter crescido mais que a população estudantil, o quadro mantém-se praticamente inalterado. Várias das cervejarias têm sobrevivido também como restaurantes.
As cervejarias de Colonia acordaram em 6 de março de 1986 que para proteger a identidade da Kölsch na Alemanha, só em Colônia poderia ser produzida a Kölsch. A “Convenção Kölsch” foi assinada pelos Conselheiros de 24 cervejarias produtoras do estilo, com a benção do então Presidente da Câmara de Colônia, Norbert Burger.
Este documento, que é único na indústria cervejeira alemã, baseia-se em parte a uma decisão judicial de 1980. A sentença determinou que Kölsch não é apenas um estilo de cerveja, mas também uma denominação de origem. De acordo com este documento, Kölsch só pode ser fabricada e “vendida” pelos fabricantes em Colonia, com exceção das cervejarias que já produziam o estilo há muitos anos, embora não tenham sido ou não são mais residentes em Colonia.
As orientações especificam como deve ser o estilo, fermentação, cor, paladar e claro seguir a Lei da Pureza Alemã de 1516. Além disso, a cerveja tem que ser servida exclusivamente no tradicional copo Kölsch que é alto e cilíndrico. A denominação de origem "Kölsch" também deve ser claramente visível em todas as apresentações externas, que inclui recipientes, embalagens e materiais comerciais.
No Brasil, a Eisenbahn foi a primeira cervejaria a reproduzir o estilo, que no início causou certa estranheza as consumidores, alguns chegaram a falar que era uma pilsen "melhorada". Uma total covardia com o estilo que tem características bem particulares. Além deste exemplar, o chope do Fritz em Monte Verde (MG) fabrica sazonalmente, porém este ainda não tive a oportunidade de provar.
E agora temos disponível o exemplar da Cervejaria Bamberg, de Votorantim. Será um lançamento sazonal da cervejaria, para o nosso período de carnaval, já que o período tem temperaturas quentes e a cerveja possui uma bela refrescância
A Kölsch é cerveja da familia Ale, com particularidades que lembram o preparo de Lagers, como por exemplo, um longo período de maturação e temperaturas amenas na fermentação. Este exemplar da Bamberg possui três tipos de lúpulo da região de hallertau e cinco variedades de malte, veja as impressões deste exemplar:
Tipo: Kölsch
Apresentação: Garrafa 600ml
Álcool: 4,8%
Cor: Dourado intenso, limpa, brilhante.
Espuma: Ótima formação, duradoura.
Aroma: Malte lembrando cereal, levemente condimentado (lúpulo), sutis notas frutadas (uva)
Paladar: Médio corpo, inicial maltado(doce), pão, notas sutis citricas, sensação residual agradavelmente amarga.
Comentário: Bom exemplar, possui boa carbonatação, começa com toques adocicados, para terminar com um agradável amargor, deixando marcas no paladar após degusta-la. Notável sabor de lúpulo, evidentemente agregado ao fino amargor que o mesmo agrega.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Wäls Quadruppel

sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Steam Engine Lager - Steamworks Brewing

Um exemplo clássico e uma das primeiras a fabricar o estilo foi a Anchor Brewing Company, registrado o termo "Steam Beer" e, como tal, todas as outras cervejarias legalmente não podem utilizar o termo em seus rótulos ou designações de estilos por isso além de Steam Beer o estilo também é chamado de “Califórnia Common".
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Steamworks Kölsch

