quinta-feira, 30 de abril de 2009

Lançamento Clube da Cerveja no Restaurante Figueira

Na noite de Segunda-Feira passada foi dado mais um passo para o fortalecimento da cultura cervejeira no Brasil, o Restaurante e Choperia Figueira, um ponto já tradicional em Blumenau, devido as suas suculentas carnes e grande variedade de cervejas, realizou o lançamento do Clube da Cerveja, que assim como o clube do Whisky, agregará sócios que terão “vantagens” ao degustar os bons exemplares de cerveja da casa, isso com certeza falarei em um próximo post com maiores detalhes.
Este lançamento ocorreu junto ao VI Encontro com o Chef, evento gastronômico que trouxe o chef alemão Heiko Grabolle, radicado no Brasil, que junto da Beer Sommelier Kathia Zanatta do Grupo Schincariol elaboraram uma sequência de cinco pratos, harmonizados com cinco variedades das cervejas Baden Baden, conforme descritos abaixo:

Para começar o jantar foi servido um Creme de batata típico da Vestefália com queijo fresco, manjerona e chips de batata salsa junto da Baden Baden Cristal. Fazer a harmonização entre um creme e uma cerveja é um tanto arriscado, devido ambos serem líquidos, foi complicado imaginar que ambos poderiam harmonizar e para isto foi orientado que diferente dos outros pratos, a cerveja fosse bebida antes do creme, este possuía consistência levemente pastosa, oleosa e tempero leves. A cerveja deixava no paladar uma sensação com notas maltadas e leve amargor, ao receber o creme a cerveja realçava a consistência do prato e deixava ao final agradável residual de queijo misturado com uma sensação de massa, pão.
Além disto o leve amargor da cerveja acrescentava mais um “tempero” ao creme e também deixava o paladar “seco” para receber o prato, fiquei bem espantado com o resultado, mas não achei a melhor harmonização da noite.

Depois do creme foi servido um Ravióli de presunto e espinafre à moda da Bavária acompanhado do bom e velho chucrute, a cerveja escolhida foi a Baden Baden Golden Ale, que leva canela em sua receita.
O prato apresentava leve acidez acompanhado de certo dulçor do chucrute que junto a Golden casaram perfeitamente, um realçando o outro, os toques frutados, notas de canela da cerveja acrescentaram bastante ao prato, junto ao Ravióli a cerveja se comportou bem quebrando um pouco o salgado e fazendo belo par com a massa, a cerveja conseguiu destacar ainda mais o prato, esta foi uma das melhores harmonizações da noite.

O terceiro prato foi a Gelatina de Frango e Spätzle de castanha de caju ao molho estragão, a cerveja foi a recém lançada Weiss, que pude degustar aqui. O prato apresentava pouco tempero e quando se degustava a cerveja apenas com o Spätzle tínhamos um final muito bom, remetendo a notas de trigo, massa, pão e leve residual adocicado, uma delicia.
Junto ao frango era bem interessante pois a cerveja literalmente explodia com sua alta carbonatação, parecendo que seu sabor ia sobressair sobre o do frango, mero engano, pois ao final o prato demonstrava suas características também e depois disto o paladar ficava limpo, esperando outra “garfada”, muito boa também esta harmonização.
Interessante que a Beer Sommelier Kathia Zanatta, que estava em nossa mesa é a “mãe” desta cerveja, foi ela quem elaborou a receita da Baden Baden Weiss, fiquei lisonjeado com a notícia e de poder felicitar pessoalmente o bom trabalho realizado.
A Baden Weiss só chegou a tempo para o evento, pois o Luciano, que é Gerente de Canais Especiais do Grupo Schincariol, para a região Sul e reside no RS trouxe no avião as 120 garrafas necessárias para o evento, detalhe foi a negociação que teve que ser feita para aceitarem tal carga e o valor a ser pago de excesso de peso, mas valeu a pena.

Veio em seguida a Carne Bovina recheada com champignon ao molho de tomilho com batata croquete junto da Baden Baden Bock. A carne tinha notas levemente tostadas que casou perfeitamente com a torrefação da cerveja e a gordura da carne, apesar de ser quebrada pelo álcool, ainda se aliava ao leve dulçor residual da cerveja e deixava uma sintonia deliciosa. A batata croquete junto da Bock criavam um terceiro sabor, pois não sabia aonde começava um e terminava outro, também uma combinação perfeita. Para mim esta foi a melhor harmonização da noite, valendo um repeteco.


