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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Cervejaria Bierbaum



Andreas Thaler nasceu em 10 de setembro de 1883 na cidade de Wildschönau - Tirol, Áustria. Filho de agricultores estudou em uma escola franciscana na cidade de Hall. Tinha o dom político natural de falar e organizar. Em 1919 foi eleito Prefeito da cidade de Wilschönau. Em 1924, após substituir o atual Ministro da Agricultura por óbito, foi eleito oficialmente em 1926 no cargo de Ministro da Agricultura da Áustria.


Nos anos trinta, deixando uma Europa em dificuldades, o Ministro da Agricultura da Áustria Andreas Thaler decide imigrar para o sul do Brasil, e funda a Colônia Dreizehnlinden, hoje mais conhecida como município de Treze Tílias. Ele veio a falecer de forma trágica em 1939.

Porém deixou a cultura enraizada nas outras pessoas que ali ficaram. Continuaram a escrever uma bela história e a construir uma linda cidade, com detalhes culturais únicos, atrações turísticas e uma aconchegante cervejaria. Mais conhecida como o “Tirol Brasileiro“, a cidade hoje possui aproximadamente seis mil habitantes.


Foi no dia 23 de abril de 2004 que se iniciaram os trabalhos da CERVEJARIA BIERBAUM. Fundada pelos irmãos Bierbaum, a fábrica foi construída em anexo ao charmoso e tradicional Restaurante Edelweiss, preservando em sua construção o estilo alpino, característico da região dos Alpes austríacos. No início a ideia era de um Brewpub (Local que fábrica e vende a cerveja no mesmo local), e assim foi por muitos anos. Aos poucos este posicionamento foi mudando e a fábrica aumentando. O espaço que tanques ocupam hoje, no passado era um salão para eventos e uma parte do restaurante Edelweiss, que diminui seu espaço de atendimento, porém não o seu charme.


O Restaurante e Pizzaria Edelweiss é uma charmosa casa no estilo austríaco. Um local bem aconchegante, onde se encontra um variado cardápio, podendo apreciar pratos típicos austríacos, belas pizzas que saem do forno a lenha ou pratos diversos. Além, claro. de poder degustar e sentir o frescor dos chopes produzidos ali ao lado.

Hoje a cervejaria conta com cinco cervejas em linha, a Lager, que é uma American Premium Lager, suave, correta e com discreto aroma de lúpulo, cerveja de “combate”. A outra cerveja é a Gold, que eles consideram como Pilsen. É bem maltada, força alcoólica perceptível (5,7%), sutis notas picantes, e um toque de lúpulo discreto, porém assertivo. Ela lembra mais uma Heller Bock pelas suas características, do que propriamente a Pilsen. Apesar deste detalhe na classificação, é uma boa cerveja.

Além delas, a Weiss da cervejaria se demonstrou um bom exemplar nacional do estilo, inclusive sendo premiado com medalha de Prata no South Beer Cup 2012. Ela se apresenta com intensas notas fenólicas, lembrando cravo e condimentos, acompanhados de agradáveis notas frutadas, lembrando banana. Lembrando que no Brasil, se utiliza mais fermentos “secos” para produção de Weissbier, é um grande trabalho do cervejeiro conseguir fazer uma Weiss/ Weizen representativa. Agora, timidamente, começou a oferta por fermento liquido, ainda levará um tempinho para ter fornecimento regular para micro cervejarias, porém a luz no fim do túnel está cada vez mais perto.


A Dunkel em minha opinião é a cereja do bolo, é uma schwarzbier demonstrando ser um bom exemplar do estilo. Merecidamente recebeu medalha de Ouro no South Beer Cup 2012. Possue notas torradas, café, sutil achocolatado, No sabor apresenta bom caráter de malte, seguindo as impressões do aroma. Bem equilibrada se torna fácil de degustar.
A bock da cervejaria tem marcante presença de malte no aroma, trazendo notas de torrefação, caramelo, chocolate. No sabor o malte novamente domina com um agradável dulçor, caramelo, levíssima sensação de torrefação, finalizando com um breve aquecimento alcoólico (6,7%).

O cervejeiro Itamar Zanini, irmão do popular cervejeiro Evandro Zanini, é quem toca o barco por lá. Mantendo conversas com o irmão, Itamar na oportunidade, nos apresentou o teste de duas novas cervejas que entrarão em linha sazonal, em um futuro não muito distante. Uma Vienna e uma Weizenbock que talvez ainda passem por pequenos ajustes, entretanto já deixaram boas impressões. Elas foram degustadas onde será o futuro laboratório de microbiologia da cervejaria. Um passo e tanto para a continua evolução na qualidade dos produtos Bierbaum. Acredito ser importantíssimo esta preocupação da Bierbaum e espero que outras micro cervejarias sigam o exemplo. Lembro que Eisenbahn e Bodebrown já possuem laboratórios também.
Itamar Zanini servindo a Weiss

Mais informações no site da Cervejaria, clique aqui.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Visita a Cervejaria Falke Bier

Fachada da Cervejaria

Alguns anos atrás, Minas Gerais não possuía exposição relacionada as cervejas fabricadas por lá, mas sim de suas cachaças, produzidas de forma artesanal e com muita qualidade, conquistando apreciadores em todo o mundo.


Porém não é novidade que o cenário cervejeiro "minerin" hoje é diferente. Possui um número considerado de micro cervejarias, além da Acerva Mineira que contém um número expressivo de cervejeiros caseiros. No entanto que Minas Gerais fomenta de forma excepcional o mercado de cervejas especiais e da cultura cervejeira Brasileira. com muita parceria e simplicidade.


Sala de degustação e visual do local

Em Ribeirão das Neves,cidade metropolitana de Belo Horizonte, a família Falcone já se arriscava a produzir, no sítio onde hoje está a fábrica, cerveja caseira para consumo próprio. Em dezembro de 1988, são fabricadas as primeiras 260 garrafas, foram 2 kits de cerveja caseira. A sociedade era da Mãe, Hilma Falcone (que financiou o equipamento e a matéria prima) e Marco Antonio Falcone (que aprendeu a fabricar). A marca inicial era Cirvizia Aquila, o consumo era exclusivamente na família.


A idéia de comercializar a bebida foi amadurecendo lentamente e A partir de junho de 2003, a família decide concluir estudos para implantação de uma Micro Cervejaria com fins comerciais, junto ao sítio da Família. Após visitas a vários fabricantes de equipamentos, em novembro de 2003 é fechado contrato para inicio das instalações da fábrica da Falke Bier. A fábrica deu start no dia 23 de abril, e no dia 28 de junho de 2004, acontece a primeira incursão do Chope Falke Bier no mercado. Parabéns a Falke que completou 8 anos ontem, este post é uma homenagem e agradecimento a todo trabalho realizado nestes anos.