Com o crescimento da cidade vizinha Bayfield, e a necessidade da Steamworks em aumentar sua capacidade de produção, fizeram com que em 2005 fosse fundado mais um brewpub, o Steamworks Bayfield, dotado com a mesma "capacidade industrial" do brewpub original em Durango. Ao longo dos anos, a Steamworks tem se esforçado para ser "parceira", apoiando eventos e atividades que permitam a maré subir", pois eles acreditam que quando uma comunidade é forte, todos os barcos navegam bem.
Em 2005, foi reconhecida pela participação efetiva em eventos da comunidade, bem como sua exemplar operação comercial, culminando com o título de Empresa do Ano pela Câmara de Comércio de Durango. Estiveram presentes na Brasil Brau deste ano, pelos muitos negócios feitos durante a feira, acredito que logo deveremos ter alguns exemplares americanos desembarcando aqui, abaixo segue impressões da Steamworks Kölsch.
Cerveja: Steamworks Brewing
Tipo: Kölsch
Apresentação: Garrafa 355ml
Álcool: 4,85%
Cor: Dourada, levemente turva, brilhante.
Espuma: Boa formação, baixa duração.
Aroma: Malte, leve dulçor, pão, lúpulo.
Paladar: Médio corpo, boa carbonatação, balanceado amargor, pão, floral, sensação residual maltada com agradável amargor.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Widmer Hefeweizen
O Craft Brewers Alliance Inc. (CBAI), sediada em Portland, Oregon, é o resultado da fusão de duas cervejarias artesanais, a Widmer Brothers Brewing Company e Redhook Ale Brewery, com esta união conseguiram aumentar distribuição, aumentar participação no mercado e possuem ações negociadas na Nasdaq. Exemplo que começou a ser visto agora por algumas cervejarias brasileiras, que juntos é relativamente mais fácil abrir caminhos.
Esta American Hefeweizen começou a ser produzida pela Widmer em 1986, possui 30 IBU, leva 4 tipos de malte (Pale Ale, Munich, Malte de trigo e Malte Caramelo) e três tipos de lúpulo, um de amargor (Alchemy) e dois aromáticos (Willamette e Cascade), esta cerveja esteve disponível apenas na Brasil Brau, este exemplar pude degustar com mais tranqüilidade, segue impressões:
Cerveja: Widmer Brothers
Tipo: Hefeweizen
Apresentação: Garrafa 355ml
Álcool: 4,9%
Cor: Alaranjada, turva, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Leve dulçor, cravo, malte, trigo.
Paladar: Bom corpo, bem carbonatada, médio amargor, ligeira acidez, cravo, cítrico, lúpulo, sensação residual levemente doce com notas de cravo.
Comentário: Boa cerveja, refrescante, bem diferente das Hefeweizen alemãs, possui bom equilíbrio, sente-se leve cítrico, provavelmente do lúpulo, ingrediente que os americanos quase não gostam, particularmente deixaria ela com tons mais frutados, a cervejaria indica ao servi-la colocar uma pequena rodela de limão no copo, fato comum em algumas cervejarias americanas.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Pilsen Das Bier

Cerveja: Das Bier
Tipo: Pilsen
Apresentação: Chopp 330ml.
Álcool: 4,8%
Cor: Dourado, limpa, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Malte, Lúpulo, leve floral.
Paladar: Bom corpo, malte, pão, lúpulo, boa carbonatação, sensação residual com agradável amargor.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Cervejas Millstream
Tive a oportunidade de degustar três dos dez exmplares que a cervejaria produz, uma é a Pilsner, uma cerveja relativamente clara porém aromática graças ao lúpulo Saaz utilizado e com bom corpo, ficando somente a desejar na cor.
Depois veio a Wheat Lager uma cerveja leve, bastante apreciada na zona rural de Iowa. Malte de trigo é cuidadosamente misturado com o tradicional malte de cevada, lúpulo e levedura, é uma "SummerFest", geralmente a cerveja é servida em um copo longo com uma fatia de limão. E por fim a White Ale's uma cerveja de trigo estilo belga, popularmente conhecida como "Wit" beer. Esta cerveja foi produzida no inicio exclusivamente para John's Grocery a maior e mais famosa loja varejista de cerveja e vinho no Estado de Iowa, agora já pode ser encontrada em outras lojas americanas, ainda não são encontradas no Brasil. Abaixo impressões.