E por ultimo para fechar com chave de ouro recebemos um Doce de maça com cassis, chocolate e cereja junto da Baden Baden Tripel, que já pude degustar aqui, a sobremesa por ser doce, só poderia casar muito bem com a cerveja, que apresenta também boas notas doces, quentes e maltadas, e claro alto teor alcoólico.
Foi também uma boa harmonização com um acrescentado ao outro, apesar de ser uma harmonização por semelhança a sobremesa oferecia ainda mais “sabores” a cerveja que por ser levemente licorosa cobria como uma “calda” o prato, além claro, de trazer calor a harmonização devido seu alto teor alcoólico, muito boa harmonização.

Isso demonstra que a cerveja, cada vez mais, solidifica seu caminho de chegar a mais pessoas, educando a grande maioria do público que cerveja não é quantidade e sim qualidade, um evento digno e com diversos elogios a serem feitos a Kathia, ao Luciano e a toda equipe do Restaurante Figueira que trabalhou perfeitamente em sintonia com a idéia do evento, em breve mais detalhes sobre este novo “point’ cervejeiro do Brasil.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Baden Baden Stout & Brownie

Particularmente acho que chocolate é uma das melhores invenções do homem, digo uma, pois outra com certeza é a cerveja, agora imagine estes dois juntos?

Esta é uma das harmonizações mais prazerosas para ser feita devido a facilidade de ambos se “abraçarem” no paladar, claro que é necessário relevar alguns pontos, como escolher a cerveja correta, indica-se as cervejas escuras para este tipo de harmonização, pois elas geralmente recebem quantidades consideradas de maltes torrados, trazendo a cerveja notas de torrefação, café ou chocolate e que conseqüentemente harmonizam perfeitamente com chocolate e sobremesas feitas com chocolate. Estes pontos evidenciam o equilíbrio entre o amargor da cerveja e o sabor adocicado do chocolate, que minimiza o amargor final da combinação. Vale ressaltar que é interessante sempre utilizar chocolate meio amargo, ou especial que tenha alta concentração de cacau, que não são exageradamente doces.

O chocolate branco por ser geralmente mais doce, vale tentar com cervejas que contenham também certa doçura, como Strong Ales belgas, arriscando talvez até Tripel´s, porém como não fiz ainda esta “combinação’ fica para um próximo post este resultado.

Recebi este Kit para harmonização de Páscoa, do pessoal da Baden Baden, uma garrafa da consagrada Stout junto de um delicioso Brownie caseiro.
A cerveja apresenta notas de torrefação, traz leve secura ao paladar, chocolate e agradável residual adocicado, seus 7,5% são muito bem inseridos no conjunto, passando despercebido, percebi também uma leve lembrança de açúcar mascavo no aroma, mas é fato que a receita deste exemplar não leva açúcar.

O Brownie é fenomenal, possui leve crocância em sua “casca” e por dentro apresenta uma textura pastosa com chocolate e nozes. A harmonização por semelhança é surreal, tamanha a complexidade de ambos, extremante bem feitos, se casam em uma linda união de sabores, após a mordida no Brownie, sua consistência cremosa e doce toma o paladar, este adocicado cremoso recebe a cerveja em seguida que acentua o paladar do chocolate, a torrefação quebra um pouco o adocicado do Brownie que por sua vez quebra discretamente o amargor da cerveja deixando outras características aparecerem, como o álcool da cerveja que aparece trazendo “calor” a harmonização. O resultado final é um paladar suavemente limpo com deliciosa sensação de torrefação, doce, chocolate.
Uma rica experiência que vale a pena ser realizado novamente, com outro doce e outra cerveja talvez, porém sempre com os ingredientes principais: Chocolate e Cerveja.

domingo, 12 de abril de 2009

Zehn Bier Porter

A Cervejaria Zehn Bier de Brusque, Santa Catarina, em breve estará colocando mais três produtos no mercado, lançarão um Pilsen Extra que pude degustar e deixou boas impressões devido a sua bela cor, álcool, corpo, amargor mais pronunciados, o amargor não é agressivo, entretanto é bem presente no paladar.
Virá também o Helles Bock, único do estilo produzido comercialmente no Brasil, este merece especial atenção devido a sua qualidade e boas características, esse merece um post a parte.
A ultima receita que está em testes é de uma Weizenbier, degustei em primeira mão e se demonstrou bem fiel ao estilo, com boas notas de cravo, banana e um belo corpo.
Desta vez vou comentar sobre a cerveja de linha da Zehn bier, ela já é comercializada em garrafas de 600ml. porém por não ser pasteurizada tem que ficar refrigerada, é o chopp engarrafado, por isso ainda não chega em locais muito distantes da fábrica, abaixo impressões:


Cerveja: Zehn Bier
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: Porter
Álcool:4,6%
Cor: Preta, bem escura, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Torrefação, malte, notas de café.
Paladar: Médio corpo, torrado, caramelo, seca, equilibrado amargor, sensação residual seca com final ligeiramente torrado.
Comentário: Cerveja com bom drinkability, poderia talvez aumentar as notas de torrefação no paladar ou então pasteurizar para chegar a outros mercados do Brasil.

Protesto Inglês

Fantasiados de cerveja, manifestantes protestam próximo ao Parlamento britânico contra o plano de aumentar os impostos sobre a cerveja. O protesto foi organizado pela Associação das fábricas de cerveja e dos pubs britânicos (BBPA). No quarto trimestre de 2008, as vendas totais de cerveja no Reino Unido caíram 8,3% em relação ao mesmo período de 2007. (Foto: Reprodução/Telegraph)

Fonte: G1


OBS: Será que é isso que teremos que fazer por aqui? Esta ai um bom exemplo de cultura cervejeira forte e consistente.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Palm

Arthur Van Roy (pai de Alfred) foi de Wieze para Steenhuffel em 1908 e se casou com Henriette De Mesmaecker da "De Hoorn" Cafeteria, Fazenda, Cervejaria e Destilaria. Ele imediatamente começou a expandir o negócio, levando o desenvolvimento industrial a Cervejaria De Hoorn. Tiveram três filhos: Caroline, Karel e depois, em 1913, Alfred. Quando tinha apenas 4 anos, Alfred vivenciou os horrores da Primeira Guerra Mundial, quando a cervejaria foi arrasada, deixando a sua mãe (Henriette) tão mal que morreu pouco tempo depois da guerra. Em 1928, Alfred com 15 anos, começou a trabalhar como ajudante na fabrica de cerveja ao lado do pai, Arthur, mas por saber que só a experiência prática não ajudaria, o jovem Alfred com sede de conhecimento decidiu estudar sobre processo cervejeiro no colégio Sint-Aloisius, em Bruxelas.

Na eclosão da Segunda Guerra Mundial, Alfred Van Roy tinha 27 anos e já contava com 12 anos de experiência na fabricação de cerveja. Foi um tempo de "sobrevivência do mais forte", com fábricas lutando em encontrar locais para compra de carvão, malte e lúpulo e se estes não estivessem disponíveis, a cerveja tinha que ser feita a partir de beterraba ou batata cozida. Muitas cervejarias não conseguiram sobreviver à guerra, mas outras cresceram rapidamente. Uma cervejaria em especial continuou fielmente sua fabricação de cerveja estilo Ale e se tornou a segunda maior fabricante de cerveja em 1958 na Bélgica. Isso incentivou as ambições de Alfred Van Roy, ele sabia que a industrialização em larga escala, publicidade agressiva e, em particular, a qualidade da cerveja, trariam ótima impressão e gerariam lucro.
Alfred Van Roy disse muitas vezes: "Eu nunca inventei nada sozinho, tudo o que fiz foi dar uma boa olhada no que fizeram outras pessoas bem sucedidas." E assim a cervejaria De Hoorn cresceu junto com os outros fabricantes de cerveja de alta fermentação, que foram então, desfrutando grande sucesso. Após ler a autobiografia de Henry Ford, Alfred aprendeu que "é preciso dar aos clientes o que eles querem e o resto será dado a você". Este é o princípio básico de marketing e por isso a definição: uma boa cerveja era o que seus clientes queriam: um lote de sabor, mas com um sabor tão fino quanto possível. Qualidade tornou-se a base para o crescimento. Para ajudá-lo a alcançar este objetivo, Alfred Van Roy sempre esteve rodeado com os melhores cientistas, consultores e bons mestres cervejeiros. Ele também estava continuamente aprendendo, participou da primeira Convenção Cervejaria Européia na cidade de Brighton, no Reino Unido, em 1951. Ele era conhecido por ouvir cada palestra com cuidado, para satisfazer a sua constante fome de conhecimento.
Nessa altura tinham sido fechadas milhares de cervejarias na Europa, a Cervejaria De Hoorn permaneceu, embora tenha sido um pouco desencorajada pelo fato de Alfred crer "que a cerveja de alta fermentação tem mais sabor e aroma que a “Pils” e acabará por triunfar" como isso não aconteceu plenamente e a Pilsen realmente dominava o mundo, sua cerveja com alta fermentação teria que ter um nome a altura e passou a se chamar PALM, que significa Vitória. Alfred Van Roy foi e sempre quis ser um "empresário digno de sucesso". Ele atingiu isto com honras! Em sua vida nos negócios, ele aprendeu todas as disciplinas de gestão e aplicou na prática: organização empresarial, o custo de gestão, recursos humanos, marketing, orientação do cliente. Até mesmo as tendências mais recentes como "Ética e negócios sustentáveis", não eram novidade para Alfred Van Roy.
Para garantir a continuidade da família no negócio em 1974, Alfred Van Roy pediu a Jan Toye, sobrinho de sua esposa Aline Verleyen, a participar no dia-a-dia da gestão da fábrica.


