sexta-feira, 28 de março de 2008

Tá ficando fácil.....

Nobre leitores do oBIERcevando, desculpe a morosidade em atualização, mas com certeza, quando demora um pouco para atualizar, pode ter certeza que vem coisa boa por ai, além da novidade de lançamento da Eisenbahn, o barrilete de 5 litros, temos mais uma, e desta vez vem na cor Prata, assim como na Alemanha a Eisenbahn fez bonito na Austrália, ou seja em mais um continente a Cervejaria de Blumenau demonstrou seu valor e ganhou mais medalhas nos concursos cervejeiros mundo afora, e deixa claro de que a cultura cervejeira Brasileira vai causar muito ainda, abaixo uma mensagem do Juliano Mendes, diretor de marketing e sócio proprietário da Cervejaria, fica claro a conquista da Eisenbahn e do Brasil no mundo cervejeiro, mais uma vez parabéns Eisenbahn, por nos representar, diga-se de passagem tão bem, e olha que tem gente que acha a cerveja Eisenbahn aguada, ó ceus. Segue a carta do Juliano:
Caros Amigos

É com muita satisfação que anunciamos a todos que ganhamos mais 3 medalhas em um concurso internacional, realizado na Austrália. Desta vez as medalhas foram de PRATA. Este concurso avaliou mais de 1000 cervejas, em 24 categorias.

Importantes cervejarias como Samuel Adams, Weihenstephan, La Trappe, Paulaner, Schneider, entre outras, participam do concurso. O pontos importantes dessa conquista foram o seguintes:

1) Ganhamos duas medalhas de prata com as cervejas Dunkel e Weizenbock, ratificando as medalhas de bronze que recebemos na Alemanha, em novembro de 2007.
2) Ganhamos uma medalha de prata com a Lust, dentro da categoria Cervejas Belgas.
3) Na Alemanha no European Beer Festival, recebemos bronze pela Weizenbock, enquanto que a Schneider Aventinus, considerada a melhor Weizenbock do mundo, recebeu ouro. Desta vez recebemos prata, e a Aventinus bronze.
4) Na Alemanha European Beer Festival, a Samuel Adams Dark Lager recebeu prata e a nossa Dunkel bronze. Dessa vez a Samuel Adams recebeu ouro e a nossa prata. Ou seja, um resultado bem consistente. Além disso continuamos próximos de uma das melhores cervejarias do mundo, desde o início a nossa inspiração!

Para maiores informações sobre o concurso, acesse o site http://www.beerawards.com/index.asp

Obrigado a todos vocês que desde o início nos ajudam a produzir cervejas cada vez melhores, seja consumindo, seja criticando, seja sugerindo novas receitas. Essas medalhas, juntas com as que recebemos na Alemanha, são a prova de que nós, brasileiros, temos condições de fazer cervejas no mesmo nível das melhores cervejas do mundo. Basta paixão e dedicação pelo que se faz!

Agora vamos buscar o ouro!
Esperamos ansiosos Juliano, e aguardem que o oBIERcevando irá fazer um ano de vida, e quem irá ganhar presente não seremos nós.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Entrevista com Eduardo Passarelli

O empresário e cervejólogo Eduardo Passarelli é graduado em Gastronomia pela UniFMU de São Paulo, e especialista em Gestão de Negócios de Serviços de Alimentação pelo SENAC, hoje é um dos maiores especialistas no assunto cerveja, além de ser especialista em harmonizações da bebida com pratos da alta gastronomia, é um dos fundadores da Acerva Paulista, faz um árduo trabalho em divulgar a cultura cervejeira nacional, presente em vários eventos ligados ao assunto e o conhecimento que possui não poderia ficar de fora das entrevistas promovidas pelo oBIERcevando.
Além claro de ser um companheiro de batalha por uma cultura consistente, é companheiro no copo, blogueiro ( Edu Recomenda ) e em breve trará mais novidades, agora segue um ótimo bate papo com Eduardo Passarelli, degustem sem moderação.

oBIERcevando - O que veio primeiro, o amor pela gastronomia ou pela cerveja?