Cerveja: Millstream

Cerveja: Millstream
Cerveja: Millstreamquarta-feira, 20 de maio de 2009
Malheur 12º
A Cervejaria De Landtsheer está localizada na pequena cidade de Buggenhout na Bélgica.Produzindo cerveja no mesmo local que seu avô e bisavô, Manu Landtsheer criou uma bem sucedida e inovadora cervejaria em apenas nove anos, após assumir as rédeas.
A cervejaria produz a marca Malheur, que possui uma gama de excelentes cervejas, sua linha de cervejas “claras” são intituladas de: 6, 8 e 10, e uma cerveja “escura” que é a 12º. As cervejas possuem a mesma quantidade de álcool que os seus “títulos”. Apenas as flores “in natura” do lúpulo são utilizadas em seu preparo, as variedades são Hallertau, Saaz e Styrian. As cervejas são filtradas porém refermentadas na garrafa, trazendo certa “turbidez” as mesmas.
A De Landtsheer é também umas das únicas cervejarias a produzir cervejas pelo método champenoise, a Malheur Biére Brut, Malheur Dark Brut que é produzida a partir da Malheur 12º e a Malheur Cuvée Royale.
A cerveja Malheur 12° ano passado ganhou uma medalha de ouro no European Beer Star Award 2008 na categoria belga-Style Dubbel. Daí aparece a dúvida, uma cerveja com seus potentes 12% poderia concorrer na categoria Dubbel?
Sua embalagem discreta e reduzida passou por mudanças recentes, a embalagem que está na foto acima foi alterada, o rótulo mudou, a quantidade de 250ml. passou para 330ml, ainda bem, e alguns especialistas acham que o produto também mudou, mas diferente daqui, os “especialistas” dizem apenas a característica que encontraram de diferente, não reclamaram e muito menos criticaram a cervejaria, a mudança foi a leve diminuição no lúpulo, isso segundo degustadores belgas.
Infelizmente ainda não está disponível no Brasil, abaixo impressões:
Cerveja: Malheur 12º
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Cervejas Boon
As cervejas da Boon são produzidas através de fermentação espontânea, depois são maturadas em tonéis de carvalho. Os produtos da cervejaria são os seguintes:
- Oude Geuze Boon: Fermentação espontânea e maturação de 2 anos em barris de carvalho.
- Geuze Mariage Parfait: Híbrido da seleção dos melhores barris com lambics pelo mestre cervejeiro. A mistura da Mariage Parfait é constituída por 90% de lambic com pelo menos dois anos, cerca de 5% de cerveja com mais de de 3 anos e 5% com lambic jovens, que fornecem açúcares fermentáveis e carbonatação, esta foi um dos exemplares degustados abaixo.

- Faro Perte Totale: 50% lambic “velha” e 50% de lambic “jovem” com a adição de açúcar e especiarias.
- Kriek Boon: Mais uma cerveja de fermentação espontânea, elaborada a partir de novas e antigas lambics, como as outras matura em barris de carvalho, são utilizadas 240 gramas de cerejas por litro de cerveja. É adicionada cereja em barris com no mínimo 6 meses de fermentação/maturação, utilizando o processo de maceração. Este método é conhecido na cultura do vinho e exige que a fruta seja adicionada inteira, no momento da fermentação da cerveja (fase fria).
- Oude Kriek Boon: Utiliza os mesmos métodos das outras cervejas, porém leva 300 gramas por litro de cerejas e tem segunda fermentação na garrafa.
- Framboise Boon: Mais uma cerveja de fermentação espontânea, elaborada a partir de novas e antigas lambics e matura em barris de carvalho, são utilizadas 250 gramas de framboesa por litro de cerveja.
- Cerveja Devils: é uma cerveja escura, rementendo as cervejas produzidas em abadia, utiliza maltes especiais, açúcar mascavo e 2 tipos de lúpulo aromático.
Segue abaixo os dois estilos recém aportados no Brasil, vale a pena aprofundar o conhecimento neste estilo tipicamente belga.
Cerveja: Kriek Boon
Apresentação: Garrafa 375ml.
Tipo: Fruit Lambic
Álcool: 4%
Cor: Rubi, limpa, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Cereja, doce, ligeiramente ácido, notas azedas.
Paladar: Médio corpo, boa carbonatação, frisante, doce, leve azedo, notas acidas, sensação residual azeda e ligeiramente doce.
Comentário: Cerveja com final persistente, seu dulçor é equilibrado com as notas azedas e ácidas do estilo, bom exemplar, merece um repeteco, porém acompanhando um doce, como uma torta de queijo coberta com amoras.