Hoje a PALM é detentora de outras marcas, em 1993 surgiu a Cervejaria Boon, que só fabricaria cervejas de fermentação espontânea, as famosas lambics
Em 1998, assumiu a Rodenbach como parte de seus esforços para proteger o património histórico cervejeiro belga. Essa cervejaria produz um estilo único através da fermentação mista, na qual já pude degustar aqui e aqui.
Campanhas de publicidade para Rodenbach deram novo impulso aos negócios. O complexo de edifícios da cervejaria, que abrigava nada menos que trezentos imensos barris de carvalho foram restaurados.
A aquisição da cervejaria Gouden BOOM de Bruges em 2001, complementou a gama de cervejas de alta fermentação com a linha BRUGGE. Em 2003 foram autorizados a produzir a marca Steen Brugge que pude degustar.
Em 2005, Jan Toye tomou mais um passo no sentido de aumentar o profissionalismo desta empresa familiar. O Conselho de Administração foi ampliado e um novo Comitê Executivo nomeado. Como resultado, na quinta-feira, 8 de Novembro de 2007, a Cervejaria Palm recebeu um prêmio do Instituto de Empresas Familiares por ser um "Negócio Familiar Altamente Profissional". Hoje o “grupo” PALM ocupa uma posição única no setor cervejeiro, tendo saído de um produto único, para um sistema multi-nicho cervejeiro, é o único grupo cervejeiro do mundo a ter autênticas cervejas belgas, que utilizam 4 tipos de fermentação: Alta; Baixa; Mista; Espontânea, sendo que a Cervejaria PALM em Steenhuffel fabrica 90% de alta fermentação e 10% baixa fermentação, a Cervejaria Rodenbach em Roeselare tem 100% de sua produção “mista". E na Cervejaria BOON toda a produção tem fermentação espontânea.
Estão sendo importadas para o Brasil, pela Bier & Wein 06 cervejas do grupo, a Steen Brugge, na qual degustei os dois exemplares aqui, dois exemplares da cerveja Boon, que comentarei em outro post e também dois exemplares da Palm,um é a tradicional Palm, a outra é a Palm Royale que foi criada em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do mestre Alfred Van Roy, segue impressões abaixo:

Cerveja: Palm
Apresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Belgian Pale Ale
Álcool: 5,4%
Cor: Cobre, limpa, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Malte, leve condimentado, lúpulo herbal.
Paladar: Médio corpo, lúpulo, seca, levemente condimentada, nuances de álcool, ligeriamente ácida, sensação residual seca com final ligeiramente maltado, cerveja refrecante.
Comentário: Cerveja refrescante, com boa carbonatação, lembra um pouco a Weinachts Ale da Eisenbahn, esta cerveja no passado, no começo da história deve ter sido "pesada" hoje creio estar mais agradável aos paladares menos exigentes.


Cerveja: Palm
Apresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Belgian Pale Ale
Álcool: 7,5%
Cor: Cobre, limpa, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Lúpulo, leve frutado, condimentado, ligeiras notas doces.
Paladar: Médio corpo, malte, lúpulo fino, levemente frutada, quente, álcool, sensação residual quente, ligeiramente doce, apimentado.
Comentário: Boa cerveja, melhor opção que sua “irmã”, apresenta personalidade principalmente devido ao seu alto teor alcoólico que acrescenta calorosas impressões no paladar.