Sala de degustação e cursos

 A fábrica foi instalada em uma área campestre, a 35 Km do centro de Belo Horizonte, em ambiente arborizado, totalmente isento de poluição, tanto do ar quando sonora. Um lugar muito bonito e aconchegante, aonde não se vê as horas passando, devida a ótima recepção que a família Falcone dá a quem visita o espaço, que além da fábrica, conta com um ótimo espaço para degustações. Ali também são ministrados alguns cursos do NEC (Núcleo de Estudo da Cerveja) parceria do Marco Falcone com os cervejeiros da Grimor, Paulo Patrus e Gabriela Montandon.


Fábrica

Fica evidente o comprometimento da família em divulgar a cultura cervejeira no Brasil, produzindo variados produtos e o carinho que eles tem com a bebida. A importância da Falke Bier no cenário mineiro e tão valorizada, que o instituto Estrada Real possui sua marca aliada a dois produtos da cervejaria. Existe até um marco da Estrada Real em frente a fábrica. Conheça mais sobre a Estrada Real aqui.

Hoje a fábrica conta com 08 variedade de produtos, sendo eles: Ouro Preto (Schwarzbier), Estrada Real IPA (India Pale Ale), Estrada Real WeissBier (Weiss - Cerveja de trigo), Diamantina (Bohemian Pilsner), Villa Rica (Dry Stout), Monasterium (Belgian Tripel) sendo a primeira cerveja do estilo lançada comercialmente no Brasil. Tem a Red Baron (Vienna lager) porém somente na versão chope e por ultimo e não menos importante a Vivre Pour Vivre (Fruit Beer), sendo esta uma experiência utilizando jabuticaba em parte de seu processo de preparo. O trabalho, o tempo de preparo e o cuidado para produção desta cerveja são grandes, visto que a manipulação dos lactobacilos que são utilizados no processo, podem contaminar a fábrica inteira e lotes de outras cervejas podem ir para o ralo. Uma cerveja cheia de particularidades e histórias

Escadaria que leva até a sala onde Monasterium e Vivre descansam

Para quem conhece o trabalho da Falke Bier, quando chega nas dependências da fábrica recebe uma grande surpresa, o porte da fabrica é pequeno demais para a marca que sustenta hoje. Ainda este ano será dado inicio a construção das novas instalações da cervejaria, que não será muito longe do aconchego atual, será "do outro lado" da rua. O projeto está em fase final para escolher fornecedores, os planos são para que a planta cervejeira seja triplicada. Ou seja, mais Falke Bier disponível para os consumidores poderem conhecer esta mineirinha cheia de virtudes.

Mais informações sobre a Falke Bier no site da cervejaria, clicando aqui.





sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cervejaria D'Achouffe



No final dos anos setenta, dois irmãos, Christian Pierre e Gobron Bauweraerts decidiram criar sua própria cerveja e começaram o hobby com pequenas produções, mostrando a parentes e amigos.

Com pouco dinheiro disponível, na época tinham 200.000 francos belgas menos que 5.000 euros hoje, começaram sua produção e história cervejeira. Inicialmente era visto por eles como um hobby, a cervejaria Achouffe estava precisando desenvolver um projeto e tomar uma decisão para iniciar o negócio em tempo integral ou manter apenas como uma “aventura”. A primeira produção comercial de LA CHOUFFE foi feita em 27 de agosto 1982.
A cervejaria rapidamente fez sucesso e logo chegou a outros países, foi na Holanda que aconteceu a primeira e calorosa recepção. A Holanda continua sendo o principal destino das exportações da Cervejaria Achouffe. Hoje em dia mais de 20 países ao redor do mundo tem a possibilidade de degustar o nobre produto.
No segundo semestre de 2006, a cervejaria foi vendida para a Duvel Moortgat Brewery. A vontade do grupo em investir na Achouffe e desenvolver o potencial da Cervejaria foi crucial na negociação, e pela qualidade dos produtos da Duvel espera-se que melhore cada vez mais. Pude degustar dois bons exemplares da cervejaria disponíveis no Brasil, importados pela Casa da Cerveja, abaixo impressões:

Cerveja: La Chouffe
Apresentação: Garrafa 750ml.
Tipo: Belgian Strong Ale
Álcool: 8%
Cor: Dourado, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação e baixa duração.
Aroma: Malte, lúpulo, cítrico, especiarias, leve frutado (laranja).
Paladar: Médio corpo, bem carbonatada, ligeiramente ácida, especiarias, álcool, picante, cítrico, sensação residual moderadamente seco e agradável doçura.
Comentário: Apesar de no rótulo estar dizendo "Blond Ale", seu teor alcoólico é mais elevado que o aceito para o estilo, e suas características remetem fielmente ao estilo Belgian Stong Ale, conforme BJCP.


Cerveja: MC Chouffe
Apresentação: Garrafa 750ml.
Tipo: Belgian Dark Strong Ale
Álcool: 8%
Cor: Castanho escuro, tons vermelhos, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação e duradoura.
Aroma: Malte, frutado (ameixa, nozes), doce.
Paladar: Bom corpo, boa carbonatação, notas de álcool, picante, ameixa, caramelo, agradável doçura, sensação residual com leve amargor e traços quentes do álcool.
Comentário: Boa cerveja, com ótimo drinkability.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

De Koninck


A Cervejaria De Koninck tem uma “íntima” ligação com a Antuérpia, poucas empresas têm este tipo de ligação com a cidade ou uma tradição tão rica como a De Koninck. Antuérpia é a cidade belga onde fica localizada a cervejaria. A história começou em 1827 quando Joseph Henricus De Koninck comprou uma casa comercial na divisa entre Antuérpia e Berchem, e nesta divisa havia um “marco”, era uma pedra que tinha esculpida a imagem de uma mão.

