Mostrando postagens com marcador HomeBrew. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HomeBrew. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Aniversário Opus - Cerveja Caseira do Campeche

Neste final de semana prolongado que passou fui até Floripa, pois além de belas praias tinha outro ótimo motivo, o aniversário de dois anos da Nano Cervejaria Opus, dos nobres Marco Zimmermann, presidente da Acerva SC e do amigo Murilo Foltran.

A idéia dos dois em produzir cerveja caseira já vinha há muito tempo, junto disto havia a idéia de produzir rollmops (Sardinhas cruas em conserva enroladas na cebola).
Com o tempo e curiosidade, estudaram sobre a produção de cerveja, contando com o auxílio do Raphael Tonera, cervejeiro caseiro de Floripa, e do Reinoldo Steinhaus, cervejeiro do Chopp Ilhéu.

A grande oportunidade de dar início à produção surgiu depois que o Marco passou uns dias no Rio de Janeiro, foi quando conheceu o pessoal da AcervA Carioca.
Lá, foi convidado pelo Mauro Nogueira para auxiliá-lo na produção de uma cerveja, o que viria a ser meu primeiro contato com a cerveja caseira. O processo simples utilizado pelo Mauro e a sua experiência didática obtida em anos de cursos da Confraria do Marquês, somados aos anos de estudos prévios, foram suficientes para começarem a produção, a data escolhida: 07 de Setembro, dia da independência cervejeira.
A primeira receita escolhida foi uma American Pale Ale, ate este momento a cerveja ainda estava com o nome provisório de "Onodí" (da expressão mané "onodí o nome" que siginifica: “eu não dei o nome”).
Porém desde que pensavam em fazer cerveja, tinham a idéia de numerar cada uma delas com um número "Opus" (obra em latim), que é como os compositores numeram as suas obras. Desde então a Opus – Cerveja Caseira do Campeche vem se destacando, ano retrasado ficou em segundo lugar no Concurso Mestre Cervejeiro da Eisenbahn e hoje estão na qüinquagésima sétima brassagem. A festa no sábado foi na sede da Opus e contou com outros diversos cervejeiros, para a festa foram preparadas as seguintes cervejas:


A Opus 49 é uma pilsen produzida segundo a tradicional escola tcheca. Tem como característica o equilíbrio entre a presença intensa do malte e o amargor e aroma de lúpulo pronunciados.
O destaque da Opus 49 – Pivo Plzeňského Typu (Cerveja tipo pilsen em tcheco) é a utilização da levedura original da Pilsner Urquell, a primeira pilsen do mundo, e de lúpulo Saaz, marca registrada deste estilo. A cerveja possuía 40 IBU e foi produzida em: 30/06/2009.

Cerveja: Opus
Apresentação: Chopp
Estilo: Pilsen
Álcool: 5,1%
Espuma: Excelente formação, duradoura.
Cor: Dourado intenso, limpa, brilhante.
Aroma: Malte, lúpulo, cítrico, floral, excelente aroma.
Paladar: Bom corpo, malte, leve doce, amargor pronunciado porém não agressivo, sensação residual perfeitamente equilibrada, com leve realce para o lúpulo.
Comentário: Sem palavras, parecia que havia sido filtrada, que maravilha seria se toda cerveja pilsen nacional fosse assim.


A Bock é uma cerveja de baixa fermentação de origem Alemã, que tem como principal estrela o malte. Os sabores maltados sugerem notas de caramelo, chocolate e um leve tostado.
A Opus 53 – Bock foi produzida com 5 tipos de maltes, com predominância do malte Munich, de origem alemã, e com o lúpulo Hallertauer Magnum, também de origem alemã, apresentando um suave equilíbrio entre o doce e o amargo. A cerveja ficou com 25 IBU e foi produzida em: 02/08/2009.

Cerveja: Opus
Apresentação: Chopp
Estilo: Bock
Álcool: 6,2%
Espuma: Excelente formação, duradoura.
Cor: Avermelhado, limpa, brilhante
Aroma: Malte, torrefação, leve doce, chocolate, ótimo aroma.
Paladar: Bom corpo, malte, torrefação, chocolate, leves notas de amargor, sensação residual com notas de caramelo, chocolate, torrado, perfeito.
Comentário: Mais uma maravilhosa cerveja da noite, estava perfeitamente dentro do estilo, aparência de cerveja “industrial” limpa, brilhante e com todas as características de uma bock. Para mim que gosto muito do estilo era a melhor da noite.


A Opus 51 é Blond Ale de estilo belga tem como característica o sabor e aroma altamente frutados, confrontados pela presença indiscreta do lúpulo.
Foi utilizada a levedura da famosa cerveja trapista Chimay, além de 3 tipos de malte e lúpulos Hallertau Magnum para amargor e Styrian Goldings para aroma.
O nome da cerveja, Een Goed Idee, significa “uma boa idéia” em holandês, pelo fato de ser a Opus 51 fizeram um trocadilho com o slogan da famosa marca de água-ardente. Cerveja com 35 IBU e produzida em: 19/07/2009

Cerveja: Opus
Apresentação: Chopp
Estilo: Blond Ale
Álcool: 6%
Espuma: Excelente formação, duradoura.
Cor: Alaranjada, leve turbidez, brilhante
Aroma: Malte, frutado (laranja), especiarias, ótimo aroma.
Paladar: Bom corpo, malte, doce, frutado, sensação residual com leve amargor e frutado.
Comentário: Boa cerveja, remetendo muito bem as cervejas belgas, já estava ficando chato tomar as cervejas da Opus.

Já não esperava mais nada quando o Marco chamou e falou, já tomtou a American Pale Ale? Prontamente fui conferir e ele me contou a proposta da cerveja, de origem norte americana, que obtém suas características dos lúpulos americanos utilizados, conferem um amargor pronunciado e um intenso aroma de lúpulo. A Opus 54 – American Pale Ale foi produzida com 4 tipos de malte, fermentada com a levedura US-05, e recebeu os lúpulos Millenium para amargor, Cascade para aroma e Bravo para dry-hopping, ficou com 42 IBU e foi pruduzida em 19/08/2009.