Cerveja: Boon Oude Geuze Mariage Parfait
Apresentação: Garrafa 375ml.
Tipo: Geuze
Álcool: 8%
Cor: Alaranjada, dourada, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Frutado (laranja, uva), leve doce, azedo, madeira, complexo.
Paladar: Bom corpo, cítrico, azedo equilibrado, ácida, adstringente, leve doce, sensação residual seca, ácida.
Comentário: Cerveja com alto teor alcoólico, porém muito bem inserido no conjunto, lembra bastante um bom vinho branco, é uma cerveja que ou a ame ou a odeie, o gosto pessoal de cada um determina. Só não deve deixar de degusta-la porque dizem que é ruim, tente identificar características que agradem ao seu paladar, vale lembrar que são cervejas únicas no mundo.
Mais informações: Bier & Wein
domingo, 12 de abril de 2009
Zehn Bier Porter
A Cervejaria Zehn Bier de Brusque, Santa Catarina, em breve estará colocando mais três produtos no mercado, lançarão um Pilsen Extra que pude degustar e deixou boas impressões devido a sua bela cor, álcool, corpo, amargor mais pronunciados, o amargor não é agressivo, entretanto é bem presente no paladar.Cerveja: Zehn Bier
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: Porter
Álcool:4,6%
Cor: Preta, bem escura, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Torrefação, malte, notas de café.
Paladar: Médio corpo, torrado, caramelo, seca, equilibrado amargor, sensação residual seca com final ligeiramente torrado.
Comentário: Cerveja com bom drinkability, poderia talvez aumentar as notas de torrefação no paladar ou então pasteurizar para chegar a outros mercados do Brasil.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Palm
Na eclosão da Segunda Guerra Mundial, Alfred Van Roy tinha 27 anos e já contava com 12 anos de experiência na fabricação de cerveja. Foi um tempo de "sobrevivência do mais forte", com fábricas lutando em encontrar locais para compra de carvão, malte e lúpulo e se estes não estivessem disponíveis, a cerveja tinha que ser feita a partir de beterraba ou batata cozida. Muitas cervejarias não conseguiram sobreviver à guerra, mas outras cresceram rapidamente. Uma cervejaria em especial continuou fielmente sua fabricação de cerveja estilo Ale e se tornou a segunda maior fabricante de cerveja em 1958 na Bélgica. Isso incentivou as ambições de Alfred Van Roy, ele sabia que a industrialização em larga escala, publicidade agressiva e, em particular, a qualidade da cerveja, trariam ótima impressão e gerariam lucro.
Para garantir a continuidade da família no negócio em 1974, Alfred Van Roy pediu a Jan Toye, sobrinho de sua esposa Aline Verleyen, a participar no dia-a-dia da gestão da fábrica.
Hoje a PALM é detentora de outras marcas, em 1993 surgiu a Cervejaria Boon, que só fabricaria cervejas de fermentação espontânea, as famosas lambics
Em 1998, assumiu a Rodenbach como parte de seus esforços para proteger o património histórico cervejeiro belga. Essa cervejaria produz um estilo único através da fermentação mista, na qual já pude degustar aqui e aqui.
Cerveja: PalmApresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Belgian Pale Ale
Álcool: 5,4%
Cor: Cobre, limpa, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Malte, leve condimentado, lúpulo herbal.
Paladar: Médio corpo, lúpulo, seca, levemente condimentada, nuances de álcool, ligeriamente ácida, sensação residual seca com final ligeiramente maltado, cerveja refrecante.
Comentário: Cerveja refrescante, com boa carbonatação, lembra um pouco a Weinachts Ale da Eisenbahn, esta cerveja no passado, no começo da história deve ter sido "pesada" hoje creio estar mais agradável aos paladares menos exigentes.