Joseph Henricus De Koninck morreu muito jovem, e sua viúva, Elisabeth casou novamente em 1833. O seu segundo marido Johannes Vervliet, foi quem decidiu converter o antigo negócio em cervejaria e colocou o nome de Cervejaria “De Hand” ou Cervejaria “Da mão”, devido à escultura da fronteira. A mão tem sido desde então imortalizada na cervejaria, e hoje faz parte do logotipo.
Em 1845 Carolus De Koninck, o filho mais velho do primeiro casamento de Elisabeth, tomou conta do negócio. Por volta de 1900 havia cerca de 25 fabricantes de cerveja na Antuérpia. No entanto, a popularidade da então recente Lager e seu estilo mais famoso o Pilsen chegaram abalando a hegemonia das Ale’s, além de guerras mundiais, fatores devastadores para a indústria cervejeira.
Em 1912 a "Cervejaria De Hand" foi renomeada para 'Cervejaria Charles De Koninck " dirigida por Florent Van Bauwel. Ele reabriu a cervejaria com a ajuda de José Van den Bogaert que veio de uma conhecida família cervejeira e como era um estudante na faculdade de agricultura e do curso de mestre cervejeiro em Leuven, tinha todo o conhecimento técnico necessário para a nova cervejaria.
Em 1949 Modeste Van den Bogaert, o filho de José , entrou na cervejaria e a conduziu por mais 50 anos. Hoje a Cervejaria De Koninck Modeste's é gerido pelos dois filhos de Modeste, Bernard e Dominique Van den Bogaert, como diretor técnico e comercial respectivamente. Hoje temos esta secular cerveja belga disponível no mercado, pude degustar três exemplares, abaixo impressões


Cerveja: De Koninck
Apresentação: Long Neck 330ml.
Tipo: Belgian Pale Ale
Álcool: 5%
Cor: Cobre, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação e média duração.
Aroma: Malte, ácido, leve cítrico derivado do lúpulo.
Paladar: Bom corpo, bem carbonatada, malte residual, lúpulo floral, amargor agradável, sutil doçura e sensação residual adstringente, seca.
Comentário: Cerveja interessante, percebe-se bastante “dureza” nela, provavelmente a água utilizada para fabricação contém bastante minerais.

Cerveja: De Koninck - Winter
Apresentação: Long Neck 330ml.
Tipo: Belgian Dark Ale
Álcool: 6,5%
Cor: Escura, tons vermelhos, turva, brilhante.
Espuma: Boa formação e média duração.
Aroma: Malte, frutado (maça verde), leve lúpulo, notas torrefação.
Paladar: Bom corpo, notas torrefação, notas doces, malte, caramelo e sensação residual lembrando chocolate.
Comentário: Veio com bastante sedimentos que aparentemente não influenciaram no paladar, ela possui bom drinkability e os sabores presentes nela são mais doces que o aroma sugerido.


Cerveja: De Koninck
Apresentação: Long Neck 330ml.
Tipo: Tripel
Álcool: 8%
Cor: Cobre, tons alaranjados, leve turbidez, brilhante.
Espuma: Boa formação e duradoura.
Aroma: Malte, notas frutadas, pitadas de cravo e tons ligeiros de caramelo.
Paladar: Bom corpo, notas doces, leve acidez, baixo a médio amargor, picante, sensação residual quente com leve adstringência.
Comentário: Esta Tripel se comportou diferente de outras opções disponíveis, pois é menos esterificada, menos “condimentada”, entretanto bem interessante, deixando a evidências de que a De Koninck faz cervejas diferenciadas, talvez por isso ainda não caiu no gosto de todos por aqui, porém é bom atentar para que não pegue uma cerveja azeda devido a seu vencimento ou condição de armazenagem e achar que é uma característica, infelizmente já peguei exemplares fora dos padrões.

Mais informações:
Uniland
De Koninck

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Königs Bier


Jaraguá do Sul, grande pólo industrial no norte de Santa Catarina, cidade que teve no ano de 1897 uma famosa cervejaria em funcionamento, a Bockbier, e além da Bockbier de propriedade de Isidoro Pedri, houve outras sete cervejarias na região, incluindo a cidade de Corupa, ao lado de Jaraguá do Sul, que foi onde o Sr. Otto Löeffler iniciou a produção de cerveja, e que depois a transferiu para Canoinhas, a Cervejaria Canoinhense, até hoje em funcionamento, é a mais antiga cervejaria do Brasil ainda administrada pela mesma família.


Tanques de fermentação e maturação da fabrica.

Houve outras produções como a de Georg Stüber de 1910 a 1913, Wehnöfer engenheiro alemão que produziu de 1922 a 1930, e também Heinrich Meyer que fabricou de 1926 a 1930 a Ingwerbier que era um chopp que levava gengibre na receita.

Prédio que abriga a Micro cervejaria

É fato que a história cervejeira da região era farta e diversificada, além disso, a grande concentração de cervejarias que está acontecendo em Santa Catarina impulsionou Ivan Torres e Dennis Torres, pai e filho, a quatro anos de pesquisas, consultando mestres cervejeiros em visitas ao velho mundo, e Estados Unidos, foram também consultados profissionais no Brasil, para daí então implantar e fundar a Probier Cervejaria, que fabrica a o chopp Königs.



Eu e os anteciosos Ivan Torres e Dennis Torres.



Königs Bier significa “cerveja do rei”, o nome é uma homenagem aos reis do tiro, e as Sociedades de caça e tiro que preservam a cultura alemã nesta região de Santa Catarina, os clubes de caça e tiro surgiram pois muitos alemães acostumados ao manejo de armas de fogo perante a convivência e o confronto com índios e animais selvagens, optaram por formar uma sociedade de tiro, herança trazida da Alemanha. Aos domingos e feriados eram comuns as disputas de tiro, que por serem praticadas ao ar livre representavam um perigo para a vizinhança. Após a doação de áreas específicas para a prática de tiro, em 1862 foram enviados para o Governo da Província os estatutos do “clube”, a fim de serem aprovados. No ano de 1863, o Presidente da Província aprovou os estatutos.


A brincadeira do "slogan" sobre a colonização da região e suas virtudes, os dois copos lembram duas pernas.


Os acontecimentos mais esperados realizados nas sedes dos clubes era os Schützenfest, a Festa do Rei. Realizadas uma vez ao ano, geralmente no mês de maio, essas festas duravam três dias. O primeiro dia era reservado ao festejo religioso, o segundo dia era de competições de tiro. Os atiradores, empunhando armas, reuniam-se para dar início ao desfile e seguir conforme a programação. Neste dia valiam os prêmios de "rei do alvo" e "rei do pássaro".No terceiro dia, após a conclusão do "tiro ao pássaro" e a devolução da bandeira da Sociedade, era dado o desfecho da festa com grande baile social, proclamação dos vencedores do tiro de "rei do alvo" e "rei do pássaro" e os respectivos "cavalheiros" que eram os classificados em segundo e terceiro lugar com melhor tiro.No colete dos atiradores ficam as medalhas que representam o número de conquistas e títulos.
A Königs tem capacidade inicial de 8.000lts/mês, inicialmente produz o chopp tipo Pilsen, que possui uma caracetrística interessante e que valorizou o visual da bebida, a cor dourada intensa que lembra o ouro da coroa de um rei, marca da cervejaria. O chopp Königs está sendo vendido inicialmente em alguns estabelecimentos em Jaraguá do Sul, e pode ser encomendado na fábrica para festas e eventos, está no projeto montar um bar de fábrica em breve, neste ano o objetivo é firmar a marca no mercado e aumentar os pontos de venda, fomos recebidos gentilmente pelo Dennis e pelo Ivan, agradeço a simpatia e o ótimo bate papo, acompanhados da ótima cerveja produzida, abaixo impressões.