Cerveja: Opus
Apresentação: Chopp
Estilo: American Pale Ale
Álcool: 5,5%
Espuma: Excelente formação, duradoura.
Cor: Alaranjada, leve turbidez, brilhante
Aroma: Malte, grapefruit, frutado, cítrico, condimentado, maravilhoso aroma.
Paladar: Bom corpo, malte, doce, cítrico, delicioso amargor, sensação residual com pronunciado e maravilhoso amargor.
Comentário: Dai pensei que já estavam de sacanagem, outra cerveja maravilhosa, muito bem feita, sem palavras.


A noite foi impecável, estava “viajando” pensando que estava em um maravilhoso Brewpub que oferecia quatro estilos de cerveja, muito fiéis aos estilos, feitas com muito esmero, parabéns a Opus do Marco e Murilo, foram desonestos em oferecer tão boas cervejas para depois ter que irmos embora, que venham mais e mais anos, com ótimas cervejas e quem sabe a “viagem” do brewpub não se torne realidade.


Mais informações: Blog da Opus.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Cerveja Diabólica


Apesar do nome a curitibana Diabólica veio ao mundo cheia de boas vontades, uma é demonstrar ao público que existem boas cervejas, outra é o fato de conseguir reproduzir boas cervejas a partir de panelas em casa e por ultimo é que uma boa cerveja traz alegria aos apreciadores que a degustam.

Seu inicio foi desenhado em um fogo a lenha, levou sete tipos de maltes e veio a luz através das panelas de cervejeiros caseiros, após diversos testes chegaram a formulação ideal e resolveram lança-la no mercado. O lançamento foi tímido com apenas 350 garrafas disponíveis na Cervejaria da Vila, ponto tradicional de cervejas em Curitiba. O estilo trata-se do India Pale Ale que vem ganhando bons exemplares no Brasil, o estilo foi escolhido pois no inicio da história ele aguentava condições “infernais” de transporte que ia da Inglaterra para a Índia, por isso o merecido nome, seu amargor gira em torno de 40 IBU (International Bitterness Units) e recebe o Dry Hopping para acentuar as características de lúpulo, o teor alcoólico declarado é 6,66% no rótulo e faz alusão ao número apocalíptico da besta, 666.

Hoje a cerveja Diabólica começa a tomar proporções maiores, através de uma parceria entre seus criadores e a cervejaria curitibana Gauden Bier, ela está sendo produzida na cervejaria que está iniciando a comercialização do produto, abaixo impressões:


Cerveja: Diabólica
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: IPA – India Pale Ale
Álcool: 6,66%
Cor: Cobre escuro, levemente turva, brilhante.
Espuma: Média formação, duradoura.
Aroma: Floral, lúpulo, notas defumadas, leve dulçor.
Paladar: Médio a alto corpo, ligeira sensação alcoólica, amargor persistente, notas defumadas, boa carbonatação, sensação residual adstringente, agradável equilíbrio entre amargor e dulçor proveniente do malte.
Comentário: A cerveja possui notas moderadas de lúpulo, que a caracteriza bem dentro do estilo, o malte defumado trouxe agradáveis notas ao conjunto, apesar dos declarados 6,66 de álcool, a cerveja parecia ter um pouco mais, porém nada demasiado. Particularmente é uma boa cerveja, espero encontra-la nos pontos de venda.

Mais informações: Alexandre Willerding (ale.willer@gmail.com )

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Antoniusbier Rauchbier

Em uma das ultimas idas a São Paulo, o cordial Roberto Fonseca me presenteou com um exemplar até então conhecido por este humilde apreciador apenas pelo nome e pelos comentários no blog do Bob, fiquei bem feliz com o presente pois se tratava de uma cerveja do alemão Uwe Lüdke que a alguns anos trocou o cargo de diretor de multinacional pela criação de cabras e produção de queijos na cidade de Santo Antônio do Pinhal (SP), batizada Capralemão, além claro de suas produções cervejeiras intituladas Antoniusbier
Pude degustar a Antoniusbier Rauchbier, que Uwe em sua produção ao invés de comprar o malte já defumado, como a maioria dos cervejeiros, ele mesmo faz o processo de defumação, utilizando o fumegador do seu apiário como gerador de fumaça e ainda usa peroba e garapeira para fazer a defumação, gerando uma cerveja cheia de virtudes. Abaixo impressões da cerveja de mais um alquimista das panelas:



Cerveja: Antoniusbier
Apresentação: Garrafa 355ml.
Tipo: Rauchbier
Álcool: 4,5%
Cor: Marrom, turva, opaca.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Defumado, lúpulo, leve doce, malte.
Paladar: Médio corpo, defumado, lúpulo, amargor intenso, sensação residual adstringente com notas defumadas.
Comentário: Cerveja bem feita e com características de uma Rauchbier, poderia talvez ter um residual maior para destacar o defumado que ao final perde para o amargor que se destaca.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Thor

Quando ganhei esta cerveja do Botto, fiz uma entrevista com ele aqui, não imaginava o que ela viria a se tornar, no inicio já havíamos experimentado e comprovado que era uma das melhores cervejas produzidas pelo caro amigo, e como todas as suas cervejas o nome é mitológico e seu nome foi escolhido a dedo.