oBIERcevando - Qual a foi a cerveja que lhe despertou para o mundo cervejeiro?
EP - Uns 3 ou 4 anos após abrir meu restaurante um grande amigo me convidou para tomar uma cerveja diferente, que segundo ele era servida de modo espetacular e em um belo copo. Era a Erdinger. Quando tomei a cerveja percebi que ali tinha muito mais sabor do que nas cervejas que eu estava acostumado a beber. Chegando a minha casa comecei a pesquisar sobre o assunto, e fiquei espantando em ver a diversidade de cervejas, tipos e estilos que existiam no mundo. E eu achando que tínhamos a melhor cerveja por aqui...

oBIERcevando - É fácil fazer uma harmonização, existem regras?
EP - Fácil não é, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Requer principalmente muito conhecimento de gastronomia e cervejas, digo, do paladar de ambos. Por exemplo, quem vai elaborar um cardápio harmonizado não pode testar todas as combinações em todas às vezes. Precisa buscar em sua memória gustativa as características da cerveja e do prato.

oBIERcevando - Qual estilo de cerveja é o mais versátil na harmonização, aquele
que harmoniza fácil com qualquer prato? Por quê?
EP - As cervejas de trigo, graças a seu paladar refrescante e sua boa carbonatação são muito versáteis nas harmonizações.

Edu e eu na Oktoberfest 2007
oBIERcevando - Na harmonização, comida e cerveja, acontece mais por semelhanças ou por contraste?
EP - Varia muito. Ambas funcionam bastante, e é sempre necessário trazer equilíbrio ao conjunto. Por exemplo, temos casos em que a semelhança é a melhor pedida (doces) e em outros é terrível (ácidos). E também pode acontecer com o contraste. Portanto, conhecimento é prática são muito importantes.

oBIERcevando - Jogando lenha na fogueira, por que cerveja e não vinho?
EP - Risos. Sou apreciador de ambas as bebidas, apesar de que nos últimos anos tenho consumido poucos vinhos, devido ao trabalho com as cervejas. Acredito que cada um tem o seu momento certo para o consumo.

oBIERcevando - A alta gastronomia está muito ligada ao vinho, a cerveja terá seu espaço?
EP - Sim, não só terá como já tem. Sei que o espaço ainda é pequeno, mas as portas já estão abertas. Agora cabe aos profissionais da área seriedade e muito empenho, para educar a população sobre a qualidade das “verdadeiras cervejas”. E temos muito trabalho pela frente!

oBIERcevando - Alemanha, Bélgica, Inglaterra, EUA, qual sua escola cervejeira preferida?
EP - Todas são bastante interessantes e muito diferentes uma das outras. Costumo transitar por todas, mas poderia dizer que hoje em dia estou mais para a escola inglesa. Porém, logo isso muda. E muda, muda, muda...risos.

oBIERcevando - Qual cervejaria do mundo gostaria de conhecer?
EP - Posso escolher duas? A Ommegang, de Nova Iorque, e a belga Rochefort.

oBIERcevando - A Acerva Paulista, como filiar-se e quando será o próximo
encontro?
EP - Para se filiar, procure as informações em: http://acervapaulista.com.br/. Nosso próximo encontro será em 28 de março, no Tortula. Este encontro é aberto a todos os interessados em produção caseira de cervejas, ou até para os que queiram apenas bater um papo sobre boas cervejas.

oBIERcevando - E as suas produções cervejeiras, o que ainda não produziu e ainda irá fazer? Existem limitações para produzir cerveja no apartamento?
EP - Logo começo as produções para o concurso nacional, que acontece em agosto, em Belo Horizonte. Para lá vou produzir três cervejas, para as três categorias concorrentes (IPA, Weiss e Belgian Ale). Fora estas, penso em produzir uma Barley Wine. Em breve!
Brinco que a maior dificuldade em produzir dentro de um apartamento é convencer a esposa! Fora isso, é legal ter um local para uma geladeira de fermentação. Não é primordial, mas ajuda bastante a conseguir qualidade nas produções.

oBIERcevando - É difícil ainda falar de cervejas com o público? (Edu ministra palestras sobre cerveja)
EP - Não mais. As pessoas hoje são muito curiosas com o assunto. E, melhor ainda, muitos são abertos para a “novidade”. Claro que sempre existem os relutantes. E até mesmo estes, quando tem a oportunidade de fazer uma boa degustação, dão o braço a torcer!