Cerveja: Königs
Tipo: Pilsen
Apresentação: Chopp
Álcool: 4,5%
Cor: Dourado intenso, brilhante, baixa turbidez.
Espuma: Boa formação, duradoura, cremosa.
Aroma: Floral de lúpulo, malte.
Paladar: Notas bem definidas de malte, lúpulo, bom corpo, sensação residual adstringente.
Comentário: Uma bela surpresa, ótima cerveja, com características marcantes, presença notável de lúpulo e um bom corpo. Almejo para que a receita permaneça sem alterações.

Aonde:
(47) 3370-5544
konigs@konigsbier.com.br
http://www.konigsbier.com.br/ (em construção)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Strauss Bier

A Strauss Bier é a primeira Micro Cervejaria do Sul de Santa Catarina fica localizada em Criciúma, foi fundada em Junho de 2007 começou com uma produção de 20.000 lts mês, hoje já beira os 100.000 lts, a novidade este ano é que foi fechada uma parceria com o time da cidade, o Criciúma, na qual os jogos realizados no estádio do time, será comercializado exclusivamente o chopp da Strauss, moda esta que poderia pegar em outros estádios do Brasil.
Tive a oportunidade de tomar o Pilsen, único tipo produzido pela cervejaria.


Cerveja: Strauss Bier
Tipo: Pilsen
Apresentação: Chopp 300ml.
Alcool: 4,5%
Cor: Leve dourado, leve turbidez.
Aroma: Baixo aroma de cereais, lúpulo.
Espuma: Boa duração, leve cremosidade
Paladar: Médio a baixo corpo, malte, sensação residual ligeiramente amarga.
Comentário: Bem feito, porém poderia ser mais encorpado, e menos "agradável ao paladar brasileiro".

Aonde:
Strauss Bier
Rod. Luiz Rosso, 1045
Bairro: São Luiz
Criciúma - SC
Telefone: (48) 3462-6006

Cervejas Especiais Dado Bier

Primeira microcervejaria brasileira, a Dado Bier encontrou em um dos elementos mais tradicionais da cultura gaúcha a matéria-prima para a Dado Bier Ilex, uma combinação inovadora que traduz o sabor e a cultura cervejeira que brota aqui e faz com que criemos cerveja características Brasileiras

Os conquistadores espanhóis que aportaram na América, por volta das primeiras décadas de 1500, descobriram com os índios guaranis o gosto amargo e ao mesmo tempo saboroso de uma exótica bebida, preparada com folhas fragmentadas de erva-mate, a Ilex paraguariensis, sorvida em pequeno porongo por meio de um canudo de taquara. Na base, o instrumento tinha um trançado de fibras, o qual impedia a ingestão de partículas das folhas. O caá-i, água de erva saborosa, em guarani, tinha seu uso transmitido por Tupã, segundo os índios, e promovia uma sensação de bem-estar em quem provava. Criado pelos índios, o chimarrão se tornou símbolo do Rio Grande do Sul, uma tradição passada de pai para filho.

Em um ano e meio de pesquisas, o mestre-cervejeiro Carlos Bolzan buscou unir em uma mesma fórmula o que a erva-mate e a cerveja têm de melhor.

A Dado Bier Ilex chegará ao mercado nacional em garrafas de long neck e em um kit especial, cada kit é composto de um copo no formato de uma cuia de chimarrão. Segua abaixo as impressões:


Cerveja: Dado Bier Ilex
Tipo: Lager c/ Erva Mate
Apresentação: Long Neck 355ml.
Alcool: 7%
Cor: Dourada, leve esverdeado, baixa turbidez.
Espuma: Boa formação, porém baixa duração.
Aroma: Malte, Erva Mate, levemente doce, notas alcool.
Paladar: Bom corpo, doce residual, alcool, médio amargor, sensação residual de mate e agradável amargor.
Comentário: Existe um equilibrio entre o mate, o alcool, e o doce residual, isto deixa claro que cada vez mais o Brasil se destacará em suas criações, assim como as cervejas Colorado, a Dado Bier, somou bastante a cultura cervejeira nacional.




Também tive a oportunidade de experimentar a outra filha da linha Dado Bier, a Dado Bier Belgian Ale, uma Strong Ale que sofre duas fermentações, e diferentes das cervejas belgas não recebe açucar para chegar a potência de 8,5% de álcool, ingredientes nobres fazem parte do corpo desta cerveja, abaixo impressões deste belo exemplar de cerveja:

Cerveja: Dado Bier
Tipo: Belgian Strong Ale
Apresentação: Long Neck 355ml.
Alcool: 8,5%
Cor: Alaranjada, opaca, leve turbidez.
Espuma: Boa formação, muito duradoura.
Aroma: Frutado, malte, Alcool, notas doces.
Paladar: Bom corpo, amargor equilibrado, alcool, licorosa, sensação residual quente, adocicada, alcool, leve amargor.
Comentário: Ótima Cerveja, muito potente, está equilibrada, não há sobreposição de ingredientes, não está doce, nem amarga, e no paladar não há impressão do alto teor alcoólico.



Mais informações: Cervejas Especiais Dado Bier



terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Wäls Dubbel


Para finalmente começar o ano com chave de ouro, no 1º dia de 2008 tive o prazer de degustar a nova criação da Cervejaria Wäls, a Wäls Dubbel. Ela surgiu quando Tiago Carneiro, sócio da Wäls, e Tacilo Coutinho, cervejeiro que formulou a receita, voltaram da Brasil Brau em São Paulo, eles experimentaram diversas cervejas, inclusive uma dubbel, e viram que que faltva cervejas com esta “potência" no mercado, daí então o projeto foi colocado em prática e desde o ínicio do segundo semestre de 2007, foram feitos testes, até chegar na receita atual.