“Thor é personagem clássico da mitologia nórdica-germânica, e, filho de Odin, representa força, com seu martelo mágico. Curiosamente há um conto que diz que Thor certa vez subiu até o Castelo do Gigante Hymir para dele roubar um enorme caldeirão, com o qual se fez cerveja e hidromel para presentear os Deuses e o povo. Thor tinha ainda uma carruagem puxada por dois bodes, Tanngnost e Tanngrisni. Nome melhor não poderia haver, logo, pra designar um estilo de cerveja tipicamente germânico, forte no malte e no álcool, chamado de doppelbock, ou em bom português dois bodes, ou duas vezes bode, tal como os dois bodes da carruagem do Thor mitológico”.
Estas são as palavras do Botto explicando sobre o nome desta bela cerveja, que já pode participar de uma competição em Cincinnati, Ohio, Estados Unidos, e conquistar a 3ª colocação na Bockfest Competition, um concurso tradicional norte americano voltado apenas para as cervejas do estilo Bock, daí ficou comprovado que era uma ótima cerveja.

Certa vez a cara Cilene Saorin tomou e comentou que a Thor tinha estrutura para ficar guardada durante algum tempo, e com uma dica desta não pensei duas vezes em pegar um dos exemplares e guardar, e assim depois de um ano e meio da sua produção e várias tentativas de furto deste ultimo exemplar, inclusive com um falso Xavier implorando pela garrafa, resolvi colocar a prova, tínhamos outros dois exemplares do estilo para uma comparação de diferenças, a complexidade contida da Thor impressionou a todos, até mesmo quiseram confirmar se ela era uma lager, pois é, era uma lager porém com uma complexidade de ALE. Seu rico aroma, seu corpo robusto, seu paladar equilibrado tento descrever abaixo:
Cerveja: Thor – Botto Bier
Apresentação: Garrafa 500ml.
Tipo: Doppelbock
Alcool: 9%
Cor: Escura, tons avermelhados, limpa, brilhante.
Espuma: Ótima formação, duradoura.
Aroma: Doce, malte, notas torradas, ameixa, leve álcool, complexo.
Paladar: Ótimo corpo, malte, chocolate, frutas maduras, torrado, quente do álcool, ótimo doce residual, sensação residual doce com leve torrefação.
Comentário: Os outros dois exemplares, um nacional e outro alemão, também ficaram em guarda porém durante um período menor de tempo, no mesmo local aonde a Thor permaneceu por um ano e meio, ambas haviam perdido muito as características, inclusive uma estava imprópria para consumo, ficou de fora. Outras pessoas que degustaram não acreditavam que a cerveja havia sido feita em uma panela, ficou guardada um ano e meio e tinha tanta complexidade em seu sabor, Botto faz o favor de fazer mais algumas levas desta cerveja, com certeza todos que tomarem irão agradecer. Que pena que este foi a ultima garrafa desta produção.....
Mais informações: Blog do Botto

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Confraria do Marquês

Mauro, Pedro e Tiago em 2005 montaram a Confraria do Marquês, a união dispensa apresentações, estão há 10 anos produzindo cervejas maduras, cervejas novas, cervejas fáceis, cervejas complexas e agora cervejas extremas.
Desde o início, assim como a maioria dos cervejeiros caseiros, eles visam compartilhar os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo com outros cervejeiros, e olha que alguns anos atrás a falta de informação sobre o assunto era grande, nem se ouvia falar de cultura cervejeira no Brasil e aliado a isso, os poucos lugares para compra de matéria prima dificultavam, fato que ainda hoje perdura.
Hoje a confraria é um verdadeiro celeiro de bons cervejeiros caseiros, seus cursos, já trouxeram a tona Botto, Edu Passareli e Marco Zimmermann, estes são alguns exemplos de alunos e que hoje “comem com farinha” a arte de produzir uma cerveja em casa, temos muito a agradece-los. E claro, foram uma peça fundamental no surgimento e formalização da Acerva Carioca.
Desta vez pude degustar dois exemplares do Tiago, cervejas com aroma e paladar complexos, com boa carbonatação e ótimo corpo. O primeiro exemplar foi a Condessa Trippel , produzida em novembro de 2007 e engarrafada em fevereiro de 2008. Foi dividida em duas partes na maturação, a primeira terminou rápido poucas pessoas viram, pude degustar da segunda leva. A segunda cerveja degustada foi a Santo Antonio Belga, uma American Amber Ale, produzida em parceria com o Mauro, no QG da Confraria do Marquês no Rio, especialmente para um curso que ministraram, abaixo coloco minhas impressões sobre as cervejas:

Cerveja: Confraria do Marquês
Apresentação: Garrafa 355ml.
Tipo: Tripel
Álcool: 9%
Cor: Alaranjada, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação, muito duradoura.
Aroma: Malte, álcool, frutado (laranja), um pouco cítrico, complexo.
Paladar: Bom corpo, malte, notas doces, picante, quente, lúpulo, sensação residual agradavelmente doce e seca.
Comentário: Ela vai fielmente ao estilo, dentro da condição de uma “produção caseira”, mas com ela é fácil a visualização de uma cerveja belga no paladar, destes exemplares que se encontra em bares, se fosse para mudar algo......deixaria do jeito que está.


Cerveja: Confraria do Marques
Apresentação: Garrafa 1 litro.
Tipo: American Amber Ale
Álcool: 6,5%
Cor: Amber, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração.
Aroma: Malte, lúpulo, notas álcool, leve torrefação.
Paladar: Bom corpo, malte, agradável doçura, álcool, bem carbonatada, moderado amargor, sensação residual agradavelmente lupulada.
Comentário: A cerveja se comportou bem, a carbonatação estava alta, no contexto geral é uma cerveja fácil para se degustar no dia a dia.
Mais informações: Confraria do Marques

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Intrepidus Nocturnum II

Arrisco dizer que nós apaixonados por cerveja, driblamos todos os obstáculos para conseguir alcançar nossos anseios cervejeiros, desde a busca por um exemplar único ou até mesmo produzir uma cerveja inusitada em casa, já que o hobby no Brasil, cada vez mais dá asas aos cervejeiros caseiros.