terça-feira, 31 de março de 2009

BACALHAU BADEN BADEN




Recebi uma dica muito boa para esta páscoa, o prato Bacalhau Baden Baden elaborado pela chef do Restaurante Baden Baden Carolina Vitoria, harmonizando com a Baden Baden Golden Ale, uma cerveja mais leve com toques de especiarias, indicado as mulheres que estão começando neste prazeroso mundo da cerveja. A foto por si só enche a boca, fica a dica do que "inventar" na páscoa. Abaixo a receita:



Ingredientes:

6 postas de bacalhau dessalgado
1 kg de brócolis
300ml de azeite extra virgem
200 gramas de cebola cortada em rodelas
200 gramas de pimentão vermelho cortado em rodelas
200 gramas de pimentão amarelo cortado em rodelas200 gramas de pimentão verde cortado em rodelas
100 gramas de azeitonas pretas
200 gramas de alho poró
50 gramas de alho laminado frito


Preparo:

Grelhe as postas de bacalhau e reserve. Em uma frigideira aqueça o azeite e refogue a cebola, os pimentões e o brócolis cozido, por último acrescente as azeitonas. Em um prato coloque as postas de bacalhau e por cima acrescente os legumes refogados. Finalize com o alho poró dourado em azeite e o alho frito.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Steen Brugge


Na Idade Média, em Flandres, Bélgica, Arnold de Tiegem fundou a Abadia de St. Peter e, em 1084, passou a produzir cerveja, com a qual “curava” operários doentes. Na realidade, como na época a água era imprópria para se beber, Arnold estimulava o consumo de cervejas, livrando assim várias pessoas dos grandes surtos de doença e pragas. O “santo remédio” tornou-se tão procurado que ele foi declarado o santo patrono dos produtores belgas. E é justamente esta cerveja que homenageia este santo patrono que a Bier & Wein Importadora traz ao Brasil: Steenbrugge, em duas versões que carregam o legado da melhor tradição cervejeira belga.
Além da benção do santo patrono, têm também um outro elemento importante que tempera ainda mais a cerveja, além do lúpulo, proporcionando um rico aroma e paladar: o Gruut. Trata-se de uma mistura herbal que diferencia a Steenbrugge de outras cervejas do mesmo estilo. Há séculos atrás, cada cidade costumava ter sua própria cerveja, com sua própria personalidade. Em Bruges, cidade de Flandres próxima ao pequeno vilarejo de Steenbrugge, onde se encontra a abadia se St. Peter, a personalidade foi determinada por essa mistura de ervas que os fabricantes adquiriam da casa de ervas da cidade, conhecida como Gruuthuse. Para a fabricação de Steenbrugge, esta tradição medieval continuou e os padres da Abadia de St. Peter também enriqueceram sua cerveja com esta mistura.
No ano de 1898, o abade Amandus Mertens decidiu honrar a amada Abadia de St. Peter com sua própria cerveja, em memória de seu fundador, St. Arnold, o santo patrono dos fabricantes belgas de cerveja. Um grande relicário do santo permanece até hoje conservado na Abadia, localizada na província de Steenbrugge, em Flandres - Bélgica.

Após um recesso durante a Primeira Guerra Mundial, as pessoas que moravam próximas à abadia pediram aos padres para que continuassem produzindo Steenbrugge, de acordo com a receita herdada. O segredo de seu sabor encorpado foi guardado e tem sido desde então passado por gerações de mestres-cervejeiros. Primeiro, pelo irmão Gamaliël, então por seu sucessor, padre Victor. Posteriormente, aos produtores leigos, que criaram a cerveja de abadia Steenbrugge como ordenado pelos padres, foram ensinados os truques do ofício. Em 2003, o superior da Abadia de St. Peter autorizou a cervejaria Palm a produzir Steenbrugge.
Cerveja: Steen Brugge
Apresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Belgian Pale Ale
Álcool: 6,5%
Cor: Dourado intenso, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração, queda rápida.
Aroma: Lúpulo, ligeiro dulçor, malte, notas citricas.
Paladar: Médio corpo, baixo amargor, leve dulçor, notas frutadas (laranja), citrico, picante, sensação residual seca.
Comentário: Boa cerveja, poderia talvez ter um caráter maior de malte no paladar, dando mais corpo, seu final é seco, isso é bom, pois pede outro gole.
Cerveja: Steen Brugge
Apresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Dubbel
Álcool: 6,5%
Cor: Castanho escuro, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração.
Aroma: Chocolate, especiarias, metal, torrefação, ligeira doçura.
Paladar: Médio corpo, bem carbonatada, leve dulçor, torrado, caramelo, frutas escuras, sensação residual com leve dulçor e torrefação.
Comentário: Esta cerveja apresenta alta carbontação, destaque fica para o aroma que apresenta mais complexidade que o sabor, uma dubbel relativamente ligeira, não é tão robusta como outros exemplares.
Aonde?
Bier & Wein Importadora
Televendas: (11) 5643-8584 ou 5641-6669
E-mail: sac@buw.com.br