A cervejaria Wals surgiu em 2001 quando o Sr. Miguel Carneiro, pai do Tiago e do José Felipe viu o potencial cervejeiro da região, a familia já possuia uma rede fast food, e uma das maiores revendedoras de chopp Kaiser na região, com uma ótima visão Sr. Miguel resolveu montar sua própria cervejaria, daí começou a cervejaria mineira Wäls com capacide de 30.000 instalados, fica em BH na Pampulha, e hoje além da Dubbel fabrica um chopp Pilsen vendido em toda Belo Horizonte, a cervejaria promete ainda muitas novidades neste ano.

A Wals Dubbel sofre duas fermentações, uma no tanque da cervejaria e a segunda na garrafa. E diga-se de passagem com uma bela apresentação, uma estilosa garrafa e um rótulo discreto e bem feito. Abaixo impressões do precioso líquido.


Cerveja: Wäls Dubbel
Tipo: Dubbel
Apresentação: Garrafa 750ml.
Alcool: 7,5%
Cor: Marrom escuro, turva.
Espuma: Boa formação e duradoura.
Aroma: Chocolate, toffee,fermento, leve nota alcool, doce.
Paladar: Médio a alto corpo, chocolate, malte, levemente doce, sensação residual seca, amarga.
Comentário: Boa cerveja, ela mostra o aprimoramento do mercado cervejeiro nacional, ainda não está sendo distribuida a nível Brasil, mas é fácil de entrar no site e encomendar ou no site do Cervejasnet.


sábado, 22 de dezembro de 2007

Das Bier Weiss


Conforme comentado, a Cervejaria Das Bier em Gaspar completou um ano de "vida" e para isso, promoveu uma grande festa no dia 16 de Dezembro no bar da fábrica no Bairro Belchior Alto em Gaspar.
E a grande novidade foi o lançamento do novo chopp o Das Bier Weiss, que não parava de bombar das chopeiras, e rodou bastante entre as mesas, a novidade conforme o Emerson, gerente da cervejaria, foi bem aceita pelo público, sendo necessário apenas alguns ajustes que serão feitos, mas com certeza a cerveja fica em linha na Das Bier, a foto acima demonstra bem o belo lugar que a cervejaria fica, no final de tarde esta é a visão do deck do bar, vale a pena conhecer, abaixo as impressões sobre o chopp:


Cervejaria: Das Bier
Apresentação: Chopp 330ml.
Tipo: Weiss
Cor: Dourado opaco, bem turvo, baixíssima translúcidez.
Espuma: Cremosa e duradoura.
Aroma: Cravo, leves notas frutadas (banana)
Paladar: Bom corpo, especiarias, média carbonatação, leve doçura, e sensação residual levemente amarga.
Comentário: Mais uma bela proposta da Das Bier, uma cerveja que ainda passará por ajustes, entretanto está muito agradável de se tomar, a sorte é que depois da festa, ainda sobrou para nós um pouco dos 1000 litros produzidos, de mais este exemplar de cerveja catarinense.
Mais informações no site: Das Bier

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Pale Ale Whitehead


A Cervejaria Whitehead, inaugurada em maio deste ano, nasceu em Porto Alegre e hoje está localizada em Eldorado do Sul - RS – Brasil.

Originou-se de um hobby que durante 6 anos buscou intensamente a obtenção de cervejas de alta qualidade com sabores marcantes, muito além daqueles oferecidos nas cervejas comerciais.
Os três proprietários, Alexandre Carminati, João Carlos Kerber e José Otávio Kerber, são responsáveis por todo o processo de fabricação e distribuição da cerveja.

Hoje por enquanto são fabricados quatro tipos de cerveja: Pale Ale , Porter , Irish Ale e Witbier (trigo estilo belga), os estilos foram selecionados por serem caracterizadas encorpadas e aromáticas, procurando um foco diferente das grandes empresas do setor. A comercialização do produto tem sido feita basicamente para grupos das relações pessoais dos empreendedores e também para eventos, além claro de estar disponível no CERVEJASNET. A seguir uma breve descrição da Pale Ale que nesta ocasião tivemos a oportunidade de degustar, logo a degustação do outros produtos da Whitehead.


Cerveja Whitehead
Tipo: Pale Ale
Apresentação: Garrafa 600ml.
Alcool: 5%
Espuma: Média formação, média duração.
Cor: Dourado opaco, leve turbidez.
Aroma: Notas frutadas, citrico, pera, maçã verde.
Paladar: Bem carbonatada, médio a baixo corpo, leve notas frutadas, sensação residual agradável amargor.
Comentário: Uma Pale Ale que deve ser degustada e comentada por todos, e que tem muito a acrescentar na cultura cervejeira nacional.


Compras: Cervejasnet

Mais Informações: Site da Whitehead

domingo, 25 de novembro de 2007

Dado Bier BIG

Em uma passada no Supermercado BIG percebi algo novo na gôndola, e resolvi conferir do que se tratava, é uma cerveja produzida pela Dado Bier do RS para a Rede Big, entretanto não tenho a informação se ficará restrita a região Sul do país e por quanto tempo será comercializada, e como colecionador de garrafas de cerveja, tinha que divulgar aos nobres amigos mais esta cerveja que deve constar no catálogo dos colecionadores, fiz questão de degusta-la também, abaixo as impressões:

Cerveja: Dado Bier - Edição Especial para o BIG
Tipo: Pilsen
Apresentação: Long Neck 355ml.
Alcool: 4,5%
Cor: Dourado intenso, brilhante.
Espuma: Boa formação, média duração.
Aroma: Cereais, pão, malte.
Paladar:Bom corpo, média carbonatação, baixo amargor, bem maltada por isso a sensação residual que se sente é do malte, parecia estar levemente oxidada.
Comentário: Uma cerveja, leve, sem uma pegada diferenciada, no mesmo padrão das pilsen de outras micro cervejarias.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Liefmans FrambozenBier

A primeira referência escrita da Cervejaria data 1679. Em 1770 um determinado Jacobus Liefmans estabelece-se como um fabricante de cerveja em Oudenaarde. Em 1905, devido ao problema de sucessão nos negócios, a Cervejaria foi vendida ao um homem de negócios chamado Pierre Camionete Geluwe. Na ação de venda indicou-se que a conhecida Liefmans deveria ser preservada em todos os parâmetros, tendo em vista a antiga tradição da cervejaria em Oudenaarde, e que até hoje tem o respeito e reconhecimento da comunidade loca e internacional.