Seguindo o preceito de que duas cabeças pensam melhor do que uma, dois dos cervejeiros caseiros mais habilidosos do Brasil juntaram forças, Mauro Nogueira da Confraria do Marques e o Ricardo Rosa resolveram brincar um pouco com as panelas, no início do ano, o Ricardo e o Mauro fizeram a Intrepidus Nocturnum I, uma cerveja escura, com uma quantidade razoável de malte torrado, fermento belga e aproximadamente 11,4% de teor alcoólico.
Com o sucesso da primeira resolveram continuar a série, fazendo a Intrepidus Nocturnum II. Uma cerveja rica em todos os pontos, com alto teor alcoólico, alta complexidade e mais uma vez extrapolando regras, uma verdadeira Extreme Beer.
O nome foi inspirado na Delirium Nocturnum, que tem em seu rótulo um elefante cor de rosa, guardaram daí uma idéia de rótulo. Outro inspiração veio da Intrépida Trupe, um grupo carioca de teatro/dança que se inspira na magia do circo e que leva as pessoas longe com seu espetáculo, esta inspiração que motivou os nobres cavaleiros a fazer cervejas extremas. Surgiu daí um rótulo feito em pouco tempo somando as duas fontes, os elefantes cor de rosa atuando em um picadeiro de circo. E sem mais delongas segue impressões.


Cerveja: Intrepidus Nocturnum II
Apresentação: Long Neck 355ml.
Tipo: Extreme beer
Álcool: 15,4%
Cor: Escura, leve tom avermelhado, brilhante .
Espuma: Baixa formação, entretanto se manteve, duradoura.
Aroma: Malte, caramelo, chocolate, doce, álcool, frutas escuras, complexo.
Paladar: Bem encorpada, agradável doçura, baixa carbonatação, ameixa, caramelo, quente, licorosa, picante, sensação residual quente, alcoólica.
Comentário: Dispensa comentários, complexidade em todos os sentidos, diversos tons aromáticos, no paladar uma explosão de sabores, claro que a parcimônia deve acompanhar a degustação desta cerveja, sem dúvida a lenda de que duas cabeças pensam melhor que uma se fez valer. Parabéns aos caros amigos pela extrema cerveja e que venha mais alguns litros dela.


Mais informações:
Confraria do Marques
Blog da Cervejarte

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Cerveiga

Não, não é uma cachaça que estamos degustando, apesar do rótulo lembrar as cachaças artesanais mineiras que fazem sucesso mundo afora, estas são cervejas e também feitas artesanalmente pelo João Veiga, um dos fundadores da Acerva Carioca.

As cervejas são produzidas na Serra da Caneca Fina, na cidade de Guapimirim, Rio de Janeiro. O João já fez alguns curso de Homebrew, dois em MG e outro com a Confraria do Marquês no Rio.
E não é a toa que tanta dedicação vem trazendo resultados significativos, pois merecidamente ganhou o 2º lugar no último concurso da ACervA Carioca com a Negra Fumê na categoria estilo livre e na categoria Stout ficou com uma honrosa 5º posição com a Stouteante.
Agradecimento especiais ao João Veiga, pela atenção e por produzir cervejas de qualidade comprovada e ao caro amigo Botto pela logística. Abaixo impressões.


Cerveja: Cerveiga - Ruby
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: Red Ale
Álcool: 4%
Cor: Avermelhada, turva, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração.
Aroma: Malte, notas frutadas, leve lúpulo.
Paladar: Bom corpo, malte, médio amargor, doce inicial e sensação residual adstringente.
Comentário: Cerveja com personalidade, o amargor é persistente porém há equilibrio com as notas doces.

Cerveja: Cerveiga - Stouteante
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: Oatmeal Stout
Álcool: 4,8%
Cor: Escura, negra, turva.
Espuma: Boa formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Torrado, chocolate, toffe.
Paladar: Bom corpo, chocolate, torrado, médio amargor, sensação residual torrada e seca. Comentário: Ótima cerveja das três degustadas, particularmente foi a que mais agradou.


Cerveja: Cerveiga - Negra Fumê
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: Smoked Porter
Álcool: 4,8%
Cor: Tons avermelhados, marrom, turva, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Aroma: Defumado, leve torrado, notas adocicadas.
Paladar: Bom corpo, defumado, notas doces no início, torrado, lúpulo, sensação residual equilibrada entre torrado e defumado.
Comentário: Sou suspeito a falar de cerveja que leva malte defumado, pois particularmente acho muito bom, e esta cerveja do João é muito boa e mais um exemplo que cerveja artesanal pode sim ser feita em casa, e até ficar melhor que as industriais.


Mais informações: joaomveiga@uol.com.br

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Moçambique e OPUS XV

Os homebrewers Marco Zimmermann e Murilo Foltran, de Florianópolis, são os donos das produções batizadas de Opus – Cerveja Caseira do Campeche que teve inicio dos seus trabalhos no dia 7 de setembro de 2007, e como eles dizem: “...foi o dia de nossa independência cervejeira...” e desde então muita coisa aconteceu, uma delas foi um honroso segundo lugar no concurso Mestre-cervejeiro da Eisenbahn, com uma Extra Special Bitter ou ESB.

A mais nova empreitada é uma parceria com a micro cervejaria Chopp Ilhéu, também de Florianóplis, para elaborarem uma cerveja, a idéia já existia há muito tempo, e no inicio era utilizar a produção caseira como uma espécie de laboratório, para que no futuro estas pequenas receitas entrassem em linha na micro cervejaria.
Depois de um tempo fermentando a idéia e com as boas produções da Opus a conversa foi mais profissional e no início do ano decidiram começar definindo o estilo e fazendo uma brassagem experimental.
O resultado é Cerveja Moçambique, recebe este nome devido a linda Praia de Moçambique que fica próxima a cervejaria localizada no Rio Vermelho, ela é do estilo Porter com notas interessantes e marcantes, e que só depende das licenças necessárias para ser comercializada em alguns pontos de venda, abaixo impressões:

Cerveja: Moçambique
Apresentação: Long Neck 355ml.
Tipo: Porter
Álcool: 6,5%
Cor: Marrom, leve avermelhado, turva.
Espuma: Boa formação e média duração.
Aroma: Chocolate, leve torrado, notas álcool.
Paladar: Médio corpo, torrado, café, sensação residual seca.
Comentário: Cerveja com bom drinkability.