Cerveja: Palm
Apresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Belgian Pale Ale
Álcool: 7,5%
Cor: Cobre, limpa, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Lúpulo, leve frutado, condimentado, ligeiras notas doces.
Paladar: Médio corpo, malte, lúpulo fino, levemente frutada, quente, álcool, sensação residual quente, ligeiramente doce, apimentado.
Comentário: Boa cerveja, melhor opção que sua “irmã”, apresenta personalidade principalmente devido ao seu alto teor alcoólico que acrescenta calorosas impressões no paladar.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Steen Brugge
Na Idade Média, em Flandres, Bélgica, Arnold de Tiegem fundou a Abadia de St. Peter e, em 1084, passou a produzir cerveja, com a qual “curava” operários doentes. Na realidade, como na época a água era imprópria para se beber, Arnold estimulava o consumo de cervejas, livrando assim várias pessoas dos grandes surtos de doença e pragas. O “santo remédio” tornou-se tão procurado que ele foi declarado o santo patrono dos produtores belgas. E é justamente esta cerveja que homenageia este santo patrono que a Bier & Wein Importadora traz ao Brasil: Steenbrugge, em duas versões que carregam o legado da melhor tradição cervejeira belga.
Após um recesso durante a Primeira Guerra Mundial, as pessoas que moravam próximas à abadia pediram aos padres para que continuassem produzindo Steenbrugge, de acordo com a receita herdada. O segredo de seu sabor encorpado foi guardado e tem sido desde então passado por gerações de mestres-cervejeiros. Primeiro, pelo irmão Gamaliël, então por seu sucessor, padre Victor. Posteriormente, aos produtores leigos, que criaram a cerveja de abadia Steenbrugge como ordenado pelos padres, foram ensinados os truques do ofício. Em 2003, o superior da Abadia de St. Peter autorizou a cervejaria Palm a produzir Steenbrugge.

Tipo: Belgian Pale Ale
Cor: Dourado intenso, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração, queda rápida.
Aroma: Lúpulo, ligeiro dulçor, malte, notas citricas.

Apresentação: Garrafa 330ml.
Álcool: 6,5%
Paladar: Médio corpo, bem carbonatada, leve dulçor, torrado, caramelo, frutas escuras, sensação residual com leve dulçor e torrefação.
Comentário: Esta cerveja apresenta alta carbontação, destaque fica para o aroma que apresenta mais complexidade que o sabor, uma dubbel relativamente ligeira, não é tão robusta como outros exemplares.
terça-feira, 17 de março de 2009
Hacker-Pschorr Anno 1417
A cervejaria Hacker-Pschorr teve início com a Hackerbraü, fundada no ano de 1417 na cidade de Munique na Alemanha. No século 18, precisamente em 1793 Maria Therese Hacker se casou com o agricultor Josef Pschorr (1770 – 1841), que alguns anos depois comprou a Hackerbraü de seu sogro. Mais tarde em 1820 Joseff proprietário da então Hackerbraü resolveu montar outra cervejaria com seu nome, a Pschorrbräu. Apesar de pertencer a mesma família as duas cervejarias tiveram um relacionamento conturbado, se juntando e separando por duas vezes.Georg Pschorr (1798-1867) foi um empresário bem conhecido em Munique, ele herdou a cervejaria de seu pai Josef e dizem ser o patriarca da dinastia Pschorrbraü. Georg continuou o eficiente trabalho do pai com a cervejaria e plantou sementes para o crescimento, ele é um dos principais responsáveis pelo que a Hacker-Pschorr é hoje. A cerveja Weisse Dark ou Dunkelweizen da Hacker-Pschorr é sua criação e ostenta orgulhosamente o seu nome e imagem no rótulo.
O logotipo atual é a união dos logotipos das duas cervejarias, diz a lenda que o círculo vermelho em torno do "P" representa o infinito amor de Josef por Therese. Hoje a Hacker Pschorr é uma das seis cervejarias oficiais da Oktoberfest de Munique e pertence ao grupo Paulaner.Uma das utimas novidades da Hacker-Pschorr é a ANNO 1417, uma original Kellerbier e como o estilo surgiu antes da introdução da filtração no século 19 ela é naturalmente turva, o nome deste estilo remonta a sua história já que seu armazenamento acontecia em caves, geralmente no porão das cervejarias, outra característica importante é que durante a maturação ela não é mantida sob pressão, ficando pouco carbonatada, porém os exemplares engarrafados tem boa carbonatação, quando for a Alemanha não estranhe se tomar um exemplar do estilo com pouco gás.
A levedura rica em proteínas, a água rica em minerais e o consumo responsável deixa os benefícios desta cerveja a mostra. Abaixo impressões do exemplar degustado:

Cerveja: Hacker-Pschorr
Apresentação: Garrafa 500ml. c/ tampa de porcelana e fechamento flip-top.
Tipo: Kellerbier
Álcool: 5,5%
Cor: Dourado intenso, acobreada, turva, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Pão, malte, lúpulo, leves notas florais.
Paladar: Bom corpo, boa carbonatação, malte, agradável amargor, levemente doce, sensação residual seca.
Comentário: Lúpulo na medida certa, ela possui alta carbonatação para o estilo, porém na versão engarrafada é aceito. Começa com toques de malte e uma profunda secura vem em seguida deixando claro a característica do lúpulo nesta autêntica lager alemã.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Dado Bier Double Chocolate Stout
Bem amigos do oBIERcevando, após um breve período do mais puro ócio carnavalesco, retomamos as atividades e diga-se de passagem, com força total.Após uma breve passagem pela terra natal, São Paulo, pude reencontrar amigos e degustar bons exemplares cervejeiros, uma destas degustações trouxe uma cerveja um tanto inusitada.
Divulgou-se mundialmente o “feito” da Cervejaria japonesa Sapporo ter elaborado uma receita de cerveja com chocolate em sua composição, bom isso já não era novidade para os cervejeiros caseiros, nem para a escola inglesa.
Ligado a isso, a Dado Bier, mais uma microcervejaria que está reconhecendo o trabalho do cervejeiro caseiro brasileiro, escalou uma dupla de peso, apesar dos dois serem pequenos, para ajudar a desenvolver uma receita que leve o bom e velho chocolate em sua formulação.
Ricardo Rosa e Mauro Nogueira, da Acerva Carioca, estão a frente da receita, prepararam uma Double Chocolate Stout, que obviamente leva chocolate na fórmula e impressiona pela sua complexidade e força.
O chopp já está sendo comercializado nos bares da Dado Bier em Porto Alegre, o preço é R$ 12,90 a taça, vale a pena cada um avaliar e tirar suas próprias conclusões sobre o produto.
O corpo denso é ótimo, o álcool apresenta-se de maneira persistente e traz sensação quente no paladar. Quando conversei com o Mauro sobre o produto ele comentou que foram feitos diversos testes, a idéia era algo como um licor de chocolate, denso, complexo, com potência alcoólica, mas que tivesse as características de uma cerveja, claro!
Os primeiros testes chegaram a inusitados 11,7% de álcool, o exemplar que degustei tinha 11,2%, porém quando chegar na versão engarrafada deverá ter em torno de 10,5% e provavelmente no segundo semestre deste ano esteja nos pontos de venda. O preço já causou discussão e certo descontentamento no consumidor, visto que poucos terão acesso e se tornará um produto bem limitado. Creio que seja melhor esperar o produto ser efetivamente lançado antes de qualquer conclusão, agradecimento ao caro Roberto Fonseca, abaixo segue impressões sobre o exemplar:
Apresentação: Long Neck 355ml.
Tipo: Double Chocolate Stout
Alcool: 11,2%
Cor: Escura, leves tons avermelhados, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Levemente escura, boa formação e duradoura.
Aroma: Complexo, álcool, malte, torrefação, café, chocolate.
Paladar: Ótimo corpo, levemente licorosa, boa carbonatação, notas doces, sensação quente vinda do álcool, torrefação, café, sensação residual quente, adstringente, seca.
Comentário: Gostaria de ter mais acesso ao produto, creio que não só eu....
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Tuborg Pilsener