Liefmans Oud Bruin em janeiro com 5% álcool e Liefmans Goudenband mais complexa e maior graduação alcoólica com 8%, conhecida também como “cerveja de guarda”, pois ficando acondicionada corretamente pode durar mais de 25 anos, dois exemplos das inúmeras qualidades da cervejaria. Há também Liefmans Kriek, uma cerveja da cereja, com seus gosto e sabor frutado, produzida uma vez por ano na altura da colheita da cereja, uma cerveja macia e intensa, de cor avermelhada.

Tive a oportunidade de tomar uma FrambozenBier produzida em 2005, dentre as outras, é a cerveja de menor produção na fábrica, preparada baseada na colheita da Framboesa que são adicionadas a Liefmans Goudenband, que lhe dá um sabor acentuado da fruta.
E só a título de curiosidade, apesar da acidez e sua forma de preparo esta Liefmans FrambozenBier, não é uma Lambic, sim uma fruit beer.

Cerveja: Liefmans FrambozenBier
Tipo: Fruitbeer.
Apresentação: Garrafa 375ml.
Álcool: 4,5%
Espuma: Boa formação, média a alta duração.
Cor: Vermelho escuro, brilhante, limpo.
Aroma: Frutas vermelhas, framboesa, lúpulo, cítrico.
Paladar: Abre-se na boca ao dar um gole, leve acidez, notas adocicadas da fruta, médio corpo, sensação residual complexa, equilibrada entre o gosto da fruta, acidez e pelo leve amargor.
Comentário: Excelente Cerveja, tenho outra guardada “amadurecendo”, daqui mais ou menos 5 anos, outro post com ela mais “velha”.

sábado, 10 de novembro de 2007

Cerveja Coruja



A Cerveja Coruja é fabricada em Teutônia no Rio Grande do Sul desde 12/09/04. A garrafa já vem com um diferencial, o modelo é como um frasco de remédio que ficava antigamente nas prateleiras das farmácias, não tem rótulo e leva um processo onde é silkado o logo direto no vidro e fundido no vidro a altas temperaturas. Quem fez a arte da garrafa foi o arq. e artista plástico gaúcho Guilherme Werle em conjunto com o pessoal da cervejaria, os dois produtos da Coruja hoje são a Coruja cerveja viva e a Extraviva Coruja.

Quanto à diferenciação das logomarcas, a da Coruja cerveja viva é impressa em laranja e branco(varia um pouco devido ao processo) e aExtra viva Coruja é toda em dourado.
Em breve trará novidades lançando a Extra viva em garrafas de 500ml. buscando atender aos consumidores que querem menor quantidade e boa qualidade.
Não é pasteurizada, a cerveja é viva ou grossa, como preferirem. Tem a composição com malte viena e pilsen, lúpulos, maturação prolongada. Segue abaixo impressões sobre a Coruja extra viva, e em breve um entrevista com o Micael da coruja.
Cerveja: Coruja
Tipo: Pilsen
Apresentação: Garrafa de 1 litro.
Alcool: 4,5%
Cor: Dourado opaco, turva devido ao fato de não ser filtrada.
Espuma: Boa formação, média duração.
Paladar: Malte, fermento, notas lupuladas, médio corpo.
Comentário: Detalhe ao abrir a garrafa, a pressão fez a "tampa voar longe, no paladar é bom o equilibrio entre os ingredientes, se sente notas lupuldas ao final, o malte lhe confere um bom corpo, e há notas levementes doces, provavelmente devido ao residual. Proposta muito interessante, e com novidades em breve.

Compra:
Por enquanto por não ser pasteurizada, é vendida em Porto Alegre, e cidades próximas, mas em breve estará em alguns pontos fora do RS.

Informações:
http://www.cervejacoruja.com.br/ o site em breve será reformulado trazendo mais detalhes da cervejaria.

sábado, 3 de novembro de 2007

Weizenland

A cerveja de trigo é o segundo estilo de cerveja mais consumido no mundo, perdendo apenas para Pilsen, e não é para menos que caiu no gosto do brasileiro, abaixo segue as impressões de mais uma cerveja que aporta por aqui, a Weizenland da Cervejaria Kaiserdon que fica na Alemanhã, na região de Bamberg, e fabrica outros estilos como o Pilsen, Radler, Schwarzbier e cerveja sem álcool.

Cerveja: Kaiserdon Weizenland
Tipo: Weissbier
Apresentação: Lata 500ml.
Alcool: 5,1%
Cor: Dourada opaca, média turbidez.
Espuma: Média formação, pouco duradoura.
Aroma: Pouco aroma, notas leves de cravo, malte.
Paladar: Baixo corpo, médio amargor, bem carbonatada, leve adocicado.
Comentário: Cerveja que fica um pouco fora dos padrões das outras weiss alemãs que estão no Brasil, entretanto é de conhecimento de todos que gosto, é particular de cada um.
Compra:
Mais informações:


sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Brahma Red


A Ambev, é a patrocinadora oficial da Oktoberfest a muitos anos, no ínicio, foi a Antarctica que aderiu a idéia, e com o sucesso da festa a Brahma, na época eram empresas distintas, também quis participar deste evento, e no entanto o evento tornou-se referência de festa e cerveja, e com certeza muito lucrativo para a Ambev, que tem uma exposição enorme da marca, e neste ano trouxe além do chopp Pilsen Brahma, trouxe o Brahma Black, e mais 8 cervejas importadas recentemente pela empresa.

No entanto o que chamou a atenção foi o lançamento discreto do chopp Brahma Red, que por sinal, será comercializado apenas durante a Oktoberfest, sabendo da novidade, fomos conferir, e por uma comoção geral, chegou-se a conclusão, que é melhor que os outros estilos produzidos pela empresa, e arrisco dizer, que ficou mais interessante que um ou outro chopp "artesanal".
Sei que isso pode causar algum tipo de descontentamento por porte dos nobres leitores, mas lhe garanto que é verdade.


Cerveja: Brahma Red
Tipo: Ale
Apresentação: Chopp 400ml.
Alcool: Não informado
Cor: Cobre, brilhante.
Espuma: Branca, cremosas, média duração.
Aroma: Frutado, notas cítricas, leve malte.
Paladar: Médio corpo, frutado, caramelo, e sensação residual levemente amarga.
Comentário: Tem uma certa semelhança nas características com a Bohemia Confraria, só que sua cor é mais "avermelhada", e com notas mais amargas, sem dúvida não é o meu chopp preferido da festa, mas vale a pena experimentar para registro.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Cervejaria Heimat

Em Lindau, cidade ilha no lago Bodensee, região de Schwaben, na Alemanha, assim como em grande parte do país já se fazia cerveja nos porões das casas medievais.
O Imigrante alemão, Paul Nuber trouxe em 1932, da Alemanha, de sua cidade natal Lindau, a sua receita de cerveja artesanal. Seus amigos traziam os ingredientes da Europa e a cevada era malteada em casa.

