quinta-feira, 5 de junho de 2008

Jacobsen Vintage Nº1

Tirem as crianças da sala, parem as máquinas, pois por esta nem a mãe Dináh esperava, o oBIERcevando foi convidado e contemplado com exclusividade em ser um dos primeiros no Brasil a degustar e escrever sobre a cerveja mais cobiçada, desejada e também a mais cara do mundo a Jacobsen Vintage N º 1, ela estabeleceu um novo recorde, é a cerveja mais cara do mundo, vendida ao preço de 2008 coroas dinamarquesas, algo em torno de U$ 400,00 chamou a atenção do mundo inteiro, sendo notícia em Jornais, Revistas, Rádio, Internet e TV, foi demasiadamente exposta, sendo que apenas 600 garrafas foram fabricadas, tornou-se cobiçada entre experts internacionais de cerveja, jornalistas, degustadores e curiosos. E se o preço já não foi suficiente para deixar o produto exclusivo, ela só será comercializada dentro da Dinamarca.


Desenvolvida pelo gigante cervejeira dinamarquesa Carlsberg, em uma de suas pequenas cervejarias, a Jacobsen que foi fundada em Maio de 2005 como um “pequeno braço” cervejeiro da Carslberg. A Cervejaria Jacobsen possui três linhas de produção, a primeira para produção das cervejas de linha, que são quatro estilos, a segunda tem produção limitada e serve como base de experimentos para a terceira, e a terceira produz o néctar da Cervejaria, produzindo o que há de melhor para a marca.
Todas as 600 garrafas “verdes”, contém 375 ml. por unidade, são quatro rótulos diferentes, pois cada garrafa tem uma das quatro litografias criadas pelo artista plástico dinamarquês Frans Kannik. Cada uma das imagens gravadas retrata fábulas de SIF, esposa de Thor e também Deusa do trigo, uma Deusa agrária, da fertilidade e da fecundidade, um símbolo de força que era comumente utilizado como exemplo por Jacob Christian Jacobsen , o fundador da cervejaria Carslberg, que foi fundada em 1847, assim foi chamada devido ao nome do seu filho Carl.



O projeto começou como uma idéia “selvagem” e um desejo de criar uma nova cerveja, diferente de todas, trazendo uma nova experiência as pessoas. Durante o processo de preparo a cerveja fermenta em uma temperatura por volta de 25ºC em tanques e depois “envelhece” ou matura durante seis meses em barris de carvalho Sueco ou barris de carvalho francês, isso mesmo, esta nobre edição tem duas versões, uma que matura em barris de carvalho suecos novos e outra que matura em barris franceses já utilizados, alguma dúvida da exclusividade do produto?
Este exemplar que degustamos teve maturação em barril sueco, o pai desta obra prima é Jens Eiken, o Mestre Cervejeiro da Jacobsen.



É um belo exemplar de cerveja para guarda, e durante o envelhecimento deste “vinho de cevada” será percebido notas diferenciadas, mesmo dentro da garrafa consegue-se resultado muito satisfatório, será notado sabores mais desenvolvidos e complexos e aromas equilibrados, o difícil é safra-la, tamanha ansiedade em torno do líquido.
E parece que a cervejaria fará uma trilogia da Jacobsen Vintage Nº1 , será lançada uma versão em 2009 e outra em 2010, pelo potencial deste primeiro exemplar as próximas prometem, é esperar para ver, agradecimentos ao Cláudio Zastrow, o pessoal da Opus e a Cilene Saorin, abaixo impressões deste tesouro cervejeiro.


Cerveja: Jacobsen Vintage Nº1
Apresentação: Garrafa 375ml.
Tipo: Barley Wine
Álcool: 10,5%
Cor: Escura, tons avermelhados, rubi, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração, ficou presa ao copo.
Aroma: Madeira, caramelo, doce, leve álcool, complexo.
Paladar: Encorpada, Vinho do Porto, licorosa, baunilha, frutas escuras (ameixa), notas amadeiradas, leve doce, sensação residual quente, alcoólica, excelente cerveja.
Comentário: Dispensa comentários.