Além da Moçambique tive acesso a outras produções da Opus, como esta Strong Golden Ale chamada de Opus XV, o nome é devido a décima quinta brassagem feita pelos nobres amigos na produção desta potente cerveja. Abaixo impressões.

Cerveja: Opus XV
Apresentação: Garrafa 500ml.
Tipo: Strong Golden Ale
Álcool: 8,5%
Cor: Alaranjado, leve turbidez, opaca.
Espuma: Boa formação e média duração.
Aroma: Bem esterificada, frutas, doce, álcool.
Paladar: Médio a baixo corpo, maça, médio amargor, álcool, sensação residual quente, leve doçura.
Comentário: Cerveja com poder de álcool, apresenta final quente e sabor adocicado equilibrado com o amargor, uma “bombada” no corpo completaria este belo conjunto.


Mais informações no blog da OPUS.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Kit Dana Bier - Cecilia Lager


A Dana Bier surgiu de uma idéia que aliou dois pontos, fazer um produto que tenha um pouco de técnica e um pouco de arte. Começou em maio de 2006 quando o Engenheiro Agrônomo João Gonçales, outro apaixonado pelo nobre líquido, resolveu fabricar sua própria cerveja, fez muitas pesquisas, na internet descobriu os homebrews americanos, e adquiriu outros diversos livros sobre o assunto.
Primeiramente se deteve no entendimento do processo produtivo e equipamentos necessários. Depois foi adquirir o equipamento, inicialmente o mais rudimentar possível, onde ele pudesse aprender a prática de se fazer cerveja sem grandes investimentos.
No dia 27 de maio de 2006 foi feita a primeira batelada de cerveja. Daí não parou mais, e já no final de 2006 veio a decisão de transformar o hobby em algo mais sério. Foram adquiridos equipamentos mais sofisticados e feita à reforma de um local para instalar a microcervejaria com capacidade para 500 garrafas de 660 ml/mês.O nome Dana surgiu da junção de partes dos nomes dos dois filhos de João, o Daniel e a Ana Teresa.
Agora em 2008 foi inaugurada a loja da Dana com ótimas surpresas para o apreciador de boa cerveja.

Kit Fechado Dana Bier, possui alça para carregar como uma pequena maleta.

Terá uma variedade de cervejas com 150 rótulos das melhores e mais famosas cervejas do mundo e do Brasil, além claro da Dana Bier, a cerveja artesanal própria feita garrafa a garrafa, bem perto dali.
A loja também será distribuidora do chopp Bamberg, de Votorantin, serão comercializados os tipos: Pilsen, Pilsen Natural, Weiss, Munchen e Alt.
Além da loja a Dana teve ume bela surpresa nestes últimos meses, um kit que começou a ser desenhado em setembro quando o João recebeu um e-mail do Luis Pedro da Dana, uma empresa mundialmente conhecida que desenvolve e produz produtos automobilísticos.
O Luis Pedro tinha tomado a Dana Bier no Bar Anhanguera, gostou e achou a coincidência de nomes mais interessante ainda. Eles iriam comemorar 60 anos da empresa no Brasil e pediram uma produção especial de Dana Bier.


Kit aberto, diversos itens para uma harmoniosa degustação.

Foram caprichosos promovendo ótimos eventos servindo Dana Bier, e presentearam alguns colaboradores, cliente e parceiros com um Kit da Dana Bier, que contém copo, cinco bolachas, cartões falando sobre os estilos produzidos pela Dana, e um filme com uma apresentação de como é feita a cerveja Dana Bier.
Felicito o nobre João, pelo ótimo trabalho que vem fazendo e ao Luiz Pedro da Dana por ter dado este presente a nós apreciadores do nobre líquido, que a ótima parceria se firme, e sucesso para ambas as empresas, abaixo segue degustação da Cecília lager:

Cerveja: Dana Bier – Cecília Lager
Apresentação: Garrafa 660 ml.
Tipo: Lager
Álcool: 5%Cor: Dourado intenso, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Lúpulo, malte, leve doce.
Paladar: Médio corpo, lúpulo, notas de malte, sensação residual seca, adstringente.
Comentário: Bela apresentação, bonita cor e boa carbonatação, cerveja com características lupuladas, deixando um amargor pronunciado, particularmente um prato cheio para quem gosta.

Aonde:
Avenida dos Patos, 315 - loja
Aldeia da Serra - Barueri - SP
Tel.: (11) 4192-4422.
http://www.danabier.com.br/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cervejarte Rainha Vermelha


Segundo a classificação de estilos do BJCP 2004, a Irish Red Ale é uma cerveja ale fácil de se beber, puxada para o malte, com uma certa doçura inicial e um tostado seco no final. Uma característica comum é um certo diacetil contribuindo para uma boa cremosidade na cerveja.

O nome Rainha Vermelha vem do episódio “A Corrida da Rainha Vermelha” (”Red Queens’ race”), que aparece no conto “Alice no país do espelho” (”Through the Looking-Glass”), de Lewis Carrol (matemático(!) e escritor inglês com uma certa ascendência irlandesa). Tive a oportunidade de provar e me deliciar com este maravilhoso néctar, de um importante homebrew Brasileiro, o Ricardo Rosa, segue abaixo a degustação:

Cerveja: Cervejarte
Tipo: Irish red Ale
Apresentação: Long Neck 355ml.
Álcool: 5%
Cor: Vermelho, brilhante, baixa turbidez
Espuma: Boa formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Malte, notas torradas, lúpulo.
Paladar: Bom corpo, leve alcool, notas doces, sensação residual equilibrado antre amargor e torrado.
Comentário: Uma bela cerveja, características marcantes e equilibradas, ótimo corpo, e bonita cor, o Ricardo Rosa dispensa comentários, é um dos Homebrews com maior singularidade em suas produções, esta cerveja não fica de fora.