A receita passou de pai para filho, mas depois que Paul morreu, ela ficou esquecida.
Com o surgimento das cervejarias na região do vale do Itajai, Georg Nuber, neto de Paul, decidiu resgatar o ensinamento deixado pelo avô e oferecê-lo ao público. Resgatou a receita e resolveu fabricar a cerveja. Georg não é mestre cervejeiro e não tem experiência em nenhuma grande fábrica do ramo, apenas tinha lembranças da cerveja feita em casa pelo avô e entusiasmado fez o curso de cervejeiro no Senai de Vassouras – RJ.

Em março de 2005 surge a Cervejaria Heimat, que quer dizer "terra natal" em alemão.
Atualmente a Heimat produz dois tipos de chopp o Pilsen e o Porter.
Sua capacidade de produção iniciou com 6 mil litros e hoje ampliou as instalações, aumentando a produção para 30 mil litros por mês.
No momento não há bar na fábrica, está sendo iniciadas as obras para a construção do bar, mas visitas são agendadas e os visitantes podem conhecer toda a fábrica, provar o chopp direto de um tanque e conhecer um pouco do processo de fabricação.

Até pouco tempo atrás, só era possivel encontrar o chopp Heimat em alguns pontos de venda da região, ou se não comprar direto da fábrica para festas ou eventos em barris de 50, 30, 20, 15 e 10 litros. Porém agora a Heimat está na fase final de testes para o engarrafamento de sua cerveja, será em Long Neck, o tipo Pilsen será envasado inicialmente, porém há planos, dependendo da demanda, para engarrafar outros estilos. Tive a opotunidade de experimentar a cerveja Pilsen da Heimat, seguem as impressões
Cerveja: Heimat
Tipo: Pilsen
Apresentação: Long Neck 355ml.
Alcool: 4,5%
Espuma: Boa formação, média duração.
Cor: Amarelo Ouro, brilhante, limpa.
Aroma: Malte, cereais, notas lupuladas.
Paladar: Médio corpo, malte no ínicio, e sensação residual agradavelmente amarga.
Comentário: Bela pilsen produzida pela Heimat, tem boas caracaterísticas presentes, cerveja que logo estará nos pontos de venda.

Mais informações:

A Heimat está com seus dois tipos de chopp disponíveis no pavilhão 1 da Vila Germância, na Oktoberfest 2007.

Cervejaria Heimat
Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 1498
Bairro Tapajós
Indaial – SC - Brasil

Contatos: (47) 3333-1793
choppheimat@choppheimat.com.br
http://www.choppheimat.com.br/

domingo, 9 de setembro de 2007

Cerveja Antares

Três jovens empresários lançaram a primera marca de cerveja artesanal de Mar del Plata.
A produção de cerveja artesanal na Argentina se consolida cada vez mais no mercado.
Mariana Rodríguez, Leonardo Ferrari e Pablo Rodríguez criaram em 1998 a primeira marca de cerveja artesanal em Mar del Plata: Antares.
Ferrari conta que "a idéia nasceu com a evolução de um hobby que compartilhava junto a Mariana, e Pablo, a fabricação de cerveja artesanal".
Uma viagem aos Estados Unidos em 1994 foi a porta de entrada para que Ferrari e sua esposa ingresassem para o mundo da fabricação de cerveja artesanal.
No regresso a Argentina em 1996, continuaram com suas atividades profissionais, Ferrari é Engenheiro Químico, e Mariana desenhista industrial, mas desde então, sempre continuaram interessados pelo empreendimento.
“A partir daquele momento fomos aprendendo tudo sobre a fabricação de cerveja", revela Ferrari, matérias primas, estilos e história foram algumas das coisas que mais pesauisaram sobre cervejas.E foi nesta época que se juntou ao projeto Pablo Rodríguez, amigo de Ferrari e também Engenheiro Químico.
Os empresários marplatenses contam que o produto despertou um interesse e aceitação tão grande entre seus conhecidos e familiares, que o passo da comercialização da cerveja artesanal se dava por obrigação. "Foi tanta a insistência por parte de nossos amigos para que comercializássemos a marca que decidimos vender a alma ao diabo e profissionalizamos nosso hobby”.
O desejo de sair e ganhar mercado levou os empresários a transformar um pequeno galpão, próximo a Mar Del Pata em um moderno brewpub (bar com elaboração de cerveja no local), e daí em 1998 foi fundada a Cervejaria Antares. Atualmente Antares, produz mensalmente por volta de 45.000 litros de cerveja, cifra que os empresários estimam aumentar em breve.

As cervejas Antares são produzidas sem nenhum tipo de aditivo químico ou cereais não maltados, hoje são sete variedades de cervejas produzidas no local:Kolsch, Scotch Ale, Porter, Cream Stout, Honey Beer, Imperial Stout e a poderosa Barley Wine completam a variedade, porém recentemente foram lançados mais dois tipos em edição limitada intitulada "Seleção do Mestre Cervejeiro" e contou com uma India Pale Ale e uma Tripel, esta última com uma apresentação muito bonita em garrafas de 750ml, rolha, segunda fermentação na garrafa e 9% de álcool. Abaixo degustação de três tipos da Antares.



Cerveja: Antares
Tipo: Kolsch
Apresentação: Long Neck 330ml.
Álcool: 5%
Cor: Dourado opaco, leve turbidez.
Espuma: Boa formação, porém baixa duração.
Aroma: Pão, cereais, malte, notas frutadas.
Paladar: malte, pão, bom corpo, sensação residual levemente amarga.
Comentário: Uma cerveja fiel ao estilo, com notas levemente frutadas, malte presente no sabor e aroma, e seguem a Reinheitsgebot. Muito boa.


Cerveja: Antares
Tipo: Scotch Ale
Apresentação: Long Neck 330ml.
Álcool: 6%
Cor: Rubi, avermelhado, translúcida.
Espuma: Boa formação, branca, duradoura.
Aroma: Toffe, frutado, notas torradas.
Paladar: Bom corpo, álcool, malte torrado, chocolate, e notas ligeiramente frutadas.
Comentário: Mais uma ótima cerveja da Antares, bem equilibrada, o paladar lembra bem a Scotch Silly belga.