A United Breweries foi formada em 1891 por pequenas cervejarias na Dinamarca, a mais conhecida e antiga era a King's Brewhouse. O movimento foi instigado pelo industrial dinamarquês FC Tietgen.Em 1894 a Tuborg também entrou na organização, porém nos anos seguintes, uma onda de fusões e racionalizações conduziram a uma redução no número de pequenas cervejarias para três: a King's Brewhouse com duas fábricas em locais distintos e a Tuborg. Em 1970, a United Breweries e o Grupo Carlsberg se uniram. A empresa resultante da fusão continuou sendo chamada de United Breweries, porém foi alterado em 1987 pelo Grupo Carlsberg, afim de evitar confusão com outra cervejaria homônima.
O nome Tuborg está relacionado ao nome da rua aonde foi fundada a cervejaria em Copenhagem.Em diversos países da Europa é a lager mais vendida, hoje é identificada na maioria dos países do Leste da Europa como uma grande patrocinadora de grandes eventos musicais, como por exemplo no Brasil o Skol Beats.
Cerveja: TuborgTipo: Pilsen Apresentação: Garrafa 350ml.
Álcool: 4,9%
Cor: Dourado, limpa, brilhante.
Aroma: Leve oxidação, malte, notas de lúpulo.
Paladar: Bom corpo, malte, lúpulo, médio amargor, notas doces, sensação residual maltada com considerado aftertast amargo.
Comentário: Uma cerveja diferente das nossas, porém o rótulo trouxe melhores impressões do que propriamente a cerveja, mas seria fácil a cerveja do dia a dia.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Pelforth Blond
A Cervejaria Pelforth é francesa e foi fundada em 1914 em Monsen Baroeul. A produção ficou interrompida durante a Segunda Guerra Mundial, reiniciando em 1950.A cervejaria já teve outro nome, Pelican, mas em 1972 foi mudado para Pelforth.
Foi adquirida por outra Cervejaria Francesa em 1986,entretanto logo após foi adquirida pela Heineken International, em 1988.
A cervejaria fabrica a Pelforth Brune e a Pelforth Blond na qual pude degustar, segue abaixo impressões:
Cerveja: Pelforth
Mais informações: Site da Pelforth
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Bohemia Oaken

Cada kit custou R$ 85,00 e apesar do preço a cerveja se esgotou rapidamente, demonstrando a curiosidade/sede do consumidor por produtos novos. Os consumidores que conseguiram comprar um dos 4 mil kits disponíveis acompanharam todas as etapas do processo de produção de sua própria cerveja on line, ou recebendo mensagens de como estava o processo de produção.
A bela garrafa também é especial leva um tratamento especial, é jateada, isso lhe confere uma aparência fosca e aveludada, o rótulo também é muito bonito pois além da imagem que remete a madeira, a textura do papel contém relevos que lembram um pedaço de madeira, muito bacana.
A receita da Bohemia Oaken é do mestre cervejeiro Luciano Horn, que em sua produção colocou chips ou lascas de carvalho francês na maturação, muito se falou sobre a maturação em barris, mas não foi desta vez que tivemos um produto com esta complexidade, entretanto o resultado foi interessante, graças também aos lúpulos ingleses e maltes escuros europeus.