Mais informações: Carlsberg - Jacobsen

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Opa Bier

A Opa Bier é natural de Joinville em Santa Catarina, possui um bar que fica separado da fábrica, este fica localizado no bairro América, próximo ao centro da cidade, já a fábrica fica em Pirabeiraba, bairro mais afastado do centro de Joinville, e ultimamente além do chopp está inovando e trazendo outras formas de acesso dos seus produtos aos consumidores, primeiro o barrilzinho de 5 litros como os de cervejarias Alemãs vendido em alguns pontos de venda da cervejaria, e vendido separadamente, porém para o barril, uma bolsa térmica que você deixa o barril dentro, para que não esquente enquanto estiver tomando. Agora vieram as garrafas com chopp, assim como a Zehn Bier de Brusque, trouxe a proposta de vender garrafas de 600ml. com o chopp, ou seja, nos pontos de venda tem que ficar refrigerada, limitando sua comercialização para a região, abaixo impressões.

Cerveja: Opa Bier
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: Pilsen
Álcool: 4,6%
Cor: Dourado, limpo, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração.
Aroma: Malte e lúpulo.
Paladar: Médio corpo, malte, lúpulo, sensação residual maltada e com agradável amargor.
Comentário: Cerveja correta, com baixo amargor, e de aparência muito agradável.

Mais informações: Site da Opa Bier

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Antares Pilsen

A Cervejeria Antares tem sua sede localizada em Mar Del Plata, já tive o prazer de falar sobre sua história e degustar outros três estilos produzidos por lá, você pode conferir aqui, tem uma linha muito seleta de produtos, e creio ser a Micro Cervejaria de melhor variedade na Argentina, apesar das inúmeras pequenas cervejarias existentes no país.
Além das sete variedades produzidas (Kolsch, Scotch Ale, Porter, Cream Stout, Honey Beer, Imperial Stout e Barley Wine) existe a "Selección del Brewmaster" ou Seleção do Mestre Cervejeiro, que tem a liberdade de elaborar e lançar um estilo a cada determinado período, e como seguem fielmente os estilos, são produzidas cervejas excepcionais.
Já foram produzidas nesta seleção uma India Pale Ale e uma Tripel, a última é uma Pilsen, mas não é uma Pilsen qualquer, além de ter uma produção limitada, trata-se de uma receita muito bem formulada e com características e aspectos que rementem as verdadeiras do estilo, além de passar pelo processo de "Dry Hopping". Agradecimentos ao Marco Zimmermann e abaixo segue impressões.
Cerveja: Antares
Apresentação: Garrafa 660ml.
Tipo: Bohemian Pilsen
Álcool: 5,5%
Cor: Dourado, leve turbidez, opaca.
Espuma: Boa formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Lúpulo floral, notas cítricas, malte.
Paladar: Médio corpo, malte, lúpulo, amargor persistente, sensação residual seca.
Comentário: Boa cerveja, com aroma pronunciado de lúpulo, no paladar há bom equilibrio, vale a pena degusta-la.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Edelweiss Snowfresh

Cerveja de trigo praticamente fez a cabeça dos brasileiros e na maioria dos casos foi a cerveja de trigo que trouxe muitas pessoas para fora da caverna “congelada” e mostrou que há muitos mais sabores que as famosas Pilsen.

A Edelweiss é uma cerveja de Trigo Austríaca que desde o segundo semestre de 2007 chegou ao Brasil, com água proveniente dos Alpes Suíços e Austríacos a cerveja é cheia de peculiaridades, além claro de remeter as características das famosas cervejas de trigo Alemãs, a receita desta cerveja é incrementada com uma Flor encontrada somente nos Alpes, chamada de Edelweiss que dá nome a cerveja e é considerada com um símbolo de pureza e preciosidade.

A Cerveja Edelweiss nasce no coração dos Alpes, a cervejaria Hofbraü Kaltenhausen fica cravada nos Alpes Austríacos, é uma das mais antigas cervejarias da Áustria, foi fundada em 1475. Abaixo impressões.

Cerveja: Edelweiss Snowfresh
Apresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Weizenbier
Álcool: 5%
Cor: Alaranjada, turva, opaca.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Floral, doce, notas cítricas, cravo.
Paladar: Médio corpo, leve doce, banana, baixo amargor, sensação residual cítrica, herbáceo.
Comentário: Cerveja com características diferentes das cervejas de trigo alemãs pelo “tempero” somado a ela, possui caráter refrescante é diferente assim como a Appia da Colorado, trazendo a tona um assunto cada vez mais corriqueiro no bate papo cervejeiro, a Lei de Pureza é válida até que ponto?