Cerveja: Antares
Tipo: Imperial Stout
Apresentação: Long Neck 330ml.
Álcool: 8,5%
Cor: Escura com tons avermelhados.
Espuma: Média formação, queda lenta, fixou no copo.
Aroma: Álcool, malte torrado, notas doces.
Paladar: Álcool, amargor persistente, bom corpo, sensação residual torrada e seca, ótimo equilíbrio, nenhum dos gostos presentes se sobressaiu.
Comentário: Apesar de serem de estilos diferentes, trouxe lembranças da Red Ale, da Baden Baden, uma bela apresentação com rótulo diferenciado, uma boa proposta e ótima cerveja.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Cerveja Original Schlenkerla Smokebeer

Próximo ao velho centro de Bamberg, debaixo de um monastério, encontra-se a taberna histórica Schlenkerla.
A história do edifício da Taberna de Schlenkerla começa junto com a do monastério, que foi fundado no século XV,
entre 1405 e 1615 o edifício foi vendido inúmeras vezes. Durante a guerra dos 30 anos (1618-1648) a casa foi destruída e reconstruída. Os relatórios históricos da época que antecede o ano de 1678 são escassos, mas a partir do ano em que a cervejaria foi fundada tem-se muitos registros da história da cervejaria
Desde 1678 houveram diversos proprietários a frente da cervejaria, em 1877 foi um ano muito importante para a taberna, porque Andreas Graser se transformou no novo proprietário Um pouco "desengonçado" movia seus braços de uma maneira engraçada quando andava, e no dialeto local isto é chamado "schlenkern". E as pessoas começaram a chamar o lugar de Schlenkerla, e o nome pegou, pois a cervejaria a séculos atrás nos registros se chamava "Heller Braü" .
Em 1907 Michael Graser em um bom trabalho com a cervejaria fez mais e mais pessoas visitarem a taberna, e uma parte do monasterio, foi confiscada pelo governo Bávaro.
Em 1960 a parte do taberna que havia sido confiscada foi comprada do estado e a filha de Michael Graser, Elisabeth, e seu marido, Jakob Trum continuaram tocando o negócio. Em 1967 entregaram a cervejaria ao seu filho. E até hoje está funcionando graças a família Trum já na sua 6º geração, e lá é a fonte Original Schlenkerla Smokebeer, desde 1678
A original Schlenkerla Smokebeer, ainda é maturada em barris de madeira dentro da taberna, de acordo com a velha tradição.
Dizem que muitos tentaram descrever Schlenkerla, mas nenhuma descrição detalhada é possível, tem que experimentá-la para compreender!
A Cervejaria produz além da Mäerzen a Schlenkerla original Smokebeer – trigo, a Schlenkerla original Smokebeer – Urbock que fica por meses maturando, e só é vendida de Outubro a Dezembro, e a Schlenkerla original Lentbeer, além disso tem a Schlenkerla original Smokebeerschnapps que é um destilado feito a base da cerveja, o detalhe é que mantém as características defumadas.
Em breve ela estará em alguns pontos de venda do Brasil, com certeza uma boa novidade para o mercado nacional, abaixo as impressões sobre o precioso líquido.

Cerveja: Original Schlenkerla Smokebeer
Apresentação: Garrafa 500ml.
Álcool: 5,1%
Cor: Castanho avermelhado, brilhante
Espuma: Boa formação, persistente e duradoura, formou a "rede" no copo.
Aroma: Defumado, notas doces
Paladar: Malte defumado, notas adocicadas, bom corpo, sensação residual amarga e seca
Comentário: Uma cerveja que ou você a Ama ou a Deixa, possui notas defumadas intensas no aroma e no paladar, tem um amargor no final pronunciado pois permanece na boca, quando se abre a garrafa já é possível sentir o aroma defumado, para quem gosta deste estilo, Rauchbier, é um prato cheio, particulamente meu estilo preferido, excelente cerveja.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Cervejaria Caborê

Tudo começou com o interesse dos proprietários da Pousada Villas de Paraty , na cidade de Paraty, litoral Sul do Rio de Janeiro, quase na divisa com São Paulo, em construir um restaurante diferenciado junto à Pousada, de forma a agregar valores e prestar melhores serviços aos seus hóspedes.

Houve tentativas de trazer um restaurante-escola, mas as iniciativas não prosperaram. Depois disto, com base em experiências semelhantes no exterior e no Brasil, algumas delas visitadas “in loco”, os propietários acharam que o projeto até então sonhado, poderia ser uma microcervejaria com bar e restaurante anexo, onde o cliente encontrasse ambiente, serviços e um produto diferenciado.
O planejamento e o projeto arquitetônico demandaram mais de uma ano. Desde esta fase, e com base em projetos semelhantes, os investimentos foram considerados para retorno a longo prazo.
Vários consultores participaram do apoio à seleção dos equipamentos, layout da fábrica, escolha da receita da cerveja e apoio ao cervejeiro para colocação em marcha da fábrica, cabendo destacar Matthias Reynold, Alexandre A. P. Moraes e Edivaldo D. X. de Camargo.

Os principais fornecedores foram a Etscheid, AGAVIC e as Chopeiras Memo de Ribeirão Preto. O malte é fornecido pela Maltearia do Vale, o lúpulo pela WE Consultoria e o fermento é fornecido pela Micro Cervejaria Cevada Pura, de Piracicaba.

A fábrica começou a operar experimentalmente em novembro de 2006, produzindo chope Pilsen, sem filtrar.

A partir de junho de 2007 a produção passou a ser feita pela equipe que atua hoje.



Outros tipos de cerveja, como a Weiss, de alta fermentação, e outras, somente deverão ser produzidas após um melhor conhecimento do mercado local e regional. Da mesma maneira, o engarrafamento faz parte de uma etapa posterior.

O empreendimento – Cervejaria Caborê - faz parte do conjunto hoteleiro Villas de Paraty, uma moderna pousada, construída ao estilo colonial em meio a 10.000 m2 de bonito jardim tropical. O bar e restaurante, ao lado da Pousada, de frente ao Rio Perequê-Açu, dispõe de um charmoso“biergarten”. Do balcão em madeira de lei e das mesas é possível observar, enquanto você é servido, o processo de fabricação da cerveja artesanal.

Visitas à fábrica, para conhecer todo o processo de preparo da cerveja, há um horário específico: de Segunda à Sábado, às 17:00 h. Fora deste horário é preciso agendar.



Bar e Restaurante Caborê (Brewpub)
Av. Otávio Gama, 100 - Beira Rio - Caborê - Paraty - RJ
Vendas / Contato: (24) 3371 3071

Horário: 4ª feira à 6ª feira: 17hs às 24hs
Sábados, Domingos e feriados: 11hs às 24hs

Mais informações no site: http://cervejariacabore.com.br/