Cerveja: Bohemia Oaken
Apresentação: Garrafa 550ml.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Old Tom

Segundo um relato do Beerhunter Michael Jackson a atual fábrica de cerveja, foi construída na década de XX. Os sacos de malte são levantados por um equipamento que parece um elevador de passageiros e leva para o ultimo andar do prédio, aonde fica a “cozinha” da cervejaria. Os grãos passam por um moinho comprado em segunda mão quando a cervejaria foi construída, em seguida todos os processos ocorrem por gravidade, filtração, fervura, fermentação e maturação, ocorrem em andares diferentes. Estas fases quando acontecem são auxiliadas por escotilhas levantadas por correntes e equilibradas por contrapesos.
A Cervejaria produz 16 cervejas diferentes, mas a galinha dos ovos de ouro é a Old Tom que é produzida desde 1899 e ano passado ganhou no World Beer Awards como a melhor Dark Ale, em 2005 pela segunda vez ganhou um concurso produzido pela CAMRA como a melhor cerveja de inverno do Reino Unido.
A Old Tom tem o desenho de um gato serigrafado em sua embalagem. Segundo relatos também de Michael Jackson, a ligação do gato a cerveja diz respeito ao comum hábito que as cervejarias tinha no passado, em possuir um felino como animal de estimação, para assim eliminar ratos que atacavam os estoques de maltes. Em visita ao QG da OPUS em Florianópolis, o Murilo trouxe um exemplar desta bela cerveja que degustamos e deixo minhas impressões abaixo:

terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Feliz 2009 e Rodenbach Grand Cru
Primeiramente um ótimo 2009 a todos com muito sucesso e alegria, boas cervejas sempre, entretanto o ano para nós cervejeiros já entra com tensão, pois o nosso querido governo está aumentando consideravelmente a cobrança de IPI, PIS. COFINS, isto será abordado mais tarde com um post sobre o assunto e aviso que se não nos unirmos, vai tudo por goela abaixo.
Outra coisa é que em breve teremos uma novidade muito interessante e que agregará ainda mais este mercado cervejeiro que vai ter que continuar crescendo, logo será divulgada a novidade.
Mas vamos ao que interessa, para começar bem o ano, degustei mais um exemplar da Rodenbach, a cervejaria fica localizada em Roeselare, foi aberta em 1821 por Alexander Rodenbach, um homem de classe média que se tornou uma figura importante na Revolução Belga em 1830.
Os barris de carvalho desenvolvem papel primordial no processo de maturação. Dentro da cervejaria ainda se produz cada um exatamente como em 1821. Só madeira da melhor qualidade pode ser usada para produzir o barril e não pode pregar ou parafusar, tudo é feito através de encaixe.
Michael Jackson, o BeerHunter, em sua visita a fábrica concedeu a Rodenbach o título de "A cerveja mais refrescante do mundo" título gravado nas dependências da cervejaria.
Esta cerveja da Rodenbach é uma Flanders Red Ale, um estilo muito particular das cervejas belgas. Elas são famosas pelos seu distinto e acentuado paladar “difícil” que possui frutado, amargor, acidez e azedo, sabores que são criados por cepas especiais de levedura. São cervejas complexas e abaixo segue um pouco de minhas impressões.

Cerveja: Rodenbach Grand Cru
Apresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Flanders Red Ale
Álcool: 6%
Cor: Rubi, tons avermelhados, brilhante.
Espuma: Boa formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Fortes características de vinho, Acidez, madeira, Frutado (Maça verde, uva, cereja?).
Paladar: Médio corpo, azeda, ácida, malte, maça verde, leves notas adocicadas no início, muito carbonatada, sensação residual seca, adstringente, porém há uma pitada de doçura no finalzinho que é bastante agradável. Conforme a temperatura aumenta e perde-se gás o azedo diminui e as notas doces se destacam um pouco mais, deixando seu drinkability mais “fácil”.
Comentário: Excelente cerveja, parece que você está tomando um vinho. Sua alta carbonatação poderia ser menor, pois aliada a forte acidez e com as características azedas torna a cerveja um pouco mais difícil, com certeza desagrada a muitos, mas como falar que é ruim? É cerveja, não dá.
Torno a repetir as palavras do saudoso Michael Jackson: “-...procuro as qualidades escondidas em todas as cervejas, se julgasse uma cerveja exclusivamente pelos seus defeitos e impressões ruins nunca tomaria a melhor cerveja, e sim a menos pior...”.
Valeu Michael, e que este seja o dilema de todos os cervejeiros neste ano que começa.