oBIERcevando - Um rápido bate-bola:
Malte: Caraaroma
Aroma: Levedura belga
Tempero: Tomilho
Espuma: Densa e duradoura
Cerveja: Three Philosophers
Revista: Prazeres da Mesa

oBIERcevando - A pergunta de praxe, uma cerveja que realmente goste, poderia estar tomando agora?
EP - A americana, produzida por belgas, Three Philosophers, da cervejaria Ommegang.
Agradeço ao Edu pela entrevista, e assim como ele há outros nobres companheiros empenhados na luta por uma Cultura Cervejeira Nacional forte e consistente, quem quiser acompanhar o trabalho do nobre é só acessar Edu Recomenda.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Bruge Golden Ale

A Golden Ale foi o penultimo estilo lançado pela Bruge, de paladar doce acompanha bem sobremesas, a Bruge é uma cervejaria de Águas de Lindóia, o proprietário é o nobre Eduardo Arantes, que já concedeu uma entrevista aqui para o oBIERcevando, leia a entrevista clicando aqui, abaixo impressões de mais um exemplar de cerveja nacional.

Cerveja: Bruge
Apresentação: Garrafa 500ml.
Tipo: Ale
Álcool: 4%
Cor: Rubi, opaca, turva.
Espuma: Boa formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Fermento, toffe, malte, notas frutadas.
Paladar: Médio corpo, fermento, caramelo, doce, baixo amargor, sensação residual doce com leve amargor.

Aonde: Bruge

segunda-feira, 10 de março de 2008

Traquair House Ale

A Cervejaria Traquair House foi fundada em 1965 por Peter Maxwell Stuart. Desde sua morte em 1990, a cervejaria tem sido comandada pela sua filha Catherine Stuart Maxwell. Em 1997, a cervejaria tornou-se uma sociedade anônima.

A cervejaria fica em uma grande área de terra que possui um enorme prédio, foi originalmente no século XVIII uma mini-cervejaria, produzia cerveja para consumo no “castelo” e seus trabalhadores. Foi desativada logo após 1800, mas os tanques de madeira e equipamentos permaneceram intactos até que foi redescoberta em 1965.

A cervejaria produz durante todo o ano, com a exceção do mês de Agosto. A cervejaria expandiu suas instalações em 1993, mas continua a fermentar a sua produção nos originais barris de carvalho. Neste momento há espaço para aumentar a produção em mais de 20%, mas não há planos para expandir para além disto, hoje o objetivo é manter a cervejaria no estilo original.

Traquair House Ale é fabricada com malte, lúpulo, levedura e água. Não usa quaisquer conservantes. O Malte é adquirido em Suffolk na Inglaterra, o lúpulo utilizado é o East Kent Goldings. É fermentada em carvalho durante um período de sete dias. A cerveja é então transferida para o armazenamento em tanques ou barris e amadurece ao longo de um período de semanas. Após a maturação a cerveja é filtrada antes de engarrafar. Junto à cervejaria fica um grandioso castelo, que hoje serve de Hotel, Restaurante e espaço para eventos, abaixo degustação feita com uma das produções da cervejaria, a House Ale.


Cerveja: Traquair House Apresentação: Long Neck 330ml.
Tipo: Strong Ale
Álcool: 7,2%
Cor: Escura, tons avermelhados, brilhante.
Espuma: Boa formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Caramelo, frutas (Ameixa), torrado, notas álcool.
Paladar: Bom corpo, caramelo, levemente doce, notas de carvalho, sensação residual agradavelmente amarga com final quente.
Comentário: Bela cor, boa cerveja, e sem preocupação de validade, desde que conservada corretamente, é válida até 2016, já tenho guardada três, quem sabe daqui a 4 anos mais um post sobre ela.

Aonde:
http://www.traquair.co.uk/brewery.html

quarta-feira, 5 de março de 2008

Czechvar


A Budweiser Budvar, tem de usar o nome Czechvar na América devido a uma disputa judicial com a Indústria Cervejeira norte americana Anheuser-Busch, que fabrica a cerveja Budweiser.