Mais informações e referência:

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Brewmascot Pale Ale

É necessário o mercado cervejeiro se especializar a cada dia, pois quem realmente veio pra ficar tem que fazer sua parte e mostrar sua proposta, com cervejas, variedades, qualidade, distribuição, apresentação e respeito ao nobre líquido.

Cervejólogos estão constantemente em busca da variedade, aromas, sabores, cores, não é diferente, quanto mais se avalia, pesquisa, a busca do conhecimento na arte cervejeira, temos o prazer e satisfação de tomar e conhecer cervejas de verdade.

E por isso, venho falar da Brewmascot Pale Ale produzida pelo Edu Passareli, que dispensa apresentações, em suas constantes pesquisas resolveu também produzir sua própria cerveja, e após um curso com a Confraria do Marques, dos nobres colegas cariocas Mauro, Tiago e Pedro, aprimorou a forma de produzir e nos apresentou este belo exemplar da espécie, abaixo as impressões.

Cerveja: Brewmascot
Tipo: Pale Ale
Apresentação: Long Neck 350ml.
Alcool: 6%
Cor: Cobre, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura, persistente.
Aroma: Bastante esterificada, leve adocicado, malte e leve lúpulo.
Paladar: Frutada, leve doce, carbonatada, notas de alcool, bom corpo, sensação residual agradavelmente seca, amarga.
Comentário: Os cursos para Homebrew que estão acontecendo, vem qualificando muitas pessoas aptas e com capacidade para produzir ótimas cervejas, e sem dúvida, esta cerveja do Edu, faz parte deste nobre hall.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cerveja J & S


Com muita simpatia o oBIErcevando "chegou" até Pirangi no interior de São Paulo e teve a oportunidade de conversar com o Sulivan, um dos pais desta cria, o outro pai é o Jaime, os dois após um curso de Homebrew, colocaram em prática a arte de produzir cerveja, e o palco escolhido foi a chácara da família de Sulivan, e daí nasceu a cerveja J&S, iniciais dos nomes, e que vem trazendo elogios. Diz a lenda, que já chegaram a pagar até 30 reais por uma garrafa em um leilão de uma festa, foi em uma cidade próxima a Pirangi.
Interessante é que é uma cerveja puro malte, fizeram questão de selecionar bem os ingredientes utilizados, e já existem planos de profissionalizar a produção, esperamos.

Cerveja: J & S
Tipo: Lager
Álcool: Não informado
Apresentação: Garrafa 600ml.
Cor: Dourada opaca, translúcida.
Espuma: Média formação, média duração.
Aroma: Fermento, notas doces, frutas, leve malte.
Paladar: Médio a baixo corpo, ligeira, boa carbontação, e sensação residual levemente amarga.
Comentário: Boa cerveja, talvez com alguns ajustes fique melhor ainda, sem dúvida vale a pena experimentar.

Mais informações, e compra através do e-mail cerveja_artesanal@yahoo.com.br , e no orkut http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=38220957

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Cerveja De Tomas - Peru


A onda que ocorre no Brasil de Cervejeiros Artesanais vem se desenvolvendo em diversos países da América do Sul, em alguns países a mais tempo, outros ao mesmo tempo, e outros ainda por vir.
No Peru, temos a 3 anos a Asociación de Cerveceros Artesanales da República do Peru, que envolve diversos Homebrews, produzindo estilos variados do nobre líquido.
Nesta oportunidade conhecemos o Presidente da Associação, o Sr. Eduardo De Tomas B., que estava presente na Brasil Brau, a fim de demonstrar que no Peru, também se faz boas cervejas e fazer um intercâmbio com os cervejeiros nacionais.
No Peru assim como no resto do mundo, o mercado é dominado pela cerveja tipo Pilsen de macro cervejarias, trazendo a tona aquela velha história da falta de variedade, e incomodados com a situação algumas pessoas começaram a fazer suas produções, e consequentemente se reunir para degustações, trocas de informações e aprendizado.
O Sr. De Tomas produz a cerveja em seu restaurante que fica no Bairro San Borja, na capital Lima, junto as cervejas produzidas serve pescados e mariscos para harmonizar com os estilos produzidos por ele. Ele também comentou sobre o interesse de conhecer mais as produções brasileiras e de demontrar sua cerveja para mais pessoas, abaixo o contato do Sr. Tomaz.
Nesta oportunidade ele nos presenteou com uma cerveja tipo Pilsen, abaixo as impressões.

Cerveja: De Tomas – Peru
Apresentação: Garrafa 650ml.
Álcool: 5%
Cor: Dourada Opaca, levemente turva.
Espuma: Média formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Fermento, pão, malte e leves notas lupuladas.
Paladar: Malte, bom corpo, sensação residual adstringente, seca.
Comentário: Apresentou bom amargor, aroma de malte, possuía um belo corpo, a longa viagem ( Lima – São Paulo, São Paulo – Blumenau ) pode ter feito a cerveja ficar sem alguma de suas características, mas de qualquer forma se apresentou muito bem.

Mais Informações:
De Tomaz
Av. Augustin de La Rosa Toro, 1151
Bairro San Borja – Lima – Peru
Industriasdetomassac@hotmail.com

sábado, 14 de julho de 2007

Glück Hairy Porter


Tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente dois dos pais desta cerveja o Diego e o José Augusto que a muito tempo tinha contato e na Brasil Brau estiveram presentes, temos também o Daniel que faz parte do grupo que fez a cerveja.