quarta-feira, 25 de março de 2009

Eichbaum Kellerbier

Literalmente uma "cerveja da adega", é uma cerveja não filtrada, geralmente aromatizada com os bons lúpulos aromáticos da Alemanha. As Kellerbiers vêm com uma ampla gama de forças, força com cerca de 4,7% até 5,5% de álcool por volume, força nas generosas doses de lúpulo e bastante malte para equilibrar o conjunto.


Uma autêntica Kellerbier quase não tem “efervescência”, porque são normalmente servidas do barril, significa que elas são envelhecidas em barris com a levedura ainda ativa, mas é claro que o barril tem um “respiro” que é chamado de "Spund".
Com o fermento consumindo os açucares restantes na bebida e convertendo em mais álcool e Gás Carbonico é necessário o “Spund” para não ser produzida uma bomba, o Spund deixa vazar o gás produzido, porém como não há um controle da perca de gás ela pode ficar com baixa carbonatação.
Quando degustada apenas com a pressão produzida no barril, uma tradicional Kellerbier é bem turva e não tem uma grande formação de espuma, devido a baixa carbonatação.
É originalmente seca com acabamento perceptível de lúpulo e notas de malte para o equilíbrio.
Na Alemanha as Kellerbiers são ótimos “aperitivos” servidos antes do jantar para estimular o apetite.


Isto origina um belo exemplo de cerveja não pasteurizada produzidas pelas pequenas cervejarias artesanais da Francónia, onde a Kellerbier ainda é a bebida favorita nos Biergartens. A maioria das Kellerbiers são servidas apenas localmente, direito das barricas em que ficam “maturando”. No transporte para mercados mais distantes, no entanto, várias marcas de Kellerbier estão disponíveis em garrafas e barris. A Kellerbier destinada a estes dois tipos de embalagem geralmente é maturada em tanques de aço inox. Pode ser levemente filtrada antes do enchimento para remover um pouco sua nebulosidade, deixando a “visualmente” mais atraente, além disto pode ser artificialmente gaseificada.


A Cervejaria Eichbaum foi fundada em 1679 por Jean du Chêne e fica localizada em Mannhein, é uma cidade que possui em torno de 328.000 habitantes, é a segunda maior cidade do estado de Baden Württemberg na Alemanha.
Hoje a Eichbaum é propriedade do grupo Actris AG que detêm outras quatro marcas de cerveja e duas marcas de água aromatizada com frutas. Dietmar Hopp um dos fundadores da SAP uma das maiores fabricante de software do mundo, ele também é sócio da Actris AG.
Em Mannhein a cerveja é chamada “carinhosamente” de “água de cadáver”, pois a cervejaria está localizada próximo ao cemitério da cidade e a água da cerveja é bombeada diretamente “da terra”. No entanto, este fato não tem qualquer impacto sobre a qualidade da água, pois várias camadas de argilas impermeáveis protegem contra impurezas e claro, existe tecnologia suficiente para deixar a água com boa qualidade.
Pude degustar um dos exemplares da cervejaria, graças ao meu irmão Rodrigo que hoje está desbravando a França e será o correspondente internacional do oBIERcevando, abaixo as impressões sobre o exemplar degustado.


Cerveja: Eichbaum
Apresentação: Garrafa 500ml. c/ tampa de porcelana e fechamento flip-top.
Tipo: Kellerbier
Álcool: 4,8%
Cor: Amarelo claro, leve turbidez, opaca.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Cereais, malte, lúpulo, notas florais, ligeira doçura.
Paladar: Médio corpo, boa carbonatação, malte, pão, amargor persistente, notas doces, sensação residual seca, adstringente.
Comentário: Cerveja excelente, lúpulo persistente porém não agressivo. Começa discreta e logo depois uma carga perfeita de amargor domina o paladar deixando o seco, pedindo mais um gole, por isso o ótimo Drinkability. Sem dúvida ele possui mais amargor que a recém desembarcada Hacker-Pschorr que claro, é outro bom exemplar do estilo.