Aonde: Cervejasnet

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Rodenbach

A cervejaria fica localizada em Roeselare, foi aberta em 1821 por Alexander Rodenbach, um homem de classe média que se tornou uma figura importante na Revolução de belga em 1830. De 1836 a 1864 Regina Wauters, esposa de Pedro Rodenbach dirigiu a cervejaria, depois foi passada a Edward Rodenbach, o seu filho, sob os quais a cervejaria se desenvolveu e expandiu muito bem, acrescentando novo maquinário, novas caves para os tanques de carvalho. A última pessoa da família Rodenbach a tocar a cervejaria foi Eugène, o filho de Edward. A cervejaria era propriedade familiar até que foi comprada pela Palm Breweries, em 1998.


A Rodenbach sofre fermentação com um misto de Fermento “Ale” e Fermento láctico, este último para dar acidez a cerveja, ele não produz álcool.

Os barris de carvalho desenvolvem papel primordial no processo de maturação. Dentro da cervejaria ainda se produz cada um exatamente como em 1821. Só madeira da melhor qualidade pode ser usada para produzir o barril e não pode pregar ou parafusar, tudo feito é com encaixe.

Michael Jackson, o BeerHunter, em sua visita a fábrica concedeu a Rodenbach o título de "A cerveja mais refrescante do mundo" título gravado nas dependências da cervejaria.
Esta cerveja da Rodenbach é uma mistura de 75% de cerveja “jovem” e 25% de cerveja com maturação de 2 anos em barris de carvalho, mistura interessante e diferente, abaixo impressões.


Cerveja: Rodenbach
Apresentação: Garrafa 250ml.
Tipo: Ale
Álcool: 5,2%
Cor: Avermelhado escuro, brilhante.
Espuma: Boa formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Azedo, leve frutado, madeira .
Paladar: Médio corpo, leve doce, notas azedas, baixo amargor, sensação residual seca, ácida. Comentário: Cerveja centenária, com produção diferenciada, trazendo o talento do mestre cervejeiro à tona, boa cerveja, porém não é para o dia a dia.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Wernesgrüner Gold

Existe há mais de 560 anos, é uma das cervejarias mais antigas do mundo, uma das maiores e mais bem sucedidas produtoras de cerveja na Alemanha, assim é um resumo da história da Wernesgrüner, que faz parte do grupo alemão Cervejeiro Bitburger Braugruppe GmbH desde 2002, este grupo ainda conta com outras quatro marcas conhecidas aqui no Brasil, a Bitburger, König, Köstritzer e Licher.

Este exemplar chegou mais recentemente ao mercado, primeiramente veio a clássica Wernergrünes Pils Legend e agora este outro exemplar com características mais "refrescantes" devido ao baixo teor alcoólico e leve corpo. Abaixo impressões.


Cerveja: Wernesgrüner Gold
Apresentação: Lata 500ml.
Tipo: Lager
Álcool: 3,5%
Cor: Leve Amarelado, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração.
Aroma: Cereais, lúpulo.
Paladar: Médio a baixo corpo, alta carbonatação, leve malte, amargor persistente, sensação residual seca.
Comentário: Agradável pelo amargor, porém possui pouca presença de malte para o corpo e para o paladar.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Papst Bier


Ele foi eleito com 100 dos 117 votos como Papa em 19 de abril de 2005. Nasceu em Marktl em 16 de Abril de 1927, como Joseph Alois Ratzinger. E como Bento XVI tornou-se mais um alemão eleito como Papa depois de 482 anos. Apenas 19 horas após ter sido eleito Papa, Fritz Weideneder, proprietário da Cervejaria Weideneder apresentou a garrafa da cerveja “Papst Bier”

A aceitação foi enorme e devido à grande procura, vindo de todas as partes do mundo a Cervejaria Weideneder acrescentou a Papst Bier a sua linha de produtos, e que além dela produz outros 12 estilos de cerveja
Ela chega ao Brasil neste momento com exclusividade para aos Bares Frangó e Haus München. A "gravata" da embalagem vem com a imagem do papa, e no rótulo vem o desenho da casa onde o Papa viveu.