A dispusta é antiga por isso cada cervejaria ultiliza um nome dependendo do lugar do mundo. Na américa a fabrica tcheca usa o nome Czechvar, junção das palavras Czech (Tcheco) e pivovar (Cervejaria).
De lambuja fui presenteado com o copinho do Eduardo Passarelli, abaixo as impressões.
Cerveja: Czechvar – Budvar
Apresentação: Long Neck 350ml.
Tipo: Pilsen
Álcool: 5%
Cor: Dourado intenso, brilhante.
Espuma: Boa formação, queda lenta, duradoura.
Aroma: Lúpulo, malte.
Paladar: Médio corpo, lúpulo, notas de malte, sensação residual amarga persistente.
Comentário: Bela cor, boa carbonatação, cerveja histórica, acho um bom exemplar de como uma Pilsen pode ser produzida.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Oettinger Hefeweissbier

O grupo Oettinger tem uma tradição cervejeira desde 1731, hoje é composto de cinco complexos cervejeiros espalhados estrategicamente pela Alemanha, a Oettinger utiliza a própria rede de distribuição para oferecer sua linha completa de produtos para diversos clientes.

Como todas as cervejas na Alemanha, a Oettinger é fabricada em conformidade com a "Reinheitsgebot", a lei alemã de pureza de 1516, um das mais antigas e mais rigorosas normas alimentares no mundo, mantida até os dias atuais.

Cada uma das cinco cervejarias produz suas próprias marcas regionais e cervejas especiais, bem como a marca nacional "ORIGINAL OETTINGER" que foi recentemente classificada como a quarta melhor, dentre todas as marcas de cerveja na Alemanha.

A gama completa de produtos de boa qualidade inclui 14 tipos diferentes de cerveja, cerveja e diferentes tipos de bebidas não alcoólicas. Através da “OETTINGER INTERNACIONAL”, o Grupo Oettinger coordena suas relações comerciais fora da Alemanha.

Atualmente temos disponíveis no mercado nacional em latas de 500ml e 350ml os tipos Pilsen, Weissbier, Radler, Export, Gold e a “Super Forte”, abaixo impressões sobre a Weissbier:

Cerveja: Oettinger
Apresentação: Lata 500ml.
Tipo: Weiss
Álcool: 4,9%
Cor: Amarela, turva, pálida.
Espuma: Boa formação, média duração.
Aroma: Frutado, cravo, banana.
Paladar: Médio corpo, boa carbonatação, baixo amargor, ligeira acides, sensação residual levemente doce com notas de cravo.
Comentário: Apesar de ser importada apenas em lata, embalagem que particularmente tira um pouco da essência do produto, trouxe boas características e se demonstrou de forma fiel.

Aonde:
Cervejas.net
Uniland

domingo, 2 de março de 2008

Áustria Bier

O grupo Krug Bier dos empresários Markus Brodnik, Theo Dimitriou e Herwig Gangl se instalou em Belo Horizonte e inaugurou em 1997 a cervejaria Krug Bier, no bairro Belvedere e fabrica os chopes Pilsen, Pale Ale, Weizen e Amber que podem ser degustados frescos no bar da fábrica. A casa é responsável pela fabricação da Áustria Bier, que pode ser encontrada nas versões Pilsen, Amber e Weiss em garrafas de 600ml. são produzidas em uma fábrica com 1500m2 no bairro Jardim Canadá, no município de Nova Lima.
A fabricação tanto do Chopp Krug Bier, quanto das cervejas Áustria Bier seguem a lei de pureza da Baviera de 1516, a bebida também segue os padrões de 300 anos de tradição da cervejaria austríaca Grieskirchner. Abaixo impressões sobre os três estilos produzidos.


Cerveja: Áustria Bier
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: Pilsen
Álcool: 4,5%
Cor: Dourado, brilhante, limpa.
Espuma: Média formação, baixa duração.
Aroma: Malte, lúpulo, cereais.
Paladar: Médio corpo, malte, sensação residual levemente amarga.
Comentário: Cerveja com características suaves. com o sabor limpo, e a presença notável de amargor ao final, é agradável para se beber.


Cerveja: Áustria Bier
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: Weiss
Álcool: 5,5%
Cor: Amarelo, turva, opaca.
Espuma: Boa formação, duradoura, branca.
Aroma: Cravo, leve adocicado.
Paladar: Leve acidez, trigo, cravo, sensação residual levemente doce com notas amargas.
Comentário: Cerveja refrescante, com boa carbonatação, e características notáveis de uma Weissbier.