É uma Hairy Porter, que de começo conquistando o primeiro lugar do concurso BH HOME BIER - Mostra de Cervejas Artesanais de Belo Horizonte como melhor cerveja na escolha dos jurados, trata-se de uma porter com baunilha, de excelente cor e paladar.



Parabéns aos campeões e que desta panela saia muitas cervejas. Segue impressões



Cerveja: Glück Bier

Tipo: Hairy Porter

Alccol: 4,8%

Cor: Bem escura, preta.

Espuma: Boa formação e boa duração, ficou na parede do copo.

Paladar: Primeiro o torrado bem presente, uma leve doçura, e no final um amargor acentuado.

Comentário: Merecido título, uma cerveja bem feita, só com um amargor muito pronunciado no final, mas como quase não gosto de lúpulo isso não tem nada, porém para o estilo foge um pouco, mas com certeza isso é um pequeno detalhe escondido dentro de sua magnitude, parabéns aos nobres colegas e muito sucesso a Glück e que venham os próximos concursos.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Van Eyck - Belgian Strong Ale



Em uma escapada da Brasil Brau, o oBIERcevando foi conferir no bar Santa Madalena o chopp desenvolvido entre a micro cervejaria Nacional FT e os propietários do bar. O bar tinha uma variedade de cervejas belgas, alemãs, entre outras, e por causa do alto preço destas cervejas importadas deixou de vender, e neste tempo, de vez em quando o pessoal da Nacional levava uma cerveja para o pessoal degustar lá no bar, dai veio a idéia deles, vamos fazer algo especialmente para a casa?

Depois de muitos testes, e a idéia de fazer algo bem próximo das cervejas belgas nasceu o Van Eyck, uma Belgian Strong Ale, uma grata surpresa a ser conferida, excelente.

Cerveja: Chopp da Nacional FT, batizado Van Eyck
Tipo:Belgian Strong Ale
Alcool: 8%
Cor: Avermelhado, turvo.
Espuma: Ótima estabildade, branca, e formava pequena ilhas, duradoura e consistente.
Aroma: Frutado, citrico ( meu nariz fez o favor de entupir depois de algum tempinho)
Paladar: Muito equilibrada em todos os aspectos, amargor, doçura, malte e alcool, excelente.

Comentário: Uma ótima surpresa esta cerveja produzida pela Nacional Ft, microcervejaria, localizada em Pinheiros em SP, além de produzir o chopp Golden Ale da Drake's bar, também no bairro de Pinheiros, está fazendo esta bela cerveja, utiliza fermento belga, equilibrada com ótimo drinkability, vale a pena



Santa Madalena
R. Santa Madalena, 27,
Bela Vista - São Paulo
Tel. (0xx11) 3287-6999

domingo, 10 de junho de 2007

Cervejas Kannenbier


A Cerveja Kennenbier é feita em Indaial, cidade que fica a 20 km de Blumenau, é uma cerveja caseira feita pelo nobre André, outro apaixonado pelo preciosos líquido, porém insatisfeito com a pouca variedade e o pouco sabor das cervejas nacionais, claro que há excessões, resolveu fabricar sua própria cerveja, buscou informações, viajou até a Alemanha e dai começou sua pequena produção.
Sua produção se resume em um equipamento elaborado por ele mesmo, cada "batelada" é de 120 litros, e já produziu variados estilos.
Há planos para comercialização, porém sem previsão ainda, e o detalhe é que ele pasteuriza as cervejas, todas as garrafas já possuem um rótulo, na qual o interessante é que atrás do nome Kannenbier, há desenho com gotas, que dá a impressão de estar molhado, e o desenho é o mapa mundi, muito interessante.
Na oportunidade conseguimos degustar uma Stout, que estava guardada desde Outubro do ano passado, e a outra cerveja uma Weiss, porém na minha opinião, saiu mais para uma IPA maravilhosa, pois ele gosta de "temperar" bem com lúpulo suas receitas, veja as impressões

Cerveja: Kannenbier Tipo: Stout
Apresentação: Garrafa 600ml.
Álcool: em torno de 5%
Cor: Avermelhado bem escuro
Espuma: Boa formação, média duração.
Aroma: Leve Malte, Toffe, Chocolate.
Paladar: Chocolate, Fermento, leve doçura, médio amargor.
Comentário: Como disse esta cerveja ficou praticamente nove meses engarrafada, muito interessante como manteve uma boa carbonatação, a boa formação da espuma, o leve adocicado do malte, a cor muito bonita, mas particulamente não a enquadraria dentro do estilo Stout.


Cerveja: Kannenbier Tipo: IPA
Apresentação: Garrafa 600ml.
Álcool: em torno de 5%
Cor: Alaranjada, turva.
Espuma: Boa formação, ótima duração.
Aroma: Lúpulo
Paladar: Bem lupulada, bom corpo devido aos dois tipos de malte utilizados, e com ótima adstringência, o gosto persistente na boca fica por um tempo.
Comentário: Esta cerveja foi feita em Fevereiro, e a tomamos em 03/06/2007, ela tem uma carbonatação natural muito boa, bom corpo, equilíbrio entre os lúpulos aromáticos e de amargor, o aroma de lúpulo é muito bom, e a espuma forma “ilhas” por causa de sua ótima duração, o lúpulo ajuda bastante por ser um conservante natural. Utilizei um “vaso” da La Trappe para tomá-la e pode se notar que apesar de ele ter uma boca grande, a espuma se manteve até o final.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Cerveja JG




Conforme o tempo vai passando conseguimos novas descobertas e conquistas pelo árduo caminho da cultura cervejeira nacional, e com a nobre visita do Bob por estas bandas, veio bons ares, uma cerveja até então nova para nós, mas bem conhecida pelas bandas de Campinas, diz a lenda que a pessoas que fábrica já faz há 20 anos, mais detalhes virão com o tempo.


Segue as impressões da cerveja:


Cerveja: JG

Espuma: Média formação, pouco duradoura, depois desaparece.