A Papst-Bier foi desenvolvida para homenagear o famoso filho da região onde fica a Cervejaria, o "bávaro" Papa Bento XVI. Existe um velho provérbio que diz: "Malte e lúpulo - Deus vai preservar todos eles!" ("Hopfen und Malz - Gott erhalt's!") mostrando que Igreja e Cerveja são partes da mesma filosofia de vida e juntos foram construindo uma história muito antiga, e o que hoje conhecemos por cerveja dependeu muito dos monastérios.

Devido a esta estreita ligação entre a Igreja e a arte da produção de cerveja, a Weideneder considerou-se na obrigação de homenagear a eleição de um Papa bávaro de uma maneira bávara, ou seja, produzindo uma cerveja. Abaixo impressões

Cerveja: Papst Bier
Apresentação: Garrafa 500ml.
Tipo: Märzen
Álcool: 5,4%
Cor: dourado intenso, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Malte, lúpulo, leve doce.
Paladar: Bom corpo, bom equilíbrio entre o malte e lúpulo e a sensação residual possui agradável e persistente amargor.
Comentário: Boa cerveja e prova que quem bebe cerveja vai pro céu.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Desfile das Campeãs - Weizenbock's

A Weizenbock é a versão forte de uma Weissbier. Geralmente é feita com pelo menos 50% de trigo. Podem ser pálidas e turvas, e são ligeiramente caramelizadas, geralmente sua cor varia do avermelhado ao castanho mais escuro, entretanto toda regra a uma exceção, temos um exemplo recente da Weihenstephaner Vitus, que é um weizenbock, porém tem uma cor mais clara, puxada para o dourado.
Embora as cervejas Bock sejam lagers, ou seja, de baixa fermentação, as Weizenbocks são todas ales, de alta fermentação.
São fermentadas com uma levedura especial de weissbier que dá a bebida notas de cravo, banana, misturado com o alto teor alcoólico e os tons caramelizados.
Abaixo uma degustação com duas cervejas do estilo Weizenbock, estas duas nos últimos concursos internacionais se destacaram, no final do ano passado no European Beer Stars a Aventinus ficou com o Ouro, e a Eisenbahn com a medalha de Bronze, mostrando seu potencial, este ano no Australian International Beer Awards a situação se inverteu a Eisenbahn ficou com a Prata e a Aventinus com o bronze.

A Aventinus foi elaborada em 1907 por Mathilde Schneider, desde então vem levando diversos concursos cervejeiros, se tornando uma referência no estilo, hoje é muito conceituada e se tornou figura carimbada no pódium de World Beer Cup, Australian International Beer Awards, European Beer Stars entre outros. E desde 2007 é possível encontrá-la a venda no Brasil.

A Eisenbahn Weizenbock dispensa apresentações, por sorte a temos produzida aqui no Brasil, há talvez ainda dificuldade de encontrá-la em todas as regiões, mas no site da Eisenbahn é possível comprá-la, além das medalhas conquistadas, hoje a Eisenbahn Weizenbock é citada na edição 2008 do BJCP como referência mundial para o estilo. Abaixo impressões.

Cerveja: Eisenbahn
Apresentação: Long Neck 355ml.
Tipo: Weizenbock
Álcool: 8%
Cor: Avermelhada escura, turva.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Torrefação, banana, caramelo, leve álcool.
Paladar: Bom corpo, banana, torrefação, médio a baixo amargor, carbonatada, aveludada, sensação residual caramelizada, doce.
Comentário: Ótima cerveja, complexa, leva seis tipos de malte em sua receita, não é a toa que está entre as melhores do mundo.
Cerveja: Aventinus
Apresentação: Garrafa 500ml.
Tipo: Weizenbock
Álcool: 8,2%
Cor: Castanho escuro, turva.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Banana, torrefação, caramelizado, chocolate.
Paladar: Bom corpo, banana, torrefação, passas, médio amargor, notas álcool, carbonatada, sensação residual caramelizada, doce.
Comentário: Cerveja excepcional de qualidade comprovada, ambas tem características muitos parecidas, particularmente achei que a diferença existe apenas na cor de uma para outra, a Aventinus é um pouco mais escura, e no paladar a Aventinus apresenta tons mais caramelizados, levemente mais “doce”, ambas são perfeitas seguindo fielmente o estilo, farei novamente esta degustação colocando as duas grandes campeãs juntas, e você caro leitor já fez esta degustação?