Cerveja: Áustria Bier
Apresentação: Garrafa 600ml.
Tipo: Amber
Álcool: 4,5%
Cor: Escura, tons avermelhados, brilhante.
Espuma: Boa formação, duradoura, clara.
Aroma: Malte torrado, café, caramelo.
Paladar: Seco, malte torrado, café, caramelo, agradável amargor, sensação residual malte torrado.
Comentário: Particularmente a melhor das três degustadas, entretanto as três deixam claro o compromisso da Krug em aumentar e somar a cultura cervejeira nacional trazendo estes três bons exemplos de cerveja.


Aonde:
Austria Bier
Rua Alaska, 115A
Bairro Jardim Canadá - Nova Lima - MG
Tel. (31) 3286-0061 ou 3581-3484

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Gaffel Kölsch

Colonia teve inicio de sua história cervejeira na Idade Média. A primeira prova escrita de uma cerveja em Colonia foi encontrada no cadastro imobiliário do município de Niederich por volta do ano 1170. A menção é feita sobre uma casa que foi vendida a "Ezelin bruere" (Ezelin, a cerveja). A partir desta data, os nomes dos fabricantes de cerveja e cervejarias apareceram diversas vezes nos registros.

No ano de 1302 a empresa cervejeira "Zum Leysten" foi fundada na Rua Eigelstein, onde fica hoje a Pravatbrauerei Gaffel Becker e Cia, fabricante da Gaffel Kölsch. Na Idade Média, Eigelstein tornou-se então uma das ruas com maior concentração de cervejarias em Colonia. Isto pode ter sido, devido ao grande número de alunos estudando no vizinho "Bursen" (antigo nome alemão para instituto de estudos).
A cervejaria "Zum Leysten", que foi inscrita no cadastro imobiliário como Braxatoria Supra Monticulum (A cervejaria acima do monte), há 700 anos atrás, ficava localizada exatamente onde a Gaffel é hoje. A existência de uma fábrica de cerveja neste endereço é comprovada pelo fato de a casa ter sido identificada como uma fábrica de malte num velho mapa da cidade. "Zum Leysten" foi a primeira cervejaria ali, em uma constante expansão da indústria cervejeira a cerca da Rua Eigelstein, um total de 18 cervejarias foram registradas nas imediações no ano de 1838.

Houve 44 cervejarias nas proximidades, incluindo as áreas circundantes, St. Kunibert, Santa Ursula, Rua Johannis, Rua Maximinen e Rua Marzellen. Apesar das fábricas de cerveja terem crescido mais que a população estudantil, o quadro mantém-se inalterado. Várias das cervejarias têm sobrevivido também como restaurantes.

As cervejarias de Colonia acordaram em 6 de março de 1986 que para proteger a identidade da Kölsch na Alemanha, só em Colônia poderia ser produzida a Kölsch. A “Convenção Kölsch” foi assinada pelos Conselheiros de 24 cervejarias produtoras do estilo, com a benção do então Presidente da Câmara de Colônia, Norbert Burger.

Este documento, que é único na indústria cervejeira alemã, baseia-se em parte a uma decisão judicial de 1980. A sentença determinou que Kölsch não é apenas um estilo de cerveja, mas também uma denominação de origem. De acordo com este documento, Kölsch só pode ser fabricada e “vendida” pelos fabricantes em Colonia, com exceção das cervejarias que já produziam o estilo há muitos anos, embora não tenham sido ou não são mais residentes em Colonia.

As orientações especificam como deve ser o estilo, fermentação, cor, paladar e claro seguir a Lei da Pureza Alemã de 1516. Além disso, a cerveja tem que ser servida exclusivamente no tradicional copo Kölsch que é alto e cilíndrico. A denominação de origem "Kölsch" também deve ser claramente visível em todas as apresentações externas, que inclui recipientes, embalagens e materiais comerciais. Tive a oportunidade de degustar este belo exemplar do estilo, abaixo impressões:

Cerveja: Gaffel
Apresentação: Garrafa 330ml.
Tipo: Kölsch
Álcool: 4,8%
Cor: Dourado intenso, brilhante, limpa.
Espuma: Média formação, duradoura.
Aroma: Pão, malte, lúpulo, leves notas frutadas.
Paladar: Médio corpo, pão, malte, leve adocicado, sensação residual agradavelmente amarga.
Comentário: Bom exemplar, possui boa carbonatação, começa com toques adocicados, para terminar com um agradável amargor, deixando marcas no paladar após degusta-la.

Aonde:
Cervejas.net
Stuttgart Importadora.