Cor: Avermelhada, bem escura.

Aroma: Malte, frutado, um pouco de alcool.

Paladar: Ela tem notas adocicadas, lupulo, boa carbonatação, porém não segura a espuma.


Comentário: Uma boa surpresa, não tem o estilo no rótulo, só cita ela com características de uma cerveja inglesa, e pela história, parece que ela é feita há um bom tempo no Brasil, uma bela descoberta. Mesmo depois de algum tempo, fica um bom gosto na boca


Consegue-se compra-la pelo site http://www.cervejaartesanal.com.br/

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Botto Bier - Cheirosa

Após mais um árduo planejamento de logística, e com a contribuição imensurável do Roberto Fonseca, e do companheiro Botto, chega em minhas mãos as tão faladas, prestigiadas e premiadas Botto Bier.

Leonardo Botto, 29 anos, advogado e mais um apaixonado por cerveja, no entanto que, se tornou um dos cervejeiros caseiros com maior reconhecimento pelo conjunto de suas obras, obteve grande êxito no concurso promovido pela Acerva Carioca (Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas)

Na categoria livre, ele foi o primeiro colocado com a Feiticeira, uma Amber defumada, em segundo lugar foi com a Vidua Nigra (stout com aveia). Na categoria Pale Ale, foi campeão com uma Extra Strong Bitter, a Maligna, e também ficou em terceiro com a Cheirosa, uma American Pale Ale.

Para quem não reparou no rótulo da cerveja ou no desenho acima, verá que o Monge Cervejeiro é uma caricatura do próprio Botto, obra do cartunista Tibúrcio que desenha para a revista Mad.

Tive a oportunidade de provar a Cheirosa, ooo cherosaaa, uma American Pale Ale excelente, segue as impressões abaixo:

Cerveja: Botto Bier - Cheirosa
Tipo: American Pale Ale
Apresentação: Garrafa: 500 ml.
Espuma: Boa formação, duradoura.
Cor: Cobre, levemente turva.
Alcool: 6,4%
Aroma: Frutado, lupulo
Paladar: Malte, leve doçura, perfeitamente lupulada, e deixa um gostinho seco no final.
Comentário: Ótima, um achado esta cerveja, deixa muitas cervejarias para trás, com todas as características de uma Pale Ale, merece respeito, é de se ficar curioso para experimentar os outros estilos produzidos pelo monge Botto, quem quiser mais informações é só acessar http://www.bottobier.com.br.


quarta-feira, 2 de maio de 2007


Como disse alguns posts abaixo a Dana Bier vem com uma proposta diferente, e realmente pretende se fixar no mercado como uma cerveja artesanal, por ter todo seu processo feito, ainda pelo propietário, o João, o oBIERcevando conferiu a cerveja Teresa Dunkel, uma cerveja escura elaborada com maltes de trigo e cevada, refermentada na própria garrafa, que se apresentou muito bem, e com o acondicionamento correto, ela manteve todas as características, diga-se acondicionamento correto, longe de luz, e fora do calor, entre outros pequenos detalhes, que deixam a cerveja em perfeitas condições, após algum tempinho.


Mas vamos as impressões da cerveja...


Cerveja: Dana Bier - Teresa Dunkel

Apresentação: Garrafa de 660ml.

Alcool : entre 5,5% e 6%

Espuma: Boa formação, média duração, levemente escura.

Aroma: Malte, Fermento, e notas de café, e um leve frutado.


Cor: Escura, negra.

Paladar: Levemente frutado, com notas Torradas, e lúpulo.

Comentário: Apesar de a Dana Bier ter 5 tipos, provei apenas três, ainda, mas com certeza, a Teresa Dunkel, foi a que mais me agradou, pelas notas levemente frutadas, misturadas com o gostinho torrado dos maltes, sem dúvida, uma ótima surpresa, das pequenas cervejarias brasileiras.
Mais informações: http://www.danabier.com.br

domingo, 15 de abril de 2007

Dana Bier - Dani Weiss



Após um árduo esquema de logística, consegui que chegasse até minhas mãos a Dana Bier, tive o prazer de experimentar,
para quem não sabe a Dana Bier surgiu de uma idéia que aliou uma paixão, fazer um produto que tem um pouco de técnica e um pouco de arte. Foi assim que João Gonçales, começou em maio de 2006, a fazer muitas pesquisas e comprar alguns livros sobre o assunto.

No final de 2006 veio a decisão de transformar de hobby para algo mais sério. Foram adquiridos equipamentos mais sofisticados e feita a reforma de um local para instalar a microcervejaria com capacidade para 500 garrafas de 660 ml/mês.O nome Dana surgiu da junção de partes dos nomes dos 2 filhos de João, Daniel e Ana Teresa.
Atualmente a cervejaria está localizada em Aldeia da Serra, um bairro de Santana de Parnaíba na Grande São Paulo localizado a 1.000 mts de altitude.
Hoje produz 5 tipos uma Amber Ale, uma Weiss, uma Dunkel, uma Strong Ale, e uma lager bem próxima a uma Pilsen, nesta oportunidade vou falar da Dani Weiss, uma cerveja de trigo, tipo ale, que se apresentou muito bem.
Cerveja: Dana Bier - Dani Weiss
Tipo: Weiss - Alcool 5,5% a 6%
Cor: Turva, amarelo.
Aroma: Cítrico, lupulo, leve frutado.
Espuma: Branca, boa formação, porém não foi muito duradoura.
Paladar: Sente-se encorpada, malte, e gosto de lupulo, muito lupulo.
Comentário: Achei a cerveja muito boa, bem feita, porém não segue nem o estilo alemão (weiss), nem o belga (wit), e para o estilo ela estava um pouco lupulada demais, mas não perdeu a majestade por causa deste detalhe, vale muito a pena experimenta-la, pena que para mim, a logística é bem